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O diabetes mellitus tipo 2 é um crescente desafio para a saúde pública, afetando adultos e idosos. No Brasil, a urbanização e as mudanças nos hábitos alimentares têm contribuído para essa prevalência. A assistência compartilhada entre farmacêuticos e nutricionistas proporciona um cuidado mais integral e personalizado para doenças crônicas. A colaboração entre esses profissionais pode otimizar o controle glicêmico, promover a adesão ao tratamento e melhorar a qualidade de vida dos pacientes. Este estudo analisa essa sinergia na Unidade Básica de Saúde (UBS) Canhema, em Diadema, São Paulo, buscando identificar os impactos dessa colaboração no manejo do diabetes. A crescente prevalência do diabetes em áreas urbanas, como Diadema, representa um desafio para o Sistema Único de Saúde (SUS). O diabetes tipo 2 está relacionado a fatores socioeconômicos e comportamentais, resultando em altos custos e complicações. A gestão adequada da doença envolve não apenas medicamentos, mas também educação alimentar e hábitos saudáveis, onde a sinergia entre farmacêuticos e nutricionistas é essencial. A atuação compartilhada tem mostrado eficácia no cuidado a pacientes com diabetes, atendendo suas diversas necessidades de forma complementar. Esta pesquisa busca avaliar o impacto desse modelo no controle glicêmico e na qualidade de vida, contribuindo para a expansão de práticas colaborativas no SUS e aprimorando a gestão de doenças crônicas na atenção primária.
Este estudo tem como objetivo avaliar o impacto da assistência compartilhada entre farmacêutico e nutricionista no cuidado de pacientes com diabetes, visando otimizar o controle glicêmico e a qualidade de vida. Especificamente, busca-se: Analisar a eficácia da colaboração entre farmacêutico e nutricionista no manejo do diabetes, focando no controle glicêmico, adesão ao tratamento e educação alimentar. Identificar melhorias no autocuidado e na autonomia do paciente, especialmente em relação ao gerenciamento da alimentação e uso de medicamentos. Avaliar a percepção dos pacientes sobre o modelo de atendimento integrado, destacando as vantagens da abordagem colaborativa e seu impacto no bem-estar. Contribuir para o aprimoramento das práticas de saúde pública na gestão do diabetes, fornecendo dados sobre os benefícios da atuação compartilhada na atenção básica.
Tipo de estudo: Observacional prospectivo Período: Janeiro 2023 a janeiro 2025 Este estudo será observacional e descritivo, com análise de intervenção para avaliar a assistência compartilhada entre farmacêutico e nutricionista no manejo do diabetes na UBS Canhema, Diadema, São Paulo. A abordagem incluirá análise quantitativa para resultados clínicos e qualitativa para percepção e satisfação dos pacientes. Tipo de Estudo O estudo será longitudinal, com acompanhamento dos pacientes em três fases: antes, durante e após a intervenção. População-Alvo Pacientes adultos com diabetes tipo 1 ou tipo 2 atendidos na UBS e que aceitem participar do estudo. Critérios de Inclusão: Glicemia descompensada e hemoglobina glicada fora dos padrões. Critérios de Exclusão: Glicemia compensada e hemoglobina glicada dentro dos parâmetros. Coleta de Dados A coleta será realizada em três momentos, utilizando instrumentos válidos: Entrevistas e Questionários: Avaliação da adesão ao tratamento e qualidade de vida. Exames Clínicos: Medições de HbA1c e glicemia de jejum. Registro de Medicamentos: Monitoramento do uso de insulina. Avaliação Nutricional: Registro de planos alimentares e adesão às orientações. Análise de Dados Quantitativa: Comparação dos dados clínicos antes e após a intervenção. Qualitativa: Avaliação das percepções dos pacientes sobre a assistência compartilhada e mudanças no autocuidado e qualidade de vida.
A análise qualitativa focará na percepção dos pacientes sobre o atendimento integrado e sua satisfação: Percepção sobre o Atendimento Compartilhado: Identificação de como os pacientes percebem a colaboração entre farmacêutico e nutricionista e se essa abordagem resultou em um cuidado mais eficaz. Autonomia e Autocuidado: Espera-se que os pacientes aumentem sua autonomia e confiança no manejo da doença, melhorando a compreensão sobre medicamentos e alimentação. Qualidade de Vida: A percepção dos pacientes sobre sua qualidade de vida será coletada para avaliar os impactos do diabetes e da intervenção no bem-estar geral. Satisfação com o Modelo de Cuidado: A satisfação dos pacientes com o atendimento compartilhado será avaliada, observando a eficácia e os benefícios percebidos. Expectativas de Resultados Espera-se que o atendimento compartilhado resulte em melhor controle glicêmico, aumento da adesão ao tratamento, melhora significativa na qualidade de vida e satisfação dos pacientes com o modelo de cuidado colaborativo. Possíveis Limitações Limitações podem incluir a dificuldade de adesão dos pacientes às intervenções, variabilidade no acompanhamento e fatores externos, como questões socioeconômicas, que podem influenciar a resposta ao tratamento.
Este estudo ressalta a importância da assistência compartilhada entre farmacêutico e nutricionista no cuidado de pacientes com diabetes na UBS Canhema, Diadema, São Paulo. O modelo integrado visa otimizar o controle glicêmico, melhorar a adesão ao tratamento e promover a qualidade de vida. Os resultados esperados sugerem que a colaboração entre os profissionais pode impactar positivamente o manejo da doença, especialmente no controle glicêmico e na autonomia do paciente. Essa sinergia não apenas favorece a adesão ao tratamento, mas também promove um autocuidado eficaz. A intervenção compartilhada pode melhorar a percepção dos pacientes sobre sua condição, integrando educação em saúde e suporte emocional, além de reduzir complicações do diabetes e melhorar a qualidade de vida. Entretanto, a adaptação às mudanças alimentares e a motivação individual podem influenciar os resultados. A continuidade de estudos e a expansão desse modelo para outras unidades de saúde são fundamentais para avaliar sua eficácia a longo prazo.
Mudanças alimentares; assistencia compartilhada
THALITA ARANTES GARCIA NEGRI DE OLIVEIRA