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A redução da mortalidade materna e infantil é compromisso permanente do município de Santos e exige atuação integrada entre o setor público e a saúde suplementar. Em 2025, 50% dos óbitos maternos estiveram relacionados a cada um desses segmentos, reforçando a necessidade de corresponsabilização. O monitoramento da Secretaria Municipal de Saúde, com base nos sistemas SINASC e SIM, evidencia o papel estratégico dos hospitais privados na assistência obstétrica e neonatal e na ocorrência dos eventos vitais na região. Como estratégia inicial, o gestor da SMS e a equipe técnica realizaram visitas às maternidades da saúde suplementar situadas em Santos, responsáveis por parcela expressiva dos nascimentos da Baixada Santista. A iniciativa teve como objetivo promover sensibilização, escuta ativa e fortalecimento da parceria público-privada. A análise dos dados demonstra que a redução de óbitos evitáveis depende de ações coordenadas e baseadas em evidências. Foram pactuados esforços conjuntos para consolidar uma postura proativa de “Guardiões da Vida”, com vigilância contínua, identificação precoce de riscos, qualificação do pré-natal, aprimoramento de protocolos, fortalecimento da linha de cuidado materno-infantil e compartilhamento sistemático de informações. O plano prioriza integração, transparência e compromisso institucional, com foco na prevenção, segurança do paciente e redução de desigualdades, fortalecendo uma rede mais segura e resolutiva.
Este plano tem como objetivo geral reduzir a mortalidade materna e infantil por meio do fortalecimento da vigilância do pré-natal, da qualificação da assistência ao parto e ao puerpério e da melhoria contínua da segurança do paciente. Busca-se estruturar uma linha de cuidado integrada, resolutiva e centrada na prevenção de riscos, com atuação articulada entre o setor público e a saúde suplementar. Como objetivos específicos, propõe-se identificar precocemente gestantes de alto risco, reduzir eventos evitáveis durante a gestação, parto e puerpério, padronizar protocolos assistenciais entre SUS e saúde suplementar baseados em evidências científicas, diminuir internações evitáveis em UTI materna e neonatal e aprimorar a integração entre maternidades da saúde suplementar, operadoras e rede credenciada, promovendo responsabilidade compartilhada, monitoramento contínuo e qualificação permanente da assistência.
A metodologia está organizada em seis eixos estratégicos, com ações, responsáveis, prazos e indicadores definidos. Eixo 1 – Vigilância do Pré-natal: implantação de checklist obrigatório e classificação padronizada de risco na admissão; comunicação de gestantes de alto risco à operadora para agilizar autorizações; auditoria de falhas no pré-natal e no atendimento hospitalar. Eixo 2 – Segurança do Paciente e Assistência ao Parto: protocolos para emergências obstétricas; treinamentos práticos das equipes; checklist de segurança no parto; monitoramento de near miss materno. Eixo 3 – Atenção Neonatal: identificação precoce de risco na sala de parto; ações de prevenção da prematuridade; monitoramento de internações em UTI neonatal e sepse tardia; revisão sistemática de óbitos neonatais. Eixo 4 – Governança Clínica: comissão materno-infantil ativa; revisão e investigação de óbitos com análise de causa raiz; elaboração de planos de ação e devolutiva às equipes. Eixo 5 – Educação e Engajamento: capacitação contínua; orientação às gestantes sobre sinais de alerta; incentivo ao plano de parto seguro; pesquisa de satisfação pós-parto, maior visibilidade ao tema com a Campanha Guardiões da Vida. Eixo 6 – Monitoramento e Tecnologia: acompanhamento de indicadores-chave (mortalidade materna e neonatal, cesarianas, prematuridade, UTI neonatal e near miss), com dashboard gerencial, reuniões mensais de análise e relatórios executivos.
A implementação deste plano consolida um modelo assistencial integrado, preventivo e orientado por dados, com foco na proteção da vida materna e infantil. Como resultados esperados, projeta-se a redução progressiva da mortalidade materna e infantil, sustentada pela qualificação do pré-natal, do parto, do puerpério e da atenção neonatal. Espera-se participação mais efetiva e representativa destas maternidades no Comitê de Mortalidade Materno- Infantil do município e também maior previsibilidade assistencial, com identificação precoce de riscos e atuação oportuna, contribuindo para a redução de custos evitáveis, especialmente aqueles relacionados a internações em UTI e complicações preveníveis. O plano também visa fortalecer a segurança do paciente e aprimorar a experiência da gestante e do recém-nascido, promovendo cuidado humanizado, comunicação efetiva e confiança na rede assistencial. Além disso, alinha-se aos princípios de acreditação hospitalar e aos modelos de saúde baseada em valor, ao integrar qualidade, desfechos clínicos e sustentabilidade.
As conclusões deste Plano de Ação Integrado reforçam o compromisso da saúde suplementar com a redução sustentável da mortalidade materna e infantil, por meio de uma atuação coordenada, baseada em evidências e centrada na qualidade do cuidado. A integração entre operadoras, prestadores e equipes assistenciais fortalece a vigilância de riscos, a qualificação da atenção pré-natal, ao parto e ao acompanhamento da criança, promovendo desfechos mais seguros e equitativos. A avaliação será contínua e estruturada, com monitoramento trimestral dos indicadores estratégicos e revisão anual do plano, permitindo ajustes fundamentados na análise de eventos, no desempenho institucional e nas oportunidades de melhoria identificadas ao longo da execução. Esse modelo garante responsividade, transparência e aprimoramento permanente das práticas assistenciais. Ao alinhar governança, gestão clínica e acompanhamento de resultados, o plano consolida uma cultura de segurança, prevenção e cuidado integral, contribuindo de forma efetiva para redução de óbitos evitáveis e para a melhoria da experiência materno-infantil na saúde suplementar.
segurança do paciente; vigilância pré-natal;
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