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O estudo traz a importância do Enfermeiro como prescritor de Profilaxia Pós-Exposição (PEP) de Risco à Infecção do Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV) no Pronto Socorro Municipal de Suzano, a equipe técnica detectou as dificuldades enfrentadas pelos usuários ao acesso da PEP, como a falta de conhecimento e/ou dificuldade de acesso a esta tecnologia, quando limitada a prescrição médica no atendimento de urgência e emergência, com isso, foram realizados treinamento técnico e mudanças ao protocolo incluindo o Enfermeiro na identificação, diagnóstico e manejo da oferta ao Protocolo PEP e otimizando o pós-atendimento pela rede de Atenção à Saúde (CAPS, UBS, USF, EMAD, Consultório de Rua e SAE/CTA) impactando na execução da continuidade, integralidade de acesso do usuário do SUS. A PEP é utilizada como medida de prevenção em acidente com material biológico, para caso de violência sexual e exposição sexual (BRASIL, 2020). Nesse contexto ao enfretamento do HIV, o governo usa estratégias de Prevenção Combinada a partir da identificação de que a pessoa potencialmente se expôs ao HIV dentro das últimas 72 horas (BRASIL, 2021). O estudo tem como finalidade criar ações estratégicas para garantir o acesso ao usuário exposto ao vírus do HIV/AIDS tendo o profissional ENFERMEIRO no direcionamento de maneira íntegra, com atendimento humanizado, resolutivo e garantindo a continuidade do tratamento, prevenção de agravos a saúde e inclusão social com proteção do direito à saúde.
Otimizar ações de cuidados em saúde e identificações nas recomendações para os pacientes em Exposição ao vírus do HIV/AIDS proveniente da Profilaxia Pós-Exposição (PEP Adulto), simplificando o acompanhamento e reduzindo barreiras de acesso a essa tecnologia de prevenção combinada aos pacientes que adentram no Pronto Socorro Municipal de Suzano.
Foi realizado um relato da experiência vivenciada no Pronto Socorro Municipal de Suzano durante 6 meses de estudo, após adequação e implantação do Protocolo PEP Adulto tendo o enfermeiro como o principal prescritor da PEP, no período de agosto/2023 a fevereiro/2024. Estudo com característica observacional, longitudinal e com levantamento de dados através de revisão de da dispensação de medicamentos aos pacientes em exposição ao vírus HIV, em que o usuário é atendido no Pronto Socorro e mediante a escuta qualificada do enfermeiro no Acolhimento com Classificação de Risco (ACCR), é feito a prescrição neste local. Foram avaliados 50 atendimentos durante este período utilizado critério de inclusão e exclusão nas seguintes situações: Inclusão: Idade maior ou igual a 18 anos de idade; Acidentes com perfurocortantes e Material biológicos; Exposição sexual e violência sexual; Exposição ao vírus do HIV em período inferior a 72 horas; Prescrição realizado pelo profissional Enfermeiros. Exclusão: Idade menor que 18 anos; Exposição maior que 72 horas; Pacientes positivos e/ou em tratamento para o vírus do HIV; Prescrição realizado pelo profissional Médico.
A análise de resultados obtidos na pesquisa observada neste período de implantação do Protocolo PEP Adulto foram identificadas 50 situações de exposição ao vírus HIV/AIDS, sendo 70% dos casos Acidentes com Perfurocortantes e Material biológico e 30% dos casos pacientes com exposição e/ou violência sexual. Do total de atendimentos realizados, 52% eram homens e 48% mulheres. A faixa etária com predominância foi entre 24 a 40 anos, representando 40% de todos os casos. Entre os usuários que utilizaram o atendimento do PEP aqui descrito, 94% foram notificados como “acidente ocupacional com material biológico” e “violência interpessoal”, e apenas 6% não foram notificados, uma vez que a exposição ocorreu por consentimento sexual. Ao introduzir o enfermeiro como Prescritor de PEP adulto conseguimos notar uma resposta satisfatória do usuário após atendimento e conduta dos ENFERMEIROS na urgência e emergência. Esses usuários foram encaminhadas através de interlocução ou encaminhamento próprio do protocolo entre o Pronto Socorro e os demais serviços para o acompanhamento posteriormente da rede Básica de Saúde como; UBS, RAPS e SAE/CTA vinculando assim, o usuário em situação de risco e vulnerabilidade para o concernir da integralidade ao cuidado como preconiza o Sistema Único de Saúde (SUS).
Ao proposto inicialmente pelo projeto em vincular a PEP ao usuário exposto as suas respectivas Unidades de Saúde, conseguimos melhorar o acesso do usuário em tempo hábil e o direcionamento a atenção básica para continuidade do atendimento. Os resultados obtidos neste estudos durante a fase de implantação do Protocolo da PEP prescrito pelo ENFERMEIRO durante o atendimento na Classificação de Risco garantiu aos usuários em exposição ao vírus do HIV a padronização no manejo da PEP, humanização no atendimento, rapidez e agilidade na identificação, segurança e a credibilidade no manuseio pós-atendimento com a Rede de Urgência e Emergência e os demais componentes da rede de Atenção Básica (UBS, Consultório de Rua, EMAD, RAPS e SAE/CTA). Limitou-se este estudo por não infligir em questões ética e sigilo nos levantamentos de dados dos usuários expostos. Vale ressaltar que a conscientização quanto recurso no Pronto Socorro da prescrição do Enfermeiro disponibilizado (PEP) está sendo amplamente reforçado e da continuidade do tratamento, fazendo uso integral ao que lhe é de direito, seguindo o princípio do SUS colocando em prática a universalidade de acesso aos serviços de saúde em todos os níveis de assistência.
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Romário Meira Fernandes do Nascimento, Claudia Santos Rangel, Juliana Edmundo Carneiro de Oliveira, Hugo Inácio Aparecido de Medeiros, Geraldina Cristina Gabriel, Matheus Di Luca Miyake Pompeo, Cíntia Cristina Steffens Watanabe.