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O município de Pindamonhangaba tem uma população estimada, segundo o IBGE de 171.885 habitantes, sendo que 85% utilizam os serviços oferecidos pelo SUS, e após a pandemia que afetou principalmente a saúde mental da população observou-se o aumento significativo do uso de medicações para tratamentos psiquiátricos, assim como o aumento da demanda nas consultas em Psiquiatria. Com intuito de oferecer tratamentos alternativos a essa parte da população, e principalmente aos pacientes com transtornos mentais severos e persistentes, foi implantado através de uma parceria com o Centro de Práticas Integrativas e Complementares (CPIC) de Pindamonhangaba, oficinas e terapias complementares ao tratamento à saúde, como a auriculoterapia, acupuntura e a arteterapia. A arte é um importante meio para a expressão da subjetividade humana, que permite ao profissional e ao cliente acessar conteúdos emocionais, analisá-los e ressignificá-los, permite a ampliação das possibilidades de expressão. Portanto, a arte por si só traz benefícios terapêuticos e serve como uma via de acesso a subjetividade do indivíduo, amplia a sua consciência de si mesmo, o que facilita a expressão. É a utilização da construção artística como recurso de atuação profissional com finalidade terapêutica, que a partir do conhecimento de diversas áreas, se expressa como prática interdisciplinar para despertar o homem de maneira integral em um processo de autoconhecimento e transformação. A Política Nacional de Práticas Integr
Apresentar os resultados obtidos através da implantação das Práticas Integrativas e complementares no município de Pindamonhangaba com foco na desmedicalização.
O estudo foi realizado a partir da observação da participação efetiva dos pacientes nas oficinas de Arteterapia e das consultas nas terapias das práticas integrativas e complementares oferecidas aos assistidos pelos Centros de Atenção Psicossocial de Pindamonhangaba.
Foi possível observar nos pacientes durante todo processo de implantação das práticas integrativas e complementares a possibilidade de conviver em um espaço que explorasse suas habilidades e também o estímulo da autonomia de cada um dentro dos limites individuais. As Sessões em grupos possibilitaram um maior número de pessoas atendidas, troca de experiências e diminuição do isolamento social, assim como o estímulo a criatividade e expressão das emoções através das práticas. A vivência de criar promove a descoberta de sentimentos e de qualidades individuais, auxiliando no desenvolvimento do potencial único de cada um, que no produto criado (desenho, pintura, escultura, poesia, etc.) pode reconhecer-se, ou seja, pode ver-se e também rever-se, vendo-se de uma nova forma ao visualizar possibilidades até então ignoradas. (REIS, 2014). O paciente se sente a vontade em falar sobre suas emoções e sentimentos por considerar que os grupos são mais informais e foi observado que dentro deste contexto, o vínculo do paciente com o profissional é fortalecido, já que as ferramentas utilizadas nestas práticas proporcionam acolhimento e segurança. Além disso, promove autonomia para reinserção do indivíduo na sociedade e habilidades para desenvolver um novo ofício como fonte de renda. Observou-se que em alguns pacientes foi possível reduzir o uso ou a dosagem da medicação, visto que a prática complementa o tratamento e possibilita alternativas para contribuir com o tratamento do indivíduo.
Enquanto promotoras de saúde mental, as Terapias Complementares se caracterizaram como um importante recurso interventivo e de cuidado para aquelas pessoas que se encontram fragilizadas, visto que, ao experimentarem essas técnicas, têm a possibilidade de expressar sentimentos e problemáticas, vivenciam um momento de conforto e de bem-estar, e apresentam melhorias em seu estado emocional. (FRIEDRICH, 2022)
CPIC, SAÚDE MENTAL, TERAPIA
Caroline Alves Rosolem, Jardel Narezi