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Conforme a Lei Brasileira de Inclusão, 13.146 de julho de 2015, tecnologia assistiva é definida como produtos, equipamentos, dispositivos, recursos, metodologias, estratégias, práticas e serviços que tenham como objetivo promover a funcionalidade, relacionada à atividade e à participação da pessoa com deficiência ou com mobilidade reduzida, visando à sua autonomia, independência, qualidade de vida e inclusão social (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2022). Dentre os recursos de Tecnologia Assistiva disponíveis para garantir à pessoa com deficiência igualdade de oportunidades diante dos desafios da vida, destacam-se as OPMs (Órteses, Próteses e Materiais Especiais (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2022). As (OPMS), apontam-se como imprescindíveis ao cuidado desse público, visto que objetivam ampliar a funcionalidade, participação e inclusão social da pessoa com deficiência. São considerados dispositivos que auxiliam no desempenho de cada indivíduo, onde a concessão e distribuição devem ser realizadas de forma integral e por uma equipe multiprofissional a fim de suprir as especificidades de cada um de modo singular (BRASIL, 2012). A Cidade de Guarulhos, desde o ano de 2018, possui uma equipe de OPM no CER II, onde a pessoa com deficiência (adultos, crianças e adolescentes) são avaliadas e recebem a prescrição (es) dos equipamentos que contemplem as suas necessidades, sejam elas de deslocamento, de cuidados de higiene, de prevenção de deformidades, entre outras.
Avaliar o impacto das OPMs na funcionalidade, mobilidade, independência e qualidade de vida de pessoas com deficiência física atendidas no CER II – Guarulhos.
Este é um estudo observacional do tipo transversal, com abordagem qualitativa. Foram selecionadas 3 crianças para fazerem parte da pesquisa. A seleção dos participantes foi realizada por meio de análise de prontuário e relevância do caso. Como critério de elegibilidade, contou-se com usuários da OPM CER II Guarulhos que faziam uso de um ou mais dispositivos de Tecnologia Assistiva de tipo Órtese, Prótese ou Meios auxiliares de Locomoção (OPM), com mínimo de 6 meses de uso. Esta seleção ocorreu de forma voluntária onde os pesquisadores explicaram aos pais, acerca da pesquisa, explicitando as especificidades necessárias para a participação, e informando sobre a não obrigatoriedade da mesma. A coleta de dados ocorreu no mês de agosto de 2024, através da aplicação de um mini questionário. Para a aplicação das questões, os pais foram contatados por meio de telefone após uma breve explicação sobre o objetivo da pesquisa e confirmado o aceite de maneira voluntária. As questões abordavam os temas relacionados as dificuldades encontradas para a obtenção dos equipamentos de OPM, se foi necessário treinamento ou acompanhamento profissional para auxílio no uso dos equipamentos, e a importância e/ou diferença que este equipamento ocasionou ou não, na vida da criança. O Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) é assinado a partir do momento que a criança é inserida nos atendimentos do CER II. A coleta de dados teve duração em média de 5 a 10 minutos.
Com relação aos questionamentos voltados às dificuldades encontradas durante o processo de obtenção do item, os pais relataram: Dificuldade de locomoção, pois sem o equipamento a criança fica impossibilitada de se locomover, inclusive de frequentar a Escola. O prazo de espera para aquisição dos equipamentos que é demorado, dificuldade com o transporte pois, relatam que o acesso ao CER II é difícil. No que diz respeito às questões relacionadas a necessidade de treinamento ou acompanhamento profissional para ajuda no uso do equipamento, as respostas foram: Que necessitaram do acompanhamento da fisioterapia para treino de marcha, e para o uso das próteses e órteses, mas que após um certo período receberam alta e seguiram independentes e com autonomia. Responderam também, que somente foi necessária as orientações da Equipe de OPM. Sobre as questões relacionadas a relevância do equipamento (os) para a vida e o dia a dia da criança, os pais responderam que foi de grande importância, também relataram sobre a questão de qualidade, durabilidade e segurança dos equipamentos. Eles informaram que após a aquisição dos itens elas ganharam maior liberdade para se deslocarem para a Escola e dentro dela, para o lazer, para consultas médicas e atendimentos com outros profissionais. Obtiveram maior conforto e melhora de qualidade na postura auxiliando na prevenção de deformidades e contribuindo para o bem estar geral e qualidade de vida das crianças e dos familiares envolvidos.
O presente estudo abordou a análise da qualidade de vidana obtenção dos equipamentos da OPM DO CER II Guarulhos e possibilitou identificar o perfil de satisfação dos pais dos usuários com seus dispositivos assistivos. Verificou-se sobretudo mediante o relato da família, a importância e a diferença que esses equipamentos trouxeram para melhoria da qualidade de vidas dessas crianças comparando-se o antes e depois da aquisição desses itens. Observou-se que os itens prótese, órtese e meios auxiliares de locomoção trazem um índice de satisfação individualizado para cada usuário e que isto pode estar relacionado ao nível de necessidade de cada indivíduo. A caracterização da satisfação do usuário com a OPM permitiu a observação dos fatores segurança, durabilidade e conforto como determinantes para o uso de TA.
Órteses, Próteses, Meios Auxiliares, Crianças.
CARLA CRISTINA COSTA MONTEIRO DE LIMA, ILLORA ASWINKUMAR DARBAR SHIMOZATO, FERNANDO PELLEGRINI FERRAZ, PAULA CRISTINA SANTORO, ANDERSON FELIX ANDRADE