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O município de Nova Odessa, no interior de São Paulo, com população estimada em 61 mil habitantes e pertencente a Região Metropolitana de Campinas, passou a receber nos últimos anos muitos imigrantes. Os imigrantes mais antigos são advindos da Bolívia, que procuraram Nova Odessa atraídos por confecções de roupas, mas atualmente a maioria dos imigrantes são do Haiti, que tem como idioma oficial o Francês e o Crioulo. E recentemente o município passou a receber imigrantes de outros países da América Latina, como Venezuela. Frente a essas mudanças no perfil do município a equipe do Serviço de Infectologia começou a enfrentar dificuldades para explicar sobre HIV/AIDS as pessoas que procuravam o Serviço de Saúde e ainda não dominavam a língua portuguesa. Diante dessa dificuldade foi elaborado um folder com breves orientações sobre a doença, prevenção e tratamento, nas diversas línguas faladas no município de Nova Odessa, que são o: Português, Francês, Crioulo, Inglês e Espanhol. Este folder é usado no início da comunicação com imigrantes que procuram o Centro de Referência em Infectologia, como forma de melhorar a comunicação e aderência ao tratamento.
Melhorar a comunicação com todos os munícipes de Nova Odessa, incluindo os imigrantes que o município esta recebendo.
Foi elaborado um folder com breves orientações sobre a doença, prevenção e tratamento, nas diversas línguas faladas no município de Nova Odessa, que são o: Português, Francês, Crioulo, Inglês e Espanhol. O conteúdo foi elaborado pela Enfermeira da Vigilância Epidemiológica em conjunto com a Farmacêutica do Serviço de IST/AIDS de Nova Odessa. As traduções e correções tiveram ajuda de professores de línguas, devidamente identificados em cada tradução no material impresso.
Divulgação do serviço público de prevenção e tratamento do HIV disponível no SUS do município, e melhora do vínculo e aderência dos usuários estrangeiros com os profissionais da equipe do Centro de Referência em Infectologia de Nova Odessa.
A construção e o uso do material didático sobre o HIV, nas cinco línguas faladas dentro do município de Nova Odessa, trouxe aos diferentes usuários do Centro de Referência em Infectologia a sensação de acolhimento, segundo relatos. Além de tranquilizar os usuários de outras nacionalidades, que acabavam de receber o diagnóstico positivo, e não imaginavam toda a estrutura que existe no SUS para a atenção, cuidado, tratamento e controle do HIV.
HIV, AIDS, Comunicação, Línguas, Idiomas
PAULA MESTRINER, MARIANA DIAS GARROTE