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Reagindo as dimensões territoriais de 82.622 km², da cidade de Itaquaquecetuba, e o seu crescimento exponencial no número de habitantes na qual sua população estimada em 2025 é de aproximadamente 404.849 pessoas, refletindo um crescimento de mais de 25% em relação ao Censo de 2010. O serviço de saúde é feito de forma descentralizada causando efeitos colaterais na questão de transporte no processo de atendimento a pacientes, seja no município ou fora dele, o que constitui uma estratégia essencial para garantir a continuidade do cuidado, otimizar recursos da atenção básica e reduzir problemas posteriores evitáveis. Este processo envolve uma organização sistemática das ações de saúde, com foco na integralidade, na coordenação entre equipes de profissionais e na personalização do cuidado, especialmente diante do aumento da demanda por atendimentos a pessoas com mobilidade reduzida e doenças crônicas. O setor de ambulâncias de Itaquaquecetuba institui um sistema manual dessa gestão, que mesmo com todas dificuldades consegue fazer a gestão de frota e atendimento aos pacientes do SUS.
O objetivo principal desta experiência é aprimorar o processo de planificação do transporte de pacientes, tanto no município ou fora dele, assim visando garantir a continuidade do cuidado e a integralidade da atenção à saúde. Entre os objetivos específicos, destacam-se: evitar a perda de consultas, exames, tratamentos, procedimentos e cirurgias, independentemente das condições clínicas ou limitações de mobilidade dos pacientes; promovendo a equidade no acesso aos serviços de saúde; otimizando o uso da frota de veículos disponibilizados pelo município; reduzir deslocamentos desnecessários e evitáveis; e por meio de um planejamento estratégico eficaz e eficiente atender as necessidades dos usuários do SUS.
Este trabalho adota uma abordagem qualitativa, de natureza descritiva e exploratória, com base em uma experiência prática desenvolvida no município de Itaquaquecetuba, no setor de ambulâncias. A coleta de dados foi realizada por meio da observação direta do processo de atendimento, análise documental dos registros de transporte, escuta dos profissionais do setor e gestores envolvidos, além da escuta de usuários e seus familiares. A análise dos dados seguiu a técnica de análise de conteúdo, permitindo identificar fragilidades, potencialidades e oportunidades de melhoria no fluxo logístico. A experiência foi conduzida entre maio e outubro de 2025, com foco na planificação das ações, organização da demanda e otimização da frota disponível. A metodologia também incluiu o mapeamento territorial dos pacientes e unidades de saúde, com a categorização por grau de dependência e a construção de atendimento, visando à integração entre os níveis de atenção e à qualificação do cuidado prestado.
Contando com apenas 18 veículos e cerca de 45 colaboradores no total o Setor de Ambulâncias conseguiu uma eficiência na prestação de serviço superior a 90% dentre os atendimentos que se propôs a fazer e as principais razões de não atingir 100% se dá muita das vezes pela razão dos pacientes utilizarem meios próprios ao invés de aguardar pelo serviço de transporte, fato este que faz com que muitas vezes haja gasto de recursos com o não atendimento. Outro fato é a questão dos números de contato e endereçamento incorreto, fato este que o serviço se valida da confiança que os dados cadastrais fornecidos pelo paciente estão de acordo com a veracidade acreditando que o usuário ou a pessoa designada para fazer o pedido no setor esteja com os dados atualizados para que o atendimento seja realizado. Uma observação que demonstra com tamanha grandeza o serviço prestado se dá a quantidade baixa de veículos em funcionamento e a obstinação de conclusão do atendimento. A manutenção preventiva e a utilização dos veículos são inversamente proporcionais de ponto que se houvessem veículos a mais, poderia sim haver um rodizio de manutenção neles e o atendimento seria mais eficaz, mas há de se notar que pela quantidade de atendimentos, que são acima de 12 mil mensais, está dentro do limiar satisfatório concluir que sua eficiência supera os 90%.
A presente experiência evidencia que a planificação estratégica no transporte de pacientes constitui um ponto basilar para a qualificação da atenção à saúde no âmbito do SUS. Em um contexto marcado por desafios logísticos, escassez de recursos humanos ou materiais e crescente demanda populacional, mostra a possibilidade em alcançar elevados índices de resolutividade por meio da racionalização de processos, da integração entre níveis de atenção e da valorização do cuidado. A eficiência superior a 90% nos atendimentos realizados, mesmo diante de uma frota limitada e de um sistema de gestão manual, com a priorização de casos como instrumentos de equidade e efetividade. A experiência reforça a premissa de que o planejamento não se restringe à alocação de recursos, mas se configura como um dispositivo de justiça social, ao garantir o acesso oportuno e digno aos serviços de saúde para populações em situação de vulnerabilidade. Dessa forma, seria fulcral a ampliação da quantidade de veículos em funcionamento, a maior informatização dos processos e o fortalecimento da comunicação com os usuários como estratégias complementares para consolidar uma rede de atenção mais eficiente, integrada e humanizada.
transporte sanitário, gestão de ambulâncias
LUIZ CLAUDIO DOS SANTOS SOUZA