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A formação dos profissionais na área da saúde está entre as competências do SUS, conforme preconizado na Política Nacional de Educação Permanente em Saúde (PNEPS) publicada na Portaria nº 198/GM, de 13 de fevereiro de 2004, regulamentada pela Portaria GM/MS nº 1.996, de 20 de agosto de 2007. Ciente de que a Política Nacional de Educação Permanente em Saúde – PNEPS é ferramenta estratégica importante para organizar, qualificar, desenvolver e construir novos olhares, visando a integralidade da assistência, a Secretaria Municipal de Saúde de Hortolândia tem empenhado esforços contínuos para que as informações de fontes confiáveis atinjam os trabalhadores de toda a rede da assistência; aprimorando assim o atendimento à população, o que corrobora com os princípios do SUS. Neste contexto, vimos apresentar um estudo de caso exitoso de 2017/2018, que foi resultado das capacitações realizadas pela equipe de orientação ao aleitamento materno, atualmente denominada Amigos do Peito, cuidando da primeira infância.
Demonstrar de forma simples e direta que as capacitações para os trabalhadores da saúde, tem efeito tanto coletivo (grupos de amamentação, por exemplo), quanto para os usuários do serviço de forma individual. Enfatizando que a amamentação deve ser apoiada, promovida e incentivada sempre que possível e de maneira oportuna, independente dos desafios apresentados. Vimos também trazer à tona a importância e papel da gestão em todos os processos que permeiam a assistência à saúde.
Em Outubro de 2017, foram realizadas capacitações para as equipes de Atenção Primária em Saúde para orientações, estímulo, manejo, promoção e incentivo ao aleitamento materno. No mesmo ano, foi proposto que cada Unidade Básica de Saúde organizasse grupos de aleitamento materno.
Entre as várias histórias relatadas pelas UBSs que conseguiram instituir seus grupos de amamentação, destacou-se a seguinte: Puérpera primigesta, 26 anos, que desenvolveu durante a gestação, quadro de Guillian – Barré com evolução de paraplegia e hemiparesia de membro superior direito, que procurou a UBS de Hortolândia manifestando o desejo de amamentar ao peito, relatando as dificuldades enfrentadas devido às suas condições motoras. Encontrava-se bastante apreensiva e até chorosa pelo desejo genuíno de querer amamentar e com medo de não conseguir seu intento. A equipe de enfermagem que havia recebido capacitação recente, acolheu a nutriz, acompanhou durante os meses subsequentes, sempre estimulando, orientando e fortalecendo a rede de apoio familiar para que a nutriz obtivesse sucesso em amamentar, independentemente de suas limitações. Foram meses de idas e vindas à UBS e visita domiciliar. A criança foi amamentada exclusivamente ao peito até os 6 meses de vida e prosseguiu com a amamentação após este período, junto com alimentação saudável até os dois anos de idade.
Este caso é um exemplo de que uma equipe de saúde bem orientada consegue prestar uma melhor assistência às demandas da população. Quando os gestores compreendem que capacitações, atualizações, treinamentos na área da saúde, são parte do trabalho dos seus recursos humanos é justo que aconteçam em horário de expediente. Cabe à gestão, a viabilização para que as atividades da educação permanente façam parte da agenda do trabalhador da saúde. A gestão também deve objetivar a organização de espaços, temas, orientadores e horários para que estas trocas de saberes se realizem. É mandatório que o gestor forneça o máximo possível de ferramentas estratégicas para qualificar sua rede de assistência, assim, empodera sua equipe e faz a diferença na vida das pessoas, comunidade e sociedade a longo prazo. A Secretaria Municipal de Saúde de Hortolândia mantém a educação permanente atuante não apenas no que se refere à saúde da criança, bem como nas formações das várias áreas da assistência e vem ampliando seu olhar para melhorar a qualidade de vida dos munícipes.
aleitamento; amamentação; educação;
ELISÂNGELA CHAMONE DE OLIVEIRA RAMOS, ANDREIA MULER MOTA