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No final de janeiro de 2021, um ano após o início da pandemia de coronavírus, mais de 100 milhões de pessoas em todo o mundo adoeceram, de acordo com contagens oficiais. Mais de 2 milhões morreram e o vírus foi detectado em quase todos os países (Rowbotham e Arendt-Nielsen, 2021). Covid-19 possui características clínicas da infecção aguda bem descritas, variando de leve perturbação do paladar e do olfato até falta de ar progressiva e insuficiência respiratória (Kerr C, et al. 2020; Chen N, et al., 2020). Já as sequelas e complicações do COVID-19 estão começando a ser descritas clinicamente; porém, a fisiopatologia subjacente é mal compreendida. Uma infinidade de sintomas persiste após a resolução da doença aguda, dando origem ao chamado COVID longo (Greenhalgh T et al., 2020). Willi e colaboradores (2021) observaram que as sequelas do Covid-19 incluem: fadiga persistente (39-73% das pessoas avaliadas), falta de ar (39-74%), diminuição da qualidade de vida (44-69%), função pulmonar prejudicada. O propósito deste estudo foi verificar a influencia da fisioterapia em pacientes pós Covid reabilitados em um centro especializado em reabilitação, situado no munícipio de São Jose do Rio Preto, SP.
Identificar o perfil dos pacientes pós COVID 19 que buscaram atendimento no Centro de Reabilitação Municipal (CER II).
Foi analisado com auxilio do banco de dados, no Setor Pós Covid do CER II os pacientes que tiveram teste SARS-CoV-2 RT-PCR positivo há no mínimo 30 dias. A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa da FAMERP nº 5.103.493. Neste Setor Pós Covid foi seguido um protocolo de avaliação e atendimento, composto de Questionário com Dados Gerais e Clínicos com questões socioeconômicas como idade, sexo, residência, renda, escolaridade, profissão, e condição de saúde além de informações quanto ao tempo e tipo de internação, e vacinação antes ou depois da contaminação pelo vírus.
Participaram deste estudo 102 participantes com diagnostico pós-covid 19. O perfil encontrado no que se refere a média de idade foi 51± 12 anos e com relação ao sexo 57% era masculino, com média do IMC 29,4 ± 5,8 kg/m². Com relação a internação: 20,75 %, fizeram tratamento domiciliar não necessitando de internação hospitalar; 78,30% dos pacientes tiveram internação hospitalar, sendo que 48,11 % internados em enfermaria sem necessidade de intubação orotraqueal, porém 30,18% com intubação orotraqueal. Quanto a quantidade de pacientes de dias de internação hospitalar foi verificado que 56,00% dos pacientes permaneceram internados por até 9 dias; 20,70% permaneceram até 19 dias de internação e 23,3 % permaneceram 20 dias ou mais internação. Com relação à prática de atividade física 63,3% eram sedentários e 36,79% praticavam atividade física. No que se refere à vacinação 79% não haviam sido vacinados contra Covid 19 antes da doença; 26 % tomaram a primeira dose e apenas 3% haviam tomado a 1ª e 2ª dose da vacina de Covid 19. As comorbidades encontradas foram: 34,2 % com hipertensão arterial; 22,2% com diabetes; 20,3% com depressão; 17,5 % com ansiedade e síndrome do pânico
O perfil clínico dos participantes que buscaram atendimento no CER II foi média de idade de 51 ± 12 anos, com predominância do sexo masculino e índice de massa corporal (IMC) de 29,4 ± 5,8 kg/m², indicando obesidade grau I. No que se refere as comorbidades houve maior incidência de hipertensão arterial, diabetes mellitus, transtornos psicoemocionais (ansiedade, depressão e síndrome do pânico), além de níveis significativos de sedentarismo.
COVID, Reabilitação
ANA FLÁVIA NAOUM DE ALMEIDA RANIERO, GLAUCY MARA PELICER NOGUEIRA SAIKAI, MOACIR FERNANDES DE GODOY