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A Rede Municipal Especializada em IST/Aids da cidade de São Paulo faz parte do Sistema Único de Saúde (SUS) e é formada por 29 serviços, dos quais 10 são Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA). Entre suas atividades de rotina, os CTA realizam testes rápidos para HIV, Sífilis, Hepatites B e C, além de fornecer as Profilaxias Pré e Pós-Exposição ao HIV (PrEP e PEP). A adesão a estratégias de prevenção as Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) é um fenômeno complexo e dinâmico, que requer atenção as micro realidades socioculturais e econômicas do indivíduo. A equipe do NUMES (Núcleo de Monitoramento em Saúde) do CTA implementou estratégias de monitoramento por meio das TICs (Tecnologias da Informação e Comunicação) para os usuários em uso de PEP, no intuito de estimular o usuário a prevenção combinada.
Descrever a prática de monitoramento de usuários em término de PEP e verificar o início destes em PrEP.
O CTA analisa sistematicamente dados do sistema SICLOM (Sistema de Controle Logístico de Medicamentos) dos usuários que iniciaram a PEP. Quando estes estão próximos ao término da profilaxia os profissionais do serviço enviam, por aplicativo de mensagem, um texto objetivo estimulando os pacientes a retornarem ao serviço para seguimento do acompanhamento. Nesta ocasião, os profissionais em conjunto com o usuário realizam reflexão conjunta sobre prevenção combinada. Foi realizado um levantamento de janeiro a dezembro de 2024 dos usuários que iniciaram PEP e estes dados foram correlacionados no sistema SICLOM para verificar o início da PrEP, no mesmo período
No período analisado, foram realizadas 1727 dispensações de PEP. Foram enviadas mensagens para 1536 (89%) pessoas, 191 (11%) não receberam a mensagem de monitoramento por não autorizarem contato ou não possuírem o aplicativo de mensagens. A média de mensagens por mês foi de 128. O total dessas pessoas que iniciaram a PrEP foi de 379 (36%).
Este trabalho rastreou o início do uso da PrEP após finalização do uso da PEP A combinação de ações preventivas protagoniza a autonomia do usuário, considerando as especificidades dos contextos vivenciados pelo mesmo. Conclui-se que o monitoramento em saúde é uma estratégia de apoio ao usuário que pode contribuir para diminuição da vulnerabilidade às IST ao ampliar ações visando o retorno dos usuários aos serviços de saúde e fortalecer o vínculo com a equipe profissional. O monitoramento é uma estratégia que instrumentaliza a equipe com dados que contribuem para atendimentos mais assertivos, visando o conhecimento à prevenção e ampliação do acesso a PrEP.
ISTs, Monitoramento em Saúde, PEP
TANIA SANTOS BERNARDES, KATIA CAMPOS DOS ANJOS, MARCOS VINICIUS NONATO GOMES, ALINE CACCIATORE FERNANDES, LUANA HELENA SOUZA SILVA, CECÍLIA MARIA DE ANDRADE