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A reabilitação de crianças com deficiência exige uma abordagem integrada que contemple aspectos físicos, cognitivos e emocionais. As oficinas terapêuticas, como culinária, horticultura e atividades psicomotoras, têm demonstrado ser ferramentas eficazes para estimular o desenvolvimento neuropsicomotor e promover a inclusão social. Contudo, ainda há carência de relatos que documentem os impactos dessa abordagem em contextos de reabilitação multiprofissional. Este estudo visa descrever a experiência inovadora de oficinas terapêuticas realizadas em um Centro Especializado em Reabilitação (CER) na cidade de São Paulo.
• Implementar oficinas terapêuticas diversificadas para crianças com deficiência atendidas no CER. • Promover o desenvolvimento neuropsicomotor, a autonomia e a integração social das crianças participantes. • Fortalecer a atuação integrada da equipe multiprofissional em atividades terapêuticas.
A experiência foi realizada no CER IV – Centro Especializado em Reabilitação M\Boi Mirim, abrangendo um amplo leque de oficinas semanais, incluindo culinária, horticultura, estimulação global, artesanato e AVDs (Atividades de Vida Diária). Participaram crianças de 1 a 17 anos com deficiências físicas, intelectuais e/ou TEA, distribuídas em grupos específicos. As atividades foram planejadas de acordo com as necessidades individuais, buscando estimular habilidades motoras, cognitivas e sociais, sempre com o suporte da equipe multiprofissional composta por psicólogos, terapeutas ocupacionais, profissional da educação física, fisioterapeutas, fonoaudiólogos e nutricionistas. As oficinas foram estruturadas com metas claras: no grupo de culinária, por exemplo, as crianças prepararam receitas simples, promovendo habilidades de planejamento e coordenação; na horticultura, aprenderam sobre o cultivo, manejo e consumo de hortaliças, estimulando autonomia e interação social. A avaliação foi realizada por meio de observações sistemáticas, registros multiprofissionais e feedback das famílias.
• Expansão significativa: Criação de 15 novos grupos terapêuticos com objetivo de abranger as demandas que surgem no processo de reabilitação. • Desenvolvimento funcional: Melhora notável em habilidades motoras, cognitivas e sociais das crianças, com destaque para a evolução no relacionamento interpessoal e na independência. • Integração multiprofissional: A atuação conjunta da equipe fortaleceu a comunicação interna, resultando em planejamentos terapêuticos mais eficazes e individualizados. • Engajamento familiar: As famílias relataram maior envolvimento no cuidado e perceberam mudanças significativas no comportamento e autonomia das crianças.
A implementação das oficinas terapêuticas mostrou-se uma estratégia eficaz e replicável para a reabilitação de crianças com deficiência no SUS. Além de promover o desenvolvimento integral, a abordagem fortaleceu o trabalho multiprofissional e incentivou a educação permanente das equipes, alinhando-se aos princípios de equidade, integralidade e inclusão social. Este modelo representa uma referência para inovação em serviços públicos de reabilitação.
Oficinas terapêuticas, reabilitação, inclusão
ANA PAULA RIBEIRO HIRAKAWA, VIVIAN MIWA OGAWA, FERNANDA CRISTINE PIRES DE LIMA, KARLA DIAS TOMAZELLA, GLEICE MARA CANDIDO