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O município de Itapeva-SP, possui cerca de 89.728 habitantes, um hospital maternidade: a Santa Casa de Misericórdia de Itapeva (SCMI). Esta última atende a região que abrange 15 municípios. No ano de 2023 houve 2329 nascimentos, sendo 1281 residentes, em 2024 2140, destes 1125 residentes. A vacinação na maternidade é realizada diariamente nas primeiras horas de vida pela equipe habilitada da Secretaria Municipal da Saúde, as técnicas de enfermagem da Coordenadoria de Imunização e Controle de Doenças (CICD). São aplicadas a BCG (Bacilo Calmette-Guerin) e Hepatite B nos recém-nascidos (rn), e nas puérperas a tríplice viral de forma seletiva. O município sempre apresentou altas coberturas vacinais de BCG e Hepatite B, porém com alterações nos sistemas essas coberturas começaram a decair, e em abril de 2024 os dados de cobertura estavam BCG 22,73% e hepatite B 24,24,%, sendo muito abaixo do esperado. Após diversas tentativas de melhorar e entender os registros e encontrar os erros que poderiam estar prejudicando as coberturas vacinais, oportunamente em um treinamento presencial em julho de 2024 na qual estavam presentes a enfermeira responsável pela CICD municipal e a Interlocutora de Imunização Estadual, inquietas com atual situação, buscaram orientações com responsáveis pela Imunização do Estado de São Paulo as quais foram aplicas e acompanhadas.
Garantir registros adequados de vacinação aos recém nascidos vacinados na SCMI, garantindo cobertura vacinal mínima de 90% para BCG e Hepatite B 95% conforme preconizado pelo Programa Nacional de Imunizações.
A responsável pelo setor realizou treinamento com as técnicas vacinadoras no ambiente hospitalar e acompanhou in loco a implantação das mesmas com a equipe, sanando dúvidas, acompanhando possíveis intercorrências. Foi criado o cartão SUS ao Recém nascido no Sistema de Informações do Programa Nacional de Imunizações -SIPNI novo ou se houvesse instabilidade no sistema, utilizava-se o Esus (estando logado com o gov) e com ele realizar os registros de vacinação no SIPNI- novo, anotando no cartão de vacina do bebê o número do cartãoo SUS provisório. Assim que houve a mudança, foi realizado uma reunião com hospital para afinar e explicar cada passo necessário para as mudanças e possíveis melhorias que poderiam estar se adequando, como estratégias para aumentar a adesão do registro de nascimento no hospital, para os mesmos já terem o CPF válido. Houve também dois treinamentos para sensibilizar e sanar dúvidas das enfermeiras responsáveis pelas equipes das Unidades Básicas de Saúde Municipal, orientando averiguação cartões SUS dos recém nascidos para unificação de registros duplicados e validações de cartões utilizados para sequência nas vacinações de rotina.
Após de 60 dias das mudanças, os registros no SIPNI começarem a ser validados na Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS), posteriormente as coberturas vacinais em questão começaram a apresentar avanços, fato que estimulou toda a equipe envolvida. Em setembro de 2024 BCG e Hepatite B estavam acima de 54% de cobertura e atualmente as coberturas vacinais de ambas vacinas estão acima do esperado. Os municípios vizinhos nascidos em Itapeva-SP, conseguem acompanhar os registros de vacinação realizados pelo SIPNI-novo.
Quando o sistema E-SUS era utilizado para registro das doses aplicadas no hospital começou a pedir cartão SUS para realizar os registros de vacinação, o município utilizava número de SUS contido na Declaração de Nascidos Vivos (DNV) para realizar registros dos nascidos na maternidade, muitas equipes continuavam demais registros de vacinação com este cartão não válido, os outros municípios vizinhos também não tinham como averiguar nos sistemas esses registros. As coberturas começaram a apontar que algo estava errado e precisava ser mudado. Para registros efetivos de vacinação, é imprescindível as secretarias municipais e operadores estejam treinados efetivamente. As instâncias federais precisam continuamente realizar a cada mudança no sistema relacionado a registros de vacinação, deve-se acontecer treinamentos orientativos as Vigilâncias Estaduais e Municipais.
Vigilância em Saúde, Vacina, Cobertura Vacinal
PRISCILA NICOLETTI NEVES CAMARGO