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Atenção Domiciliar (AD) é uma modalidade substitutiva e complementar à atenção hospitalar. Em virtude do avanço da medicina e cronicidade das doenças não transmissíveis, há o aumento da necessidade de cuidados paliativos (CP), sendo critério de elegibilidade para Atenção Domiciliar do Programa Melhor em Casa no município de São Paulo
compreender como ocorrem as ações de cuidados paliativos, realizadas por duas equipes de atenção domiciliar.
trata-se de uma pesquisa de concepção participativa, utilizando-se a metodologia do World Café. Os participantes foram distribuídos em grupos e percorreram sete estações, respondendo questões sobre a temática de forma coletiva. Em seguida, foi realizada plenária e discussão com especialistas. Os resultados foram submetidos à análise de conteúdo.
Participaram 13 profissionais que compõem duas equipes do Melhor em Casa. Foram relatadas as seguintes ações: identificação do paciente em CP, escuta qualificada, conforto, construção de vínculo familiar, suporte biopsicossocial, controle dos sintomas, orientações aos cuidadores, planejamento utilizando as diretrizes antecipadas, apoio no processo ativo de morte e suporte ao luto. Destacou-se ainda procedimentos de enfermagem, promoção do autocuidado e ajuda em atividades de vida diária. A aplicação dos CP na AD resultou em benefícios como: identificação do domicílio como espaço adequado e ambiente acolhedor, adesão ao tratamento, diminuição da dor e sofrimento, conscientização quanto à finitude, atenção aos desejos do paciente, redução da hospitalização, satisfação da equipe, paciente e familiares. Foram identificadas lacunas como: recursos insuficientes, inexistência de retaguarda hospitalar, pouco tempo disponível para o cuidado, sobrecarga e dificuldade de comunicação entre os profissionais, necessidade de pactuação de fluxos, padronização de condutas e necessidade de capacitação.
a metodologia identificou que as equipes adotam abordagem de CP na AD, resultando no aprimoramento da qualidade de vida dos pacientes e familiares, facilitou as discussões e incentivou a participação coletiva. A troca de conhecimento e experiências proporcionaram um espaço de construção e aprendizado coletivo, mas evidenciaram a necessidade de capacitar as equipes. As lacunas apontam a necessidade de elaboração de uma diretriz que norteie os cuidados paliativos na AD. O trabalho será continuado com as demais equipes.
domiciliar, cronicidade, transmissíveis, paliativo
KARINA MAURO DIB, ROSA RODRIGUES GARCIA98187-0425, Heloisa Brunow Ventura di Nubila, RENATA FONSECA FERREIRA BRITO, Celso Galhardo Monteiro