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Com base na premissa freireana de que a educação transcende a mera transferência de saberes, fomentando a construção ativa do conhecimento, a Divisão de Zoonoses de Marília-SP adota a educação em saúde como ferramenta estratégica de mobilização social. Reconhecendo o papel das crianças como multiplicadoras, as ações focam na sensibilização do público infantil para a prevenção de zoonoses e arboviroses em seus contextos familiares e comunitários. Para garantir a eficácia pedagógica, as intervenções utilizam metodologias ativas e lúdicas, conduzidas por supervisores e agentes de saúde, incluindo atividades artísticas, teatrais, jogos cognitivos (palavras-cruzadas, sete erros), ilustrações para pintar e rodas de conversa. Em março de 2025, essa abordagem evoluiu para a Gincana D Combate à Dengue, uma parceria com a rede municipal de educação que envolveu 180 crianças e 40 profissionais em um ginásio poliesportivo. A iniciativa utilizou músicas, coreografias e competições interclasses, transformando o aprendizado em uma experiência interativa de alta criatividade. O trabalho lúdico na educação em saúde se mostrou eficaz ao estimular ações concretas de controle vetorial no público infantil. A iniciativa demonstrou que o uso de ferramentas interativas fortalece a retenção do conhecimento e potencializa o engajamento comunitário, alinhando a saúde pública às práticas pedagógicas modernas e à ludicidade.
Este projeto utilizou atividades recreativas para educar crianças no combate à dengue, visando aos seguintes objetivos: ●Relatar a experiência da Divisão de Zoonoses de Marília-SP na utilização de metodologias ativas e lúdicas como estratégia de educação em saúde para o público infantil, visando fomentar a mobilização social e a prevenção de zoonoses e arboviroses no contexto comunitário. ●Apresentar os resultados da “Gincana D Combate à Dengue” como ferramenta pedagógica intersetorial entre Saúde e Educação, demonstrando a eficácia de atividades recreativas e competições interativas na retenção de conhecimento e no engajamento de crianças como agentes multiplicadores. ●Analisar o impacto do lúdico e das premissas freireanas na construção do conhecimento em saúde pública, descrevendo as intervenções realizadas no município que integram ações artísticas, teatrais e cognitivas ao controle vetorial estratégico.
A metodologia consiste na utilização de recursos teatrais, nos quais o uso de fantasias e fantoches permite a simulação do comportamento ambiental do vetor e o papel dos agentes de saúde, demonstrando, de forma prática, as ações de eliminação de focos no cotidiano. Essa abordagem é complementada por músicas coreografadas, que integram a consciência corporal ao conteúdo temático, e pelo uso de recursos audiovisuais interativos que ilustram o combate às arboviroses. A compreensão do ciclo biológico do mosquito é viabilizada pela apresentação do mosquitóforo, permitindo a visualização de todas as fases de desenvolvimento do vetor. O processo educativo é fortalecido por rodas de conversa, que asseguram o protagonismo infantil ao abrir espaço para dúvidas e opiniões. Utilizando o modelo de competições interclasses, realizamos com as crianças a “Gincana D combate à dengue”, que compreendeu as atividades de: caça ao criadouro na qual pontua equipe que encontra focos, estoura mosquito que consiste em estourar balões e responder perguntas e recicla dengue que é uma corrida para recolher materiais com acúmulo de água. Nesse evento as equipes vencedoras foram premiadas com medalhas. Ao final, a fixação cognitiva é reforçada pela entrega de materiais impressos com palavras-cruzadas, sete erros, ligue os pontos e ilustrações para pintar transformando o público em agente multiplicador de práticas de vigilância entomológica e fundamentar os conceitos aprendidos.
As intervenções lúdicas e pedagógicas realizadas pela Divisão de Zoonoses de Marília-SP consolidaram-se como estratégias eficazes de mobilização social. A utilização de metodologias ativas como atividades artísticas, teatrais e jogos cognitivos permitiu que supervisores e agentes de saúde transformassem conteúdos técnicos em saberes acessíveis ao público infantil. O ponto alto da estratégia ocorreu em março de 2025 com a Gincana D Combate à Dengue, que integrou as secretarias de Saúde e Educação. A ação mobilizou 180 crianças e 40 profissionais em um ginásio poliesportivo, utilizando competições interclasses, músicas e coreografias para estimular o aprendizado colaborativo. Os resultados demonstram que o lúdico atua como catalisador da retenção cognitiva, transformando os alunos em multiplicadores ativos de práticas de controle vetorial em seus domicílios. Além disso, os trabalhos têm recebido constantemente avaliações positivas por parte dos professores. A experiência evidenciou que a intersetorialidade e a participação comunitária são fundamentais para o fortalecimento das políticas de saúde pública. Conclui-se que a educação em saúde, fundamentada na premissa freireana da construção do conhecimento, potencializa o engajamento social e oferece uma resposta criativa e sustentável aos desafios impostos pelas arboviroses no território.
A análise das ações da Divisão de Zoonoses de Marília-SP permite concluir que a educação em saúde, fundamentada em metodologias ativas, transcende a função informativa para consolidar-se como estratégia de transformação social. Ao adotar a premissa freireana de construção compartilhada do saber, o projeto rompeu com modelos verticais, estabelecendo um diálogo eficaz com o público infantil por meio da ludicidade. A Gincana D Combate à Dengue, realizada em março de 2025, evidenciou que a inserção de elementos artísticos e competitivos assegura uma retenção cognitiva superior. A transição do aprendizado teórico para a experiência sensorial permitiu que o controle vetorial fosse assimilado organicamente, capacitando alunos como multiplicadores em seus núcleos familiares. A iniciativa ressaltou a importância da intersetorialidade entre Saúde e Educação como arranjo estratégico para otimizar políticas de vigilância. O engajamento coletivo reforça que a prevenção é uma tarefa de corresponsabilidade, dependente de uma consciência crítica formada na base escolar. Em suma, o lúdico revela-se uma ferramenta política de alto impacto, estabelecendo um paradigma robusto para o enfrentamento de arboviroses no cenário urbano contemporâneo.
Arboviroses, educação em saúde, crianças, gincana.
GABRIELA CRISTINA DE SOUZA, JOÃO ANTONIO ESTEVES MENDES OSAKA