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A reabilitação psicossocial é um processo que visa promover a autonomia e a inclusão social de pessoas com transtornos mentais e dependências, por meio do fortalecimento de vínculos comunitários e familiares. Este relato aborda o caso de três usuários acompanhados pelo CAPS AD, que foram encaminhados à Unidade de Acolhimento Adulto e, ao longo do processo, criaram um forte vínculo de amizade. Devido à ausência de suporte familiar, esses indivíduos decidiram morar juntos em um mesmo quintal, criando um ambiente de apoio mútuo e convivência coletiva. Essa experiência ressalta a importância de práticas inclusivas e do fortalecimento de laços interpessoais no processo de reabilitação. O relato busca evidenciar como essas estratégias podem impactar positivamente na reconstrução de projetos de vida, proporcionando autonomia e reinserção social.
Promover a reabilitação psicossocial por meio do fortalecimento de vínculos interpessoais e comunitários. – Favorecer a construção de laços de amizade e apoio mútuo entre os usuários do CAPS AD. – Oferecer suporte durante o processo de transição para a vida comunitária, incluindo estratégias de habitação conjunta. – Promover a autonomia e a qualidade de vida dos usuários envolvidos.
O acompanhamento foi realizado pelo CAPS AD em parceria com a Unidade de Acolhimento Adulto, abrangendo: 1. Encaminhamento e Acolhimento: Os usuários foram acolhidos na unidade após a identificação de suas necessidades sociais e emocionais. 2. Construção de Vínculos: Por meio de atividades em grupo, rodas de conversa e acompanhamento individual, os usuários estabeleceram laços de confiança e amizade. 3. Planejamento de Convivência: Com a identificação de interesses comuns e a ausência de suporte familiar, os usuários optaram por morar juntos em um quintal compartilhado. Esse processo contou com o suporte técnico do CAPS para organização financeira e estrutural. 4. Monitoramento: A equipe do CAPS manteve visitas regulares para avaliar o progresso dos usuários, oferecendo suporte técnico e emocional.
O compartilhamento do mesmo espaço físico proporcionou aos usuários um ambiente de apoio mútuo, contribuindo para a Redução de recaídas no uso de substâncias, devido à convivência saudável e à supervisão mútua. E também gerando desenvolvimento de habilidades de convivência e resolução de conflitos e aumento da autonomia e organização financeira conjunta. Resultando em melhora significativa na autoestima e no bem-estar emocional dos usuários. Além disso, a experiência destacou o papel do vínculo comunitário como elemento essencial no processo de reabilitação psicossocial.
A experiência vivenciada por esses três usuários reforça a importância de estratégias que priorizem a convivência e o apoio interpessoal como parte do processo de reabilitação psicossocial. Morar juntos em um quintal foi mais do que uma solução habitacional; foi um ato de reconstrução de vínculos, resgate de autonomia e reinserção social. Essa vivência aponta a necessidade de ampliar políticas públicas voltadas à habitação compartilhada e ao suporte técnico em contextos semelhantes. O caso também evidencia o papel fundamental das equipes do CAPS AD e das Unidades de Acolhimento na promoção de práticas inclusivas que resultam em impactos positivos e duradouros na vida dos usuários.
Reabilitação psicossocial, CAPS AD, Acolhimento
EDERSON BORDONI, ALIETE SANTOS GAMA, SUELLY MARIA, CICERO MENDES, PATRICIA BATISTA ALVES TEIXEIRA