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O planejamento de alta hospitalar tem por finalidade preparar o paciente e o cuidador para dar continuidade a assistência recebida no hospital em âmbito domiciliar. Para isso é importante levar em consideração a avaliação das necessidades identificadas pela equipe multiprofissional, desde o momento da internação já com projeção para os cuidados pós-alta, visando que as ações sejam implementadas de forma coerente e realística. A atenção domiciliar (AD) é uma modalidade de cuidados que envolvem uma série de ações em diferentes níveis de atuação e complexidade, do ponto de vista clínico, tecnológico, familiar ou relacional. Um dos elementos mais desafiadores da AD é adaptar as necessidades de cuidado ao contexto de vida das pessoas e cuidadores, sendo necessário o uso de tecnologias e procedimentos bem adaptados à realidade do domicílio.
Descrever o processo de desospitalização com apoio do Serviço de Atenção Domiciliar de Indaiatuba (SADIN) e os desfechos pós-alta dos pacientes.
Estudo descritivo, tipo relato de experiência, sobre as atividades desenvolvidas durante as visitas aos pacientes em programação de alta do Hospital Augusto de Oliveira Camargo (HAOC). As visitas são realizadas pela equipe multiprofissional do SADIN, toda segunda e sexta feira, visando auxiliar às famílias e aos cuidadores sobre o processo de desospitalização: preparar o domicílio que irá receber o paciente pós-alta; aquisição de equipamentos necessários; treinamento de cuidadores; processos a serem abertos na farmácia unificada (oxigenioterapia, dieta nutricional, medicação, etc) e direcionamento para rede de saúde.
Após solicitação médica realizada via sistema de informação hospitalar (SISHOSP), é realizada a vista beira leito de enfermaria para conhecer o quadro clínico e o contexto familiar. Nesse momento, é abordado o processo de treinamento e direcionamento visando à alta hospitalar de forma segura, tanto para o paciente quanto para a família. Foi elaborada uma planilha compartilhada onde foram inseridos os dados coletados durante a visita hospitalar, com o objetivo de manter atualizados os dados referentes à quantidade de visitas e seu desfecho. Entre os meses de março e novembro de 2023, foram visitados 130 pacientes no HAOC. Desses, 62 pacientes (47,7%) foram direcionados ao SADIN para avaliação de elegibilidade e seguimento no cuidados de saúde. Observou se ainda 25 óbitos intra-hospitalares (19,2%) e 15 pacientes de baixa complexidade (11,5%) foram direcionados à Atenção Primária de Saúde.
Dentre os desfechos das visitas hospitalares, observou-se uma alta prevalência de direcionamento dos pacientes de maior complexidade ao SADIN. Ressalta-se que o apoio e as visitas hospitalares do SADIN foram imprescindíveis, pois possibilitaram diversos impactos positivos no processo de desospitalização como a redução do tempo de internação hospitalar e conseqüente redução de custos. Além disso, proporcionam melhor acolhimento da família tornando-as mais seguras para administrar cuidados, reduz o risco de re-internação e procura aos pronto-socorros, garantido maior segurança ao paciente e humanização durante o processo.
Cuidado domiciliar, desospitalização, rede de saúd
Joyce Fortes Fernandes Prado, Sarbelio Mano Caetani Junior, Diego Salvador Muniz da Silva