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A experiência descrita foi realizada no contexto do Plano Municipal de Saúde (PMS) 2022-2025 da STS São Mateus. Durante a elaboração e avaliação do PMS, identificou-se um desafio significativo na participação efetiva da sociedade civil e da gestão local na definição de metas e indicadores. Também se constatou a necessidade de maior clareza sobre o papel do Conselho Gestor na construção e acompanhamento dos instrumentos de gestão municipal. Este cenário reforçou a importância de criar espaços de diálogo e formação que promovessem o alinhamento entre gestão e sociedade civil. As metas prioritárias do território de São Mateus estavam associadas à melhoria de indicadores de saúde pública, como a avaliação de resultados de VDRL em recém-nascidos expostos à sífilis congênita e a realização de atividades integradas entre Núcleo de Prevenção à Violência (NPV), Programa Saúde na Escola (PSE) e Saúde Mental. A experiência emergiu como resposta à necessidade de fortalecer o papel dos Conselhos Gestores e consolidar uma gestão participativa e alinhada aos princípios do Sistema Único de Saúde (SUS).
Promover a participação social efetiva na construção e acompanhamento dos instrumentos de gestão municipal, alinhando metas locais aos objetivos gerais do PMS e garantindo a inclusão das demandas da sociedade civil.
A experiência foi estruturada por meio de oficinas participativas realizadas em auditórios regionais, contemplando os seguintes elementos: 1.Planejamento e mobilização: oConvite e mobilização para participação dos Conselheiros Gestores segmento usuário e gestores de unidades e serviços do território de São Mateus. oArticulação com a CRS Leste para apoio e participação da assessoria técnica nas oficinas. 2.Desenvolvimento das oficinas: oApresentações sobre os instrumentos de gestão municipal e metas prioritárias. oDinâmicas interativas utilizando filipetas, materiais de escrita e projetores multimídia. oSimplificação de termos técnicos para uma linguagem acessível. 3.Divisão em sessões: oRealização de duas sessões distintas para contemplar diferentes grupos de interesse.
Participaram das oficinas de 72 Conselheiros Gestores do Segmento Usuário e 36 gestores de unidades e serviços do território de São Mateus Inclusão de sugestões apresentadas pelos participantes no PAS 2025, reforçando a relevância do processo participativo. Melhoria na compreensão do papel do Conselho Gestor, fortalecendo o vínculo entre sociedade civil e gestão. Fortalecimento da participação social no planejamento em saúde, com maior clareza sobre metas e indicadores prioritários. Criação de uma dinâmica replicável, consolidando um modelo para futuras consultas e oficinas.
A experiência mostrou que a participação social efetiva é essencial para o sucesso dos instrumentos de planejamento em saúde. O uso de dinâmicas interativas foi crucial para o engajamento e compreensão dos participantes. Apesar de desafios logísticos e da necessidade de simplificação de conceitos técnicos, o contorno dessas dificuldades foi possível com assessoria especializada e materiais pedagógicos adequados. Recomenda-se que experiências similares priorizem o planejamento detalhado, a inclusão de diferentes atores e a oferta de feedback imediato sobre as sugestões recebidas. Assim, será possível replicar e adaptar esta prática a outros contextos, contribuindo para a consolidação de uma gestão participativa no SUS.
participação, construção, experiência,
PATRICIA ARAUJO QUERUBIM RITT, MARIANA LOPES FERNANDES, MARTA GISELLE MOREIRA, NEIVA NUNES CALORE