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No ano de 2024, o Brasil vivenciou a maior epidemia de dengue de sua história, com um aumento no número de casos em várias regiões. Os impactos do fenômeno climático El Niño, nos padrões de temperatura e chuva, promoveram condições favoráveis à transmissão de dengue, favorecendo a produção de casos em patamares nunca registrados, expansão para municípios da região Sudeste, que não haviam passado por epidemias anteriores, e antecipação da sazonalidade. O Centro de São Paulo é um cenário muito favorável devido a caracterização de comércio e a geração de muitos resíduos. Visando a prevenção da doença, que representa um grande esforço das equipes de saúde atuantes no território, se torna um desafio para os serviços de saúde promover a redução dos criadouros para o combate ao vetor, o Aedes aegypti, único transmissor com importância epidemiológica nas Américas, e com a mudança climática.
Sensibilizar e orientar a população para cuidado com seu espaço em eliminar os possíveis criadouros, contribuindo para a redução das regiões endêmicas recorrentes do mosquito Aedes dentro das áreas de atuação das cinco Unidades Básicas de Saúde (UBS) da Supervisão Técnica de Saúde (STS) Sé na intensificação e controle das arboviroses.
As equipes de Estratégia em Saúde da Família (ESF) e do Programa Ambientes Verdes e Saudáveis (PAVS) fomenta as intervenções, com orientações e ação mecânica, identificando o imóvel com criadouro e feito o manejo de remoção mecânica, devendo retornar ao imóvel em até 30 dias. Classificando como amarelo, que é um risco médio, foi identificado imóvel com criadouro e não foi feito manejo de remoção mecânica, devendo retornar em até 15 dias. Ao classificar como vermelho, risco alto, e encaminhado à UVIS para notificação e acompanhamento. Enviar as notificações para UVIS via 156 e e-mail direto, via gestor local/regional por UBS, para solicitar serviço de intervenção nos pontos críticos (vermelhos) e, após o recebimento da notificação ter sido analisada/verificada, revisitar o imóvel dentro do prazo de 15 dias.
O Plano de Contingência da Dengue é um instrumento que visa prevenir, preparar e responder a epidemias da doença. O plano é elaborado pelo Ministério da Saúde e pelos estados, que consideram a situação local e os cenários de mobilização e alerta regional. Conforme a intensificação das ações educativas no território, foram abordados 4.400 pessoas no período de 10 meses.
As considerações finais de um Plano de Contingência para a Dengue indicam quando as atividades devem ser reduzidas, de acordo com a diminuição de casos confirmados. O Plano de Contingência para a Dengue é um instrumento que visa a preparação, prevenção e resposta a epidemias causadas por arboviroses. Algumas considerações finais de um Plano de Contingência para a Dengue podem ser: a redução das atividades deve ser gradual e estar relacionada à diminuição de casos confirmados por um determinado período; revisar periodicamente, de acordo com o período epidemiológico; elaborar e atualizar com a participação da Vigilância Ambiental, Epidemiológica e Atenção à Saúde; acompanhamento pela regional de saúde para garantir que as ações estão de acordo com o planejamento; para combater a dengue, é importante eliminar os criadouros do mosquito Aedes aegypti.
Dengue, Recipientes, Criadouros
VALQUIRIA GOTADO JARUSSI, LUCAS SEITI SENDAI, SOLANGE DE ALMEIDA DE CARVALHO, FELIPE SIQUEIRA SABAINI