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A auriculoterapia é uma técnica da medicina tradicional chinesa que consiste na estimulação mecânica de pontos específicos da orelha, embasada no entendimento do pavilhão auditivo como um microssistema onde todo o corpo é representado por um mapa. A literatura nos traz que a prática apresenta efeitos de redução de ansiedade, controle de depressão e alívio de dores musculoesqueléticas¹, sendo oferecida pelo SUS através do Programa Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PICs). Assim como a auriculoterapia, a meditação é também uma técnica tradicional cuja aplicação no âmbito da saúde se caracteriza como o treino da atenção focado no momento presente, com vistas a alcançar a tranquilidade e redução do estresse e ansiedade. Assim como as PICS, a Atenção Farmacêutica vem se consolidando cada vez mais no SUS, sendo definida como a interação direta do farmacêutico com o usuário, visando a uma farmacoterapia racional e a obtenção de resultados definidos e mensuráveis, voltados à melhoria da qualidade de vida. Esta interação também deve envolveras concepções dos sujeitos da saúde, respeitadas as suas especificidades biopsicossociais, soba ótica da integralidade das ações e cuidados³. Quando PICs são associadas ao cuidado do usuário por meio da atenção farmacêutica é possível garantir um tratamento completo e humanizado, promovendo-se o tratamento de sintomas de depressão, ansiedade e dores crônicas, constantemente mencionados por usuários em quadros de polifarmácia.
Fornecer aos usuários do SUS o acesso a práticas integrativas e complementares associadas ao tratamento medicamentoso.
Na UBS Vila Formosa II, da cidade de São Paulo, ofertam-se aos usuários os serviços de auriculoterapia e meditação praticados pela farmacêutica. O tratamento é feito semanalmente, durante seis semanas. No primeiro encontro, faz-se a consulta farmacêutica com a finalidade de conhecer melhor o usuário e obter os melhores resultados com a farmacoterapia. Durante as demais sessões são observadas a efetividade das orientações feitas em relação aos medicamentos, assim como as demais queixas tratadas com a auriculoterapia associada à meditação ou não. No último encontro é fornecido um questionário, de elaboração própria, para que os usuários que completaram as seis sessões possam avaliar o tratamento.
Foram avaliados 18 usuários, sendo 15 mulheres. As faixas etárias de 40 a 59 anos e de 60 a79 anos foram predominantes, correspondendo a 44% do grupo cada uma, com 12% dos participantes contando entre 20 a 39 anos. Entre os motivos para procura das práticas integrativas, 88% dos usuários apontaram o tratamento para alívio da dor, 50% para melhorada ansiedade e 16% para depressão. Dos usuários que fizeram o tratamento para dor, 61%faziam uso de analgésicos, dos quais 55% relataram que fizeram menos uso de medicamentos para dor após a frequência às seis sessões. Quando perguntados sobre como classificam o tratamento, 51% relataram que se sentem melhores, 33% relatam que estão muito melhores e 16% afirmaram que estão do mesmo jeito.
Com a prática da auriculoterapia e da meditação foi possível fortalecer o vínculo terapêutico entre profissional e usuários, com ênfase na escuta acolhedora e abordagem à saúde do usuário de forma multidimensional, ou seja, a saúde física, mental, psíquica e afetiva. Percebe-se, através da avaliação realizada nesta ocasião, a possibilidade de redução no uso de medicações analgésicas e anti-inflamatórias, favorecendo-se a racionalização do uso de medicamentos.
PICS, auriculoterapia, tratamento.
RHAYNÁ DE OLIVEIRA RODRIGUES MATHIAS, RAUL FRANKLIN SARABANDO DE MOURA