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A violência sexual é considerada pela OMS uma das mais graves violações dos direitos humanos. No Brasil, as desigualdades sociais ampliam a vulnerabilidade de mulheres e crianças, evidenciando a necessidade de serviços especializados. O Hospital da Mulher em São Bernardo do Campo reformulou o Programa de Atendimento a Vítimas de Violência Sexual (PAVAS) em janeiro de 2023, com o objetivo de fortalecer a rede de cuidados. O programa oferece atendimento integral, equitativo e humanizado, abordando emergências médicas, suporte psicossocial e jurídico. A inovação central inclui o monitoramento ativo das pacientes, com busca ativa e contatos telefônicos para reduzir o absenteísmo e garantir continuidade e qualidade no cuidado.
Oferecer atendimento integral e humanizado às vítimas de violência sexual. Garantir a administração de profilaxia pós-exposição (PEP) contra HIV, ISTs e gravidez indesejada nas primeiras 72 horas. Proporcionar acompanhamento psicossocial contínuo, reduzir o absenteísmo nos retornos ambulatoriais através de busca ativa, capacitar a equipe multiprofissional e fortalecer a articulação entre saúde, justiça e assistência social.
O PAVAS adota uma abordagem multidisciplinar, envolvendo médicos, psicólogos, assistentes sociais e enfermeiros. O atendimento inclui emergências médicas, administração de PEP e contracepção de emergência, além de suporte psicossocial imediato. O programa implementou o monitoramento ativo por meio de busca ativa e contatos telefônicos para reduzir o absenteísmo. A equipe é capacitada continuamente, com foco em práticas humanizadas. Indicadores como tempo de resposta e satisfação das vítimas são monitorados, e parcerias intersetoriais garantem suporte social e jurídico às vítimas.
Entre janeiro de 2023 e agosto de 2024, o PAVAS atendeu 341 vítimas, com 90% recebendo PEP em até 72 horas. A busca ativa reduziu o absenteísmo em 25%, melhorando a adesão ao tratamento. Avaliações qualitativas indicaram que 80% das pacientes relataram melhora no bem-estar emocional após o acompanhamento contínuo. Além disso, 95% das vítimas tiveram acesso à proteção legal e apoio social. Todos os profissionais envolvidos foram capacitados, elevando a qualidade do atendimento.
O PAVAS se destaca pela integração de práticas inovadoras como a busca ativa e o monitoramento contínuo, garantindo a continuidade do cuidado. A articulação entre saúde, justiça e assistência social fortaleceu a rede de proteção às vítimas. As capacitações contínuas asseguram a sustentabilidade e replicabilidade do programa. Em um contexto de desigualdades sociais, o PAVAS mostra-se essencial para mitigar os impactos da violência sexual, promovendo o SUS como ferramenta eficaz de gestão e cuidado integral.
Violência, Sexual, e, Saúde, Pública
MARILIZA HENRIQUE COELHO ROCHA