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A convivência é um espaço principalmente dos serviços de saúde mental, nos quais usuários em sofrimento emocionais e sociais moderados-graves, têm a oportunidade de se expressar de forma mais livre e direcionada, do que em uns atendimentos tradicionais, por meio de materiais gráficos, atividades arte visuais e diálogos facilitadores e com uma equipe multiprofissional. Pensar na convivência é fazer um espaço significativo e presente, no âmbito ilimitado de possibilidade, sustentando um campo inter-humano propício ao acontecer genuíno, de forma que o usuário possa ter lugar e ser acolhido, porque é exatamente esse acolhimento que pode encorajar o mesmo a se vincular com sua condição de vivente, ao libertá-lo de agonias impensáveis que inviabilizam sua existência. Acredita-se que através da convivência de forma igualitária e pautada no respeito, será possível construir uma relação não institucionalizante
Este trabalho tem como intenção apresentar um relato de experiência vivenciada pelos profissionais num espaço de convivência oferecido para os usuários de um serviço de saúde CAPS II adulto Itaim Paulista
Neste serviço os espaços de convivência acontecem todos os dias no período integral, em que na sua configuração, em que há uma escala de profissionais da equipe multiprofissional em cada período (matutino/07:00-12:59 e vespertino/13:00-19:00). Cada equipe é composta por quatro profissionais (sendo uma auxiliar de enfermagem e mais dois técnicos de nível superior ou três profissionais de nível superior e uma oficineira ou orientador de fluxo), esses mediam o espaço para os usuários de forma que os estimulem para realizarem as atividades disponíveis e diálogos entre todos os envolvidos. Essas atividades podem ser jogos, música, pintura, roda de conversa, brincadeiras, leitura, contação de história ou outras atividades que sejam apresentadas pelas pessoas presentes nesses espaços, de forma a desenvolver o protagonismo dos usuários. Há também neste espaço o processo de desenvolvimento pelos ocupantes de autocuidado (atividades de vida diária), com também cuidado com a higiene e organização dos espaços físicos comuns (mural de informações relevantes, limpezas dos materiais usados nas atividades).
Durante essas interações autônomas, os usuários conseguem compartilhar suas angústias, anseios, experiências e contextos, com os colegas e os profissionais presente no espaço. Esse movimento proporciona aos usuários um senso de pertencimento e os colocam como protagonistas de suas próprias experiências e histórias de vida, ampliando o conhecimento e pertencimento de recursos territoriais, não somente da rede de saúde, mas também, cultura, sociais, educacionais e esportes. A vivência de situações relacionais do dia a dia, promovem capacidade de tolerância a frustação, habilidades socioemocionais como empatia, determinação, projetos e compreensão de vida, para além do seu diagnóstico. Conseguindo identificar suas limitações, potencialidades e necessidades, no processo de cuidado a melhoria na questão de higiene, alimentação, bem como a limpezas dos materiais usados nas atividades.
E nítido que o espaço coletivo da convivência é significativo para os usuários em crise ou não. Essa ação demonstra eficiência nos serviços de saúde mental, para processo de inclusão tanto no serviço (expressar), como na proposta de alta para reinserção (recursos) em sua comunidade, ocupação e atividades significativas. Além de se notar um espaço com relação com o contexto familiar, já que os usuários muitas vezes são levados para este espaço por familiares e podem ser observados pelos mesmo de forma diferente, tem se a possibilidade de oferecer uma escuta breve gerando um diálogo e reflexão, bem como estratégias para melhorar estas relações familiares.
convivência
NATASHA POMPEU DE OLIVEIRA, DOYGLAS VRENA SOUZA