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O Assistente Social integra a política de saúde auditiva como profissional essencial na garantia de direitos e na promoção da autonomia das pessoas com deficiência auditiva. Sua atuação exige competências teórico-metodológicas, ético-políticas e técnico-operativas para responder às demandas sociais que atravessam o processo de adoecimento, reabilitação e inclusão. Nesse campo, contribui para a melhoria da qualidade de vida dos usuários, fortalecendo o acesso à informação, à comunicação e às políticas públicas. A Seção Centro de Referência em Saúde Auditiva (SECRESA), instituída em 2007 no município de Santos/SP pela Portaria SAS/MS nº 123/07, é serviço de alta complexidade do Sistema Único de Saúde (SUS) e atende também aos municípios da Região Metropolitana da Baixada Santista. Seu objetivo é ofertar atendimento integral às pessoas com deficiência auditiva, articulando ações de promoção, proteção e recuperação da saúde. Diante dessa realidade, o Serviço Social desempenha um papel essencial na gestão em saúde, contribuindo para a efetivação dos princípios do Sistema Único de Saúde, como a universalidade, a integralidade e a equidade. O assistente social atua na identificação das demandas sociais que impactam o processo saúde-doença, promovendo o acesso aos direitos sociais e fortalecendo a participação dos usuários nas políticas públicas.
Este relato de experiência tem como objetivo evidenciar, de forma clara e fundamentada, a relevância da atuação do Assistente Social na equipe multidisciplinar de saúde auditiva no município de Santos-SP. A partir da vivência profissional no cotidiano institucional, busca-se demonstrar como o Serviço Social se insere de maneira estratégica no cuidado integral aos usuários, contribuindo não apenas para o acesso aos serviços, mas também para a garantia de direitos e para o fortalecimento da autonomia dos sujeitos atendidos. No decorrer da discussão, destaca-se que o Serviço Social, enquanto profissão comprometida com princípios éticos e com a defesa dos direitos sociais, contribui significativamente para a elevação do gradiente de saúde. Parte-se da premissa de que o exercício profissional exige um conjunto articulado de saberes teóricos, técnicos e ético-políticos, que possibilitam ao Assistente Social realizar uma análise crítica da realidade social vivenciada pelos usuários.
No percurso metodológico para a elaboração deste relato, foi realizada uma revisão bibliográfica com base na análise crítica de estudos pertinentes à temática investigada. A pesquisa partiu do entendimento de que os fenômenos sociais devem ser compreendidos de forma contextualizada, considerando suas dimensões históricas, sociais, políticas e culturais, a fim de possibilitar uma interpretação mais ampla e consistente da realidade. A revisão não se limitou à descrição das produções encontradas, mas buscou estabelecer um diálogo entre diferentes autores, identificando contribuições com a temática. O levantamento contemplou livros, artigos científicos, dissertações e teses selecionados conforme critérios de relevância, atualidade e relação direta com o objeto de estudo. A análise do material ocorreu de maneira sistemática, permitindo organizar as principais categorias e conceitos necessários à compreensão do tema. Esse processo possibilitou fundamentar teoricamente o relato, garantindo maior rigor científico e coerência na interpretação dos dados. Assim, o percurso metodológico estruturou-se na articulação entre teoria e análise crítica, assegurando consistência e embasamento à discussão apresentada.
No âmbito da saúde auditiva, a atuação do Serviço Social na SECRESA fundamenta-se na garantia de direitos e na promoção da autonomia dos usuários, reafirmando o compromisso ético-político da profissão com a cidadania. A entrevista configura-se como espaço estratégico de acolhimento e escuta qualificada, permitindo a apreensão da realidade socioeconômica, cultural e familiar do usuário, bem como dos impactos da perda auditiva em sua vida social, afetiva e emocional. O plantão social, por sua vez, amplia esse acompanhamento, assegurando orientações acerca de benefícios socioassistenciais, como o BPC e o passe livre, além dos encaminhamentos necessários à efetivação de direitos.
A exposição apresentada evidenciou que, diante da prática profissional do assistente social nessa política específica, não há dúvidas quanto à relevância e à importância do trabalho desenvolvido para o fortalecimento do Sistema Único de Saúde. O assistente social necessita de amplo conhecimento não apenas acerca do funcionamento da Política de Saúde Auditiva, mas também da lógica de organização e financiamento do Sistema Único de Saúde, bem como das demais instituições públicas e privadas que compõem a rede de proteção social. Nesse sentido, destaca-se que o assistente social é um profissional eminentemente interventivo, cuja atuação requer habilidade técnica, fundamentação teórica consistente e capacidade argumentativa. Sua prática está comprometida com a garantia de direitos, com a ampliação do acesso aos serviços e com a construção de estratégias que assegurem a integralidade do cuidado, reafirmando a importância do Serviço Social na gestão e na consolidação das políticas públicas de saúde.
Serviço Social, Saúde Auditiva, Gestão em Saúde
SIMONE SANTOS DA SILVA LIMA, GISELE GARCIA COSTA