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As queimaduras representam um importante problema de saúde pública, com uma alta incidência de morbidade e mortalidade, principalmente em pacientes que sofrem queimaduras de segundo e terceiro grau. O tratamento adequado dessas lesões é fundamental para a recuperação do paciente, minimizando complicações como infecções, deformidades e incapacidades funcionais. Neste contexto, o uso de técnicas de desbridamento mecânico e o manejo tópico com agentes como sulfadiazina de prata, ácidos graxos essenciais e triglicerídeos de cadeia média têm se mostrado eficazes em acelerar a cicatrização, promovendo epitelização e prevenindo infecções. Este trabalho visa relatar o tratamento de um paciente com queimaduras de segundo e terceiro grau, causadas pela gasolina, no antebraço e mão direita, que foi submetido a desbridamento mecânico, seguido de tratamento tópico com sulfadiazina de prata e, posteriormente, com ácidos graxos essenciais e triglicerídeos de cadeia média. A abordagem clínica adotada resultou na cura completa da lesão em 90 dias, com importantes melhorias no processo de recuperação.
O objetivo deste trabalho é descrever o tratamento de um paciente com queimadura de segundo e terceiro grau no antebraço e mão direita, causado por gasolina, utilizando uma abordagem combinada de debridamento mecânico e aplicação tópica de sulfadiazina de prata e ácidos graxos essenciais e triglicerídeos de cadeia média. Este estudo também visa avaliar a eficácia dessa abordagem terapêutica na recuperação do paciente, analisando o tempo de cicatrização e as condições clínicas ao longo do tratamento.
Trata-se de um trabalho tipo estudo de caso (exploratório-descritivo), de abordagem qualitativa, que acompanha a evolução de um paciente vítima de queimaduras. Descrição do caso: paciente L.N.H., 35 anos, do sexo masculino, sem comorbidades, sofreu queimaduras de segundo e terceiro grau em seu antebraço e mão direita após um incidente envolvendo fogo causado pela gasolina enquanto aquecia uma marmita. O tratamento inicial incluiu limpeza profunda da área afetada com escova (Riohex 2%) e debridamento mecânico, realizado no primeiro dia. Após o debridamento, o paciente recebeu curativos diários com sulfadiazina de prata, em curativo de três camadas, durante os primeiros 30 dias. Nos 60 dias seguintes, o tratamento foi alterado para a aplicação tópica de ácidos graxos essenciais e triglicerídeos de cadeia média, visando a epitelização da lesão. Durante todo o processo, o paciente não necessitou de internação e foi mantido em acompanhamento ambulatorial na UPA Fazendinha de Santana de Parnaíba, São Paulo. Além disso, foi instituída antibioticoterapia oral e tópica com sulfadiazina de prata no início do tratamento. Os curativos foram realizados diariamente, e o acompanhamento foi contínuo, com a troca diária dos curativos e a avaliação da evolução do quadro clínico do paciente. A evolução foi monitorada com base na taxa de epitelização e no controle de possíveis complicações infecciosas.
Após 30 dias de tratamento com sulfadiazina de prata, observou-se uma melhora significativa no quadro clínico do paciente. A área da queimadura apresentava uma redução considerável da inflamação, com sinais claros de cicatrização. A partir do 31º dia, a transição para o uso de ácidos graxos essenciais e triglicerídeos de cadeia média contribuiu para a aceleração da epitelização, promovendo uma recuperação ainda mais rápida. O paciente apresentou uma melhora importante, com a cicatrização total das queimaduras em 90 dias. Durante todo o tratamento, não foram observadas complicações graves, como infecção, e o paciente não necessitou de intervenções adicionais. O uso dos ácidos graxos e triglicerídeos de cadeia média proporcionou uma recuperação mais completa da função da mão e do antebraço, sem deformidades significativas.
O tratamento proposto para o paciente com queimaduras de segundo e terceiro grau causadas por gasolina, envolvendo debridamento mecânico inicial e uso subsequente de sulfadiazina de prata e ácidos graxos essenciais com triglicerídeos de cadeia média, mostrou-se eficaz na promoção da cicatrização e recuperação funcional. O tempo de cicatrização foi de 90 dias, com uma recuperação satisfatória da função do membro afetado. Esse estudo reforça a importância de uma abordagem terapêutica precoce e bem estruturada para o manejo de queimaduras, destacando a eficácia do debridamento mecânico associado ao uso de agentes tópicos apropriados, como a sulfadiazina de prata e os ácidos graxos essenciais, na aceleração da cicatrização e prevenção de complicações. O sucesso do tratamento neste caso pode ser utilizado como modelo para o manejo de queimaduras similares em contextos clínicos ambulatoriais.
queimadura, cuidados de enfermagem, curativo
EMERSON DE OLIVEIRA, ANA CAROLINA L. BARBOSA, ALEXANDRE GRAÇA MARQUES, MARIA SILVIA DE ALMEIDA MELLO FREIRE, SUELENE MACHADO SANTANA, JULIANA MÁSCARA GARCIA