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O presente projeto aborda o grave problema da gravidez na adolescência no Município de São Paulo, evidenciando a desinformação entre os jovens sobre métodos contraceptivos, contribuindo para o alto índice de ISTs no estado, segundo Lourenço (2021). Além da falta de conhecimento sobre serviços e programas de saúde oferecidos pelo governo e prefeitura. A gravidez precoce pode ter consequências profundas na vida das jovens, afetando saúde, educação e oportunidades futuras. Conforme Borges, Giovana Rocha (2023), a falta de acesso a informações adequadas sobre saúde sexual e reprodutiva agrava essa situação, perpetuando ciclos de pobreza e exclusão social, intensificando a vulnerabilidade dessas jovens. Este projeto relaciona-se com a Meta 3.7 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), que visa garantir até 2030 o acesso universal à saúde sexual e reprodutiva, incluindo planejamento familiar, informação e educação. Também está ligado à Meta 5.6, que busca assegurar o acesso universal à saúde sexual e direitos reprodutivos. A abordagem da gravidez na adolescência e da desinformação sobre contraceptivos contribui para um desenvolvimento mais sustentável, saudável e inclusivo da cidade, segundo a ONU.
Objetivo Geral: Produzir um aplicativo móvel informativo sobre a promoção da educação sexual de forma geral e ampla voltado para a população, em especial, mulheres, jovens e o público LGBTQIAPN+, em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde. Objetivos Específicos: I. Criar um aplicativo informativo sobre a educação sexual, com bases nas problemáticas de gravidez na adolescência, e a transmissão de Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs). II. Orientar os adolescentes sobre a adesão de métodos contraceptivos. III. Alcançar a população LGBTQIAPN+, sobre os protocolos que asseguram o seu acesso a saúde sexual e reprodutiva. IV. Alcançar toda a população jovem que se aproxima de 1.259.237 adolescentes no município de São Paulo de acordo com o TabNet DATASUS da Cidade de São Paulo. V. Desenvolver a consciência da população jovem sobre a importância da adesão dos métodos contraceptivos, e o acompanhamento contínuo nos estabelecimentos de saúde.
A população-alvo do estudo compreendeu adolescentes e jovens, com foco em indivíduos em idade reprodutiva. Para a estruturação do aplicativo, foram utilizadas bases de dados oficiais, como informações disponibilizadas pelo Ministério da Saúde e pela Organização Mundial da Saúde (OMS), além de revisão bibliográfica de estudos acadêmicos sobre saúde pública e educação em saúde. Foram analisados artigos, relatórios governamentais e documentos oficiais que abordam a saúde sexual e reprodutiva da juventude, bem como o impacto das tecnologias digitais na promoção da saúde. Foram selecionados os temas essenciais para compor o aplicativo, como Métodos contraceptivos, Infecções Sexualmente Transmissíveis, Direitos sexuais e reprodutivos, Violência sexual e formas de prevenção e Serviços públicos de saúde. A estrutura do Papo de Saúde foi planejada para ser intuitiva e de fácil acesso. O aplicativo conta com 10 abas temáticas que abordam diferentes aspectos da saúde sexual e reprodutiva, incluindo uma seção específica para o público LGBTQIAPN+ e outra para a população transexual. Os materiais inseridos no aplicativo foram revisados por profissionais de saúde para garantir a precisão das informações e adequação às diretrizes do Ministério da Saúde e da Organização Mundial da Saúde. Para ampliar o alcance do aplicativo, propõe-se a divulgação através de redes sociais e parcerias com Unidades Básicas de Saúde, escolas e organizações comunitárias.
Após a elaboração do protótipo do aplicativo, ele foi apresentado a um grupo de adolescentes com experiências de variabilidade de gênero da UBS Dr. José de Barros Magaldi, a fim de saber a opinião desses jovens sobre o conteúdo abordado no aplicativo. Antes do término da reunião, foi divulgado um formulário online criado na plataforma Google para avaliação e aceitabilidade do aplicativo entre os jovens presentes no grupo. Com a introdução do aplicativo “Papo de Saúde” na vida diária dos adolescentes, é esperado que eles tenham autonomia de seus cuidados através da procura dos serviços, compreendendo todos os serviços e programas de saúde oferecidos pela Prefeitura de São Paulo, além de adquirir conhecimento sobre todos os protocolos de saúde que os abrangem, e os seus direitos garantidos por lei. A proposta do projeto visa promover o acesso a essas informações de uma forma acessível e de fácil entendimento pela população jovem, assim promovendo discussões em espaços que os adolescentes frequentam sobre a educação sexual adequada entre os jovens, e o conhecimento dos direitos e protocolos de saúde para a população com variabilidade de gênero.
O aplicativo Papo de Saúde surge como uma ferramenta inovadora e acessível para a disseminação de informações sobre saúde sexual e reprodutiva entre os jovens. Ao integrar tecnologia e educação em saúde, pretende-se aumentar o conhecimento da população jovem sobre prevenção e promoção da saúde, contribuindo para a redução da incidência de ISTs e da gravidez na adolescência. Além disso, destaca-se a importância da parceria entre governo, comunidade e instituições acadêmicas para garantir a efetividade e expansão do projeto.
gravidez na adolescência, educação sexual
ANA PAULA DA SILVA DE SOUSA, ENZO HANSEL PAIVA DA SILVA, GABRIELLA MENDES DE OLIVEIRA