Siga a gente
Av. Angélica, 2466 - 17º Andar
Consolação - São Paulo / SP
CEP 01228-200
55 11 3083-7225
cosemssp@cosemssp.org.br
O Programa Previne Brasil (PPB), instituído em 2019, altera o modelo de financiamento da Atenção Primária à Saúde (APS) no Brasil, entre seus objetivos estão a cobertura efetiva e o aumento da qualidade da assistência, com foco no resultado de indicadores, e por meio da captação ponderada de recursos pelos municípios. A saúde da criança é representada pelo indicador número cinco, através da cobertura vacinal das vacinas pentavalente e poliomielite inativada, indicador esse que mede o nível de proteção da população infantil contra as doenças imunopreviníveis selecionadas, mediante o cumprimento do esquema básico de vacinação, em relação a quantidade de crianças que o município possui. O acesso às vacinas do Calendário Nacional de Vacinação é gratuito e distribuídas pelo Programa Nacional de Imunização aos estados e municípios. Os dados para avaliação das coberturas vacinais são extraídos da alimentação do sistema e-Sus. Nos últimos anos observou-se uma queda das coberturas vacinais em praticamente todos os estados, muitos não atingiram a meta preconizada de cobertura, que é de 95% para a vacina Pentavalente e Poliomielite, por isso a equipe de imunização do município de Descalvado, tem criado estratégias inovadoras para atingir e manter as coberturas vacinais e o indicador 5 de desempenho do PPB.
• Criar uma ferramenta de inovação tecnológica que propiciasse o acompanhamento em tempo oportuno das crianças com vacinas em atraso e realizar a busca ativa das mesmas. • Garantir a vacinação das crianças menores de 01 ano nos prazos determinados, além de aumentar e atingir em mais de 95 por cento o indicador 5 de desempenho do Programa Previne Brasil.
Preocupados com os baixos índices apresentados no indicador de desempenho nº5 – Proporção de crianças de um ano de idade vacinadas com a vacina Pentavalente e Poliomielite Inativada, o município de Descalvado iniciou em julho de 2021, estudos para identificar as causas das baixas coberturas e programar ações efetivas para reverter esse quadro. Após identificar e sanar as deficiências que podiam impedir a contabilização das doses aplicadas no sistema E-sus, iniciou-se a identificação das crianças menores de um ano através da ficha espelho, porém, o processo não apresentava facilidade e agilidade para identificar os faltosos e acompanhar as datas dos retornos vacinais, já que o e-Sus não tinha essa funcionalidade. Para sanar essa dificuldade, em janeiro de 2022, foi construída uma planilha no Office Excel com dados pessoais da criança, datas das vacinas aplicadas e aprazamento para próxima vacina, e fixamos uma fórmula, para que o próprio programa Excel, nos alertasse quando a criança estivesse próxima à data de seu retorno e um aviso de vacina atrasada por quantidade de dias. Utilizou-se essa tecnologia, através dos filtros, conseguindo uma análise detalhada e rápida das crianças faltosas. Essa ferramenta proporcionou utilizar a busca ativa através de telefonemas, mensagens via WhatsApp, pelos Agentes Comunitários de Saúde e também em parceria com a Secretaria de Educação que solicitou no ato da matricula a apresentação do certificado de regularização vacinal das crianças.
Quando iniciamos esse trabalho no segundo Quadrimestre (Q2) de 2021 o indicador 5 de desempenho do PPB – cobertura vacinal de Poliomielite inativada e Pentavalente estava 38%, passando para 25% no Q3 de 2021, 91% no Q1 de 2022, 97% no Q2 de 2022, 97% no Q3 de 2022, 99% no Q1 de 2023, 100% no Q2 de 2023 e 97% no Q3 de 2023.
A vacinação é uma ação estratégica e integrada dos serviços de saúde, disponível na atenção básica. Associada às ações de prevenção e de proteção, a vacina potencializa as medidas de bloqueio de doenças imunopreviníveis. O uso correto dos sistemas de informação em saúde estabelecem estratégias que instrumentalizam o processo de coleta, processamento, análise e disseminação da informação, potencializando a gestão destes dados nos diferentes setores do cuidado em saúde. Este trabalho mostrou que o uso de ferramentas de tecnologia também otimiza a gestão do tempo e promovem a qualidade da ação, facilitando a rotina dos profissionais de saúde e atinge os objetivos traçados.
Tecnologia, Otimização, Gestão, Vacinação
Michelli Fabiana Longo, Milena Roberta Franzin Araújo, Luciane Costa Palarmido, Marianita Motta Salomão Barbosa Adorno, Roseli Miriam Costa