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Os Hospitais Dia (HD) são equipamentos da Rede de Atenção Especializada Ambulatorial (AEA) que realizam procedimentos considerados de pequena e média complexidade. No município de São Paulo (MSP) funcionam em regime de 12 ou 24 horas diárias, oferecendo consultas médicas em diversas especialidades, procedimentos diagnósticos, cirurgias de pequeno e médio porte (AIH) e pequenos procedimentos cirúrgicos (BPA). A gestão desses serviços é realizada por Organizações Sociais de Saúde (OSS), com atividades previamente definidas em planos de trabalho oficializados nos Contratos de Gestão (CG) pactuados com a Secretaria Municipal da Saúde (SMS). Os HD foram criados em 2013. Em 2021, a partir de uma necessidade de aumento de oferta de cirurgias e procedimentos diagnósticos, SMS optou por ampliar o horário de funcionamento. Um diagnóstico da produção revelou que a maioria das cirurgias realizadas eram BPA, de menor complexidade. Frente à necessidade de ampliar a oferta de cirurgias AIH, realizadas sob anestesia em centro cirúrgico, decidiu-se aumentar as metas contratuais de cirurgias já realizadas e incluir procedimentos de maior complexidade, anteriormente realizados em hospitais gerais. Essa mudança exigiu a implementação de um processo de monitoramento capaz de acompanhar, por equipamento, as cirurgias realizadas, garantindo o cumprimento das metas estabelecidas nos CG, além da produção de consultas e procedimentos diagnósticos.
Objetivo Geral Otimizar a utilização da estrutura cirúrgica dos HD a fim de promover uma reorganização no fluxo de atendimento do município, subsidiando o processo de trabalho a ser implantado pelas Organizações Sociais de Saúde. Essas, são responsáveis pelo acompanhamento e monitoramento da produção dos HD, e cumprimento dos contratos firmados com o município de São Paulo. Objetivos Específicos ● Acompanhar a produção de cirurgias, exames e consultas realizadas pelos HD; ● Comparar a produtividade dos serviços com as metas estabelecidas nos Contratos de Gestão; ● Elaborar relatórios periódicos que permitam análises temporais de desempenho; ● Verificar a aderência dos CG às diretrizes da Atenção Especializada Ambulatorial; ● Avaliar se os CG possibilitam análises individualizadas dos procedimentos cirúrgicos e exames pactuados; ● Propor melhorias na apresentação dos Planos de Trabalho e Termos Aditivos.
O monitoramento da produção ambulatorial antecede o registro no Sistema de Informação Ambulatorial (SIA) e no Sistema de Informação Hospitalar (SIH). Para acompanhar mensalmente a produção de consultas, exames, cirurgias de pequeno e médio porte e pequenos procedimentos cirúrgicos na Atenção Especializada Ambulatorial (AEA), o Departamento de Tecnologia da Informação da SMS, disponibilizou no Sistema Integrado de Gestão de Assistência à Saúde (SIGA) o acesso dos gerentes das unidades de saúde aos códigos da Tabela Unificada de Procedimentos (SIGTAP). Assim, os HD organizam seus processos utilizando os códigos cirúrgicos do sistema, unificando as informações. A AEA utilizou o boletim de informação do SIGA Prodam para extrair a produção cirúrgica mensal. Foram construídas tabelas e gráficos para observar a série histórica e avaliar tendências. Os dados foram validados pelas interlocuções da AEA nas Coordenadorias Regionais de Saúde (CRS). Em seguida, foram realizadas reuniões com cada Organização Social de Saúde com participação das CRS para apresentação e discussão dos resultados. A AEA emitiu parecer sobre o desempenho de cada HD, classificando-o por percentual de metas atingidas. O Departamento AEA, inseriu no Sistema Eletrônico de Informações (SEI), do município, as atas das reuniões, dados de produção, pareceres e propostas de adequação visando o cumprimento de 100% das metas contratuais. A avaliação de desempenho foi classificada conforme o percentual de metas atingidas.
Após as reuniões de alinhamento, o monitoramento mostrou: ● Participação efetiva de interlocutores regionais no controle e acompanhamento dos CG; ● Aumento da produtividade dos HD em relação ao número e complexidade das cirurgias realizadas; ● Transparência das atividades cirúrgicas realizadas nos HD, o que permitiu intervenções frente às produções abaixo daquelas contratualizadas; ● Adequação dos registros das AIH nos dois sistemas: SIGA-BI e no SISAIH; ● Apresentação dos “Planos de Trabalho” com o total das metas de cirurgias (AIH), especificando os quantitativos de cirurgias de pequeno e médio porte que são realizadas, separadamente. Os exames de EDA e colonoscopias são apontados da mesma forma; ● Repactuação das metas, segundo a capacidade de cada equipamento e perfil epidemiológico de cada território; ● Definição da metodologia para acompanhamento das metas contratuais e produções; ● Maior integração entre os setores envolvidos no acompanhamento das metas definidas nos CG.
O monitoramento da produção cirúrgica, de colonoscopias e endoscopias nos Hospitais Dia, no Município de São Paulo, se mostrou efetivo e trouxe melhorias na execução dos planos de trabalhos contratualizados, desta forma, para 2025, haverá continuidade do processo. Para isto, a partir de janeiro a extração dos dados e as análises mensais serão realizadas e inseridas nos SEI pelas CRS. Além da avaliação das cirurgias, serão também analisadas as consultas, procedimentos clínicos (BPA) e outros procedimentos com finalidade diagnóstica (BPA), extraídos do Painel da AEA – SIGA-BI. Novo modelo descritivo dos procedimentos contratualizados serão inseridos de forma a garantir a uniformização dos CG, facilitando o monitoramento e análises de desempenho e produtividade desses equipamentos e serviços.
Atenção Especializada Ambulatorial, Hospitais Dia
LÚCIA HELENA DE AZEVEDO, JOÃO MAURICIO PERES MAINENTI, VALDIR MONTEIRO PINTO, JANICE OLIVIA GALVANE, MARIA MASSARI VENTICINQUE, ANA CAROLINE BARBOSA VERGUEIRO, ELIZIANE ROSA ROCHA, VÂNIA LÚCIA SIERVI MANSO, ROSILEY MARIA GONÇALVES TALALA AMORIM