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Os transtornos esquizofrênicos são distúrbios mentais graves e permanentes, de difícil definição e descrição; aproximadamente 20 milhões de pessoas sofrem dessa doença no mundo. (COSTA; ANDRADE, 2011). Pacientes esquizofrênicos têm alta prevalência em comportamento suicida. Cerca de 10% dos indivíduos diagnosticados com a doença manifestam esse comportamento (NUNES et al., 2017). A maior dificuldade ainda nos dias de hoje é a aderência ao tratamento. Não basta apenas prescrição, os pacientes precisam ser assistidos e as famílias precisam de orientação (BECHELLI, 2003). Possivelmente a atenção farmacêutica e a intervenção familiar poderiam resolver muitos casos (CAQUEO-URÍZAR et al., 2015). Essa é a relação entre o farmacêutico e o paciente, que juntos, buscam prevenir e resolver os problemas que podem surgir nos tratamentos, deixando de focar no medicamento e direcionando a atenção ao paciente (VIEIRA, 2007). Esta investigação justifica-se pela acentuada busca de um perfil farmacoterapêutico de tratamento ideal para pacientes com esquizofrenia, pela averiguação de influência de fatores relacionados a grupos farmacológicos mais utilizados, a faixa etária de tratamento da população e pela utilização racional de medicamentos.
• Identificar os grupos e ou fármacos esquizofrênicos mais utilizados nessa população; • Identificar faixa etária de maior acometimento da esquizofrenia; • Avaliar o nível de adesão ao tratamento.
Foi realizada uma pesquisa descritiva do tipo survey, realizada no ano de 2019 na Unidade de Saúde Dr. Emílio Serafim no município de Luiz Antônio. Envolveu uma investigação sistemática, que tem como objetivo central retratar precisamente o perfil farmacoterapêutico de usuários de medicamentos especializado para tratamento da esquizofrenia, situações ou grupos, bem como a frequência com que ocorrem certos fenômenos, podendo estes serem mensurados e quantificados. Foi utilizado como base um relatório anual de dispensação de medicamentos disponível, possibilitando a busca de todos os pacientes que utilizaram medicamentos para o tratamento de esquizofrenia no ano de 2018.
Foram analisados a dispensação para 33 pacientes. Os resultados mostram que a maioria dos usuários são do sexo feminino (69,7%) e a cor da pele houve maior frequência foi a cor parda (51,5%). A média das idades dos usuários foi de 34 anos. O tempo médio de administração no programa foi de menos de 2 anos, com tempo mínimo de 01 mês e máximo de 5anos. Observou-se ainda que a maioria dos usuários (93,94%) faz o tratamento no setor de psiquiatria da cidade de Luís Antônio. Destes, 3,03% fazem acompanhamento no Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto, e 3,03% seguem tratamento pelo Centro de Atenção Psicossocial (CAPS), da cidade de Santa Rita do Passa Quatro/SP. Todos os pacientes foram atendidos pelo SUS, sendo que a maior parcela dos usuários apresentou os seguintes subtipos de esquizofrenia: paranóide (F20.0), 51,51%; catatônica (F20.2), 15,15%, hebefrênica (F20.1) e simples (F20.6), 9,09%. A maioria dos usuários (54,54%) havia sido internada em instituições psiquiátricas no período estudado (2018).
O presente estudo evidenciou características sociodemográfica, sobre a dispensação de medicamentos antipsicóticos e monitorização de exames laboratoriais importantes para compor o diagnóstico do perfil dos usuários de medicamentos antipsicóticos incluídos no Componente Especializado da Assistência Farmacêutica do estado de São Paulo. Foram identificados que a faixa etária de maior acometimento da esquizofrenia situa-se ao redor de 32 anos. São poucos os estudos e as informações disponíveis sobre adesão ao tratamento esquizofrênico na rede pública de saúde. Faz-se necessário realizar outras pesquisas para avaliar com maior detalhes como a adesão ao tratamento esquizofrênico tem contribuído para a melhoria da saúde da população do município.
esquizofrenia; perfil farmacoterapêutico
Welha Pereira de Novaes, Renato Pedrosa de Medeiros