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O município de Taguaí segundo dados do IBGE possui uma população de 12.669 habitantes e no ano de 2024 registrou 2.187 casos confirmados de dengue. O setor da saúde conta com 04 unidades de Estratégia Saúde da Família, uma Unidade Básica de Saúde Tradicional, um Hospital de pequeno porte e um Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU). No início de 2024 Taguaí passou pela pior epidemia de dengue, com aumento rápido de casos, desafiando todo sistema de saúde. A Vigilância Epidemiológica, juntamente com a Coordenadoria de Saúde estabeleceram ações conjuntas entre a Atenção Básica e a Vigilância em Saúde com objetivo de integrar os profissionais, qualificando a assistência. Este relato de experiência tem como objetivo descrever a coparticipação entre o Agente Comunitário de Saúde e Agente de Combate a Endemias na prevenção das arboviroses no município de Taguaí, destacando as estratégias adotadas, os desafios enfrentados e os impactos observados na comunidade. A partir dessa experiência, busca-se demonstrar como a integração entre esses profissionais pode contribuir para a redução dos casos dessas doenças e para a promoção da saúde coletiva. A articulação entre os Agentes tornou-se essencial para fortalecer e ampliar ações preventivas, as visitas compartilhadas entre esses profissionais permitem uma abordagem mais eficiente, combinando o conhecimento territorial e o vínculo comunitário do ACS com a expertise técnica do ACE no controle vetorial.
OBJETIVO GERAL Fortalecer o trabalho integrado do Agente Comunitário de Saúde e Agente de Combate a Endemias para ações efetivas no combate dos criadouros do mosquito Aedes Aegypti. OBJETIVO ESPECÍFICO •Integrar o Agente de combate a endemias com a equipe de saúde da família para ações de planejamento. •Incentivar a participação do ACE nas atividades da equipe de ESF. •Realizar visitas compartilhas entre o ACE e ACS para identificação de focos do Aedes e orientações às famílias sobre eliminação. •Promover ações educativas em escolas, unidades de saúde e espaços comunitários para conscientização da população. •Realizar mobilização social por meio de mutirões de limpeza, distribuição de materiais informativos e campanhas de engajamento comunitário. •Registrar as atividades realizadas e acompanhamento dos indicadores epidemiológicos da área atendida. •Capacitar ACS e ACE sobre identificação de criadouros, manejo ambiental, preenchimento da ficha vetorial e educação em saúde para
Este relato de experiência foi desenvolvido com base na atuação conjunta de Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e Agentes de Combate às Endemias (ACE) no enfrentamento das arboviroses na Atenção Básica. A experiência ocorreu no município Taguaí/SP, abrangendo de março a dezembro de 2024. Devido os resultados positivos do ACE estar presente diariamente na Estratégia Saúde da Família, mantivemos essa ação, hoje os agentes permanecem na Vigilância Epidemiológica durante a manhã e à tarde compõem a equipe de Estratégia Saúde da Família. Os Agentes Comunitários estabelecem as prioridades da área para realizar visita compartilhada com o Agente de Endemias e quando fazem diagnóstico de setores mais críticos os Agentes solicitam colaboração de outros órgãos/setores. Os Agentes de Endemias participam das reuniões de equipe da ESF e dessa forma auxiliam na construção dos mapas e ações de planejamento na área de abrangência.
A coparticipação entre os Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e os Agentes de Combate às Endemias (ACE) na Atenção Básica demonstrou impactos positivos no combate às arboviroses no município de Taguaí/SP. A integração das ações permitiu um melhor aproveitamento dos recursos disponíveis, maior adesão da comunidade às medidas preventivas e a redução de criadouros do Aedes aegypti. A visita compartilhada entre os ACE e ACS trouxeram aprimoramento da identificação de focos e riscos e esse trabalho conjunto possibilitou a identificação precoce de áreas críticas com maior incidência de criadouros do mosquito. Devido trabalho de sensibilização houve aumento na participação da comunidade em mutirões de limpeza e campanhas de prevenção. A troca de conhecimentos entre esses profissionais favoreceu um trabalho mais eficiente e qualificado, com melhor articulação entre os profissionais da Atenção Básica. As reuniões periódicas permitiram ajustes nas estratégias e aprimoramento das atividades realizadas.
A experiência de coparticipação entre os Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e os Agentes de Combate às Endemias (ACE) no combate às arboviroses demonstrou que a integração desses profissionais na Atenção Básica é uma estratégia eficaz para a prevenção e controle dessas doenças. A soma de conhecimentos e a atuação conjunta permitiram uma abordagem mais abrangente, facilitando a identificação de focos do Aedes aegypti, a conscientização da população e a adoção de medidas preventivas de forma mais efetiva. Os resultados evidenciaram que a aproximação entre esses profissionais fortalece tanto a vigilância epidemiológica quanto o vínculo com a comunidade, contribuindo para uma maior adesão às ações de controle e redução dos índices de infestação. Além disso, a experiência reforçou a importância do planejamento conjunto, da capacitação contínua e do envolvimento da população como fatores essenciais para o sucesso das estratégias adotadas. Diante dos impactos positivos observados no município de Taguaí, recomenda-se que a integração entre esses profissionais seja incentivada pela gestão em saúde e ampliada em outras localidades, garantindo suporte técnico e capacitação adequada. A integração entre Vigilância Epidemiológica e Atenção Bás
Integração,ACS, ACE, prevenção, dengue
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