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O envelhecimento populacional é um evento universal e complexo que impacta a vida da pessoa idosa em diversos contextos. Essa tendência exige a adequação dos serviços hospitalares, pois, apesar da expectativa de vida elevada, a população idosa frequentemente enfrenta condições crônicas de saúde que afetam sua independência e autonomia. A hospitalização, nesse contexto, altera o desempenho e os papéis ocupacionais do idoso, resultando em mudanças significativas em seu cotidiano e repercutindo em questões individuais, familiares e sociais. Durante a internação, o paciente se encontra em um ambiente diferente, vivendo passivamente uma rotina hospitalar sob cuidados de profissionais desconhecidos, o que pode gerar dependência e prejudicar sua autonomia. Assim, é essencial a atuação de uma equipe multidisciplinar, incluindo Fisioterapeuta, Fonoaudióloga, Nutricionista, Terapeuta Ocupacional e Psicóloga, para ajudar a manter ou melhorar a independência do idoso. Diante desse cenário, surgiu a necessidade de um protocolo de atendimento específico, o PROTOCOLO DE ATENDIMENTO À PESSOA IDOSA – PAPI, que aborda as particularidades do envelhecimento e os pilares que, quando regulados, promovem uma melhor qualidade de vida. A construção do PAPI começou em julho de 2022 e foi apresentado às equipes do HMD em julho de 2023.
Pensando que a hospitalização pode ser vivenciada como um período estressor e que coloca o idoso em potencial risco frente a sua qualidade de vida, os setores de Fisioterapia, Fonoaudiologia, Nutrição, Terapia Ocupacional e Psicologia apresentam um modelo de protocolo para assistência integral e integrada às pessoas idosas hospitalizadas com diagnóstico de doenças crônicas, considerando esferas funcionais, psicomotoras, cognitivas e emocionais, favorecendo a autonomia e independência na participação nas Atividades de Vida Diária e qualidade de vida mesmo em um momento de maior vulnerabilidade. Através da análise do sujeito e sua participação é possível identificar os componentes de desempenho necessários e os significados atribuídos às atividades. O olhar para a pessoa idosa hospitalizada foca na manutenção, favorecimento, promoção, graduação de sua participação a fim de alcançar um objetivo terapêutico e de importância para o sujeito.
Trata-se de um estudo descritivo com abordagem qualitativa do tipo relato de experiência da equipe multiprofissional no Hospital Municipal de Diadema. Para o manejo do desempenho do paciente hospitalizado, adotou-se uma abordagem multidisciplinar com Fisioterapia, Fonoaudiologia, Nutrição, Terapia Ocupacional e Psicologia, promovendo um olhar holístico e assistência integrada. A identificação da demanda funcional ocorre por meio da avaliação diária do quadro motor e cognitivo, permitindo um diagnóstico situacional que considera necessidades, vulnerabilidades e recursos disponíveis. A pessoa idosa hospitalizada pode apresentar comprometimentos cognitivos, influenciando sua capacidade funcional, execução de tarefas e aspectos emocionais. O desempenho ocupacional no hospital abrange atividades diárias como alimentação, higiene, banho, vestuário, transferências e continência. Os atendimentos incentivam reflexões junto a cuidadores e equipe, abordando aspectos sensoriais, cognitivos, emocionais, nutricionais, psicomotores e funcionais do paciente. Ressalta-se que os atendimentos podem levar à discussão e reflexão junto aos cuidadores/acompanhantes e equipe multiprofissional de assistência hospitalar. Os atendimentos abordam os aspectos sensoriais, cognitivos, emocionais, nutricionais, psicomotores e funcionais que compõem o desempenho ocupacional do assistido
As abordagens pensadas por meio de atividades e ocupações de significado e interesse levam a um olhar holístico para o sujeito alvo da intervenção e colaboram para um melhor desempenho funcional, cognitivo e emocional, levando ao aprimoramento da performance da pessoa idosa hospitalizada. Para a equipe de assistência o PAPI proporcionou uma mudança na visão dos cuidados prestados, favorecendo a participação do paciente na realização das suas atividades cotidianas , tirando-o do papel exclusivamente passivo e construindo o vínculo na valorização do “fazer” do sujeito. Por vezes facilitando ou graduando a atividade, porém sempre considerando a iniciativa e interesse do paciente. Essas ações demonstraram melhoria na adesão do paciente ao tratamento, na autoestima e qualidade de vida durante a hospitalização, impactando diretamente na alta hospitalar.
Concluímos que a implantação do protocolo PAPI foi eficaz na assistência do atendimento ao idoso. Essas ações foram facilitadoras no tratamento singular de cada paciente, maximizando a adesão e postura ativa em seu tratamento, desta forma, assumindo o protagonismo em sua recuperação. Os achados reforçam a necessidade de expandir essas práticas para e promover reforma cultural e criação de um ambiente de trabalho propício à abertura das estruturas disciplinares, sensibilizações e produção de conhecimento.
assistência integral ao idoso, autonomia, promoção
ADRIANA VILELA LEITE CÉSAR, GRAZIELA FOLTRAM COUTO, MIRELLA PORTELA TREVISANI, BRUNA MONTANHEIRO MÉDICI CPF, EMILY BOAVENTURA BUENO, LUCIANA APARECIDA DE FREITAS, MARCO ANTÔNIO NADAL, DENISE PELEGRIN DIAS MORAIS, EVANDRO JOSE GONÇALVES, ANA PAULA CYRIACOPE FRAGASSI, EGIDIO CARMINATTI NETO, FABIANA DE JESUS SOUZA RAMOS