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A experiência do projeto QUIZ ARBOVIROSES é um trabalho desenvolvido no município de Santos, pelos integrantes do setor educativo de Informação, Educação e Comunicação – IEC, do Centro de Controle de Zoonoses e Vetor, do Departamento de Vigilância em Saúde. As arboviroses causadas pelos vírus da dengue, Zika, chikungunya e febre amarela urbana, tem como vetor principal o mosquito Aedes aegypti. O tema é discutido de forma recorrente no país tendo em vista sua relevância para a saúde pública. Preocupados com a forma rotineira de abordagem à população, foi desenvolvida uma estratégia inovadora para sensibilizar o público em relação ao assunto. O projeto consiste em apresentação de vídeo com perguntas e respostas, com uso de sonoplastia, com a contagem de um relógio, para que, ao final do tempo estipulado, os participantes respondam questões relacionadas as arboviroses, com placas de verdadeiro ou falso, simulando um jogo de auditório participativo e dinâmico. Em atenção à Lei 8080 de 1990, que dispõe sobre as condições para a promoção, proteção e recuperação da saúde, a organização e funcionamento dos serviços correspondentes e dá outras providências com ênfase ao art.6 p.2, o projeto visa esse propósito preconizado pelo SUS.
-Atingir diversos públicos de forma simples, clara e dinâmica utilizando uma linguagem de fácil entendimento. – Promover um olhar atento ao ambiente domiciliar e a locais que possam provocar risco de proliferação do mosquito vetor Aedes aegypti, reduzindo assim a transmissão das arboviroses. -Gerar multiplicadores de informações, estimulando a corresponsabilidade do público-alvo no contexto de prevenção destas doenças. -Esclarecer vias de acesso à informação e denúncia de situações críticas referentes às arboviroses. -Desmistificar informações equivocadas sobre o tema sinalizando alternativas corretas de controle e prevenção das arboviroses.
A fim de proporcionar uma experiência inovadora e participativa, o projeto se caracteriza pela junção da parte visual com a física presencial em sua execução. Projetamos, com auxílio de data show, diferentes questões pertinentes ao controle e prevenção das arboviroses. Com uso de um cronômetro, cada participante é estimulado a optar por “verdadeiro” ou “falso”, levantando placas com as respostas escolhidas. Após a manifestação de todos, a opção certa é revelada e o tema é discutido para esclarecimento de dúvidas e questionamentos. O projeto foi criado para atender 50 participantes, com a confecção deste número de placas, em papelão de caixas recicladas, revestidas com cartolina vermelha, de um lado contendo a letra “F”, alusivo a alternativa “falsa”, e verde do lado oposto, com a letra “V”, de “verdadeira”, para livre escolha. A placa é sustentada por haste de palito de bambu. Todo material foi realizado pelos integrantes da equipe IEC com uso de celulares e recursos próprios. A escolha dos temas foi baseada em experiências anteriores de abordagens da equipe na cidade de Santos. Dentre as principais dúvidas, se destacam o ciclo de vida do mosquito vetor, formas eficazes de eliminação de criadouros, uso correto de repelentes, encaminhamento em caso de suspeita, dentre outras. A atividade tem duração média de 1 hora podendo ser adaptada a diferentes públicos. Já foi aplicada em hospitais, escolas, área portuária, unidades de saúde e demais equipamentos públicos dentre outros.
Nos diferentes locais em que o projeto “Quiz Arboviroses” foi desenvolvido , identificamos o envolvimento ativo dos participantes na grande maioria das vezes, inclusive provocando interação e discussões entre os membros do mesmo grupo, no caso de discordância de verdades e conceitos pré definidos em relação aos diferentes temas propostos. Identificamos também, ao aplicarmos essa experiência, que mesmo já sendo um tema bastante divulgado e presente, ainda existem muitas dúvidas e falta de informação em relação ao controle e prevenção do mosquito Aedes aegypti e as doenças que ele transmite. Entendemos também se fazer necessário sempre a adequação de vocabulário e abordagem aos diferentes públicos atingidos, levando-se em conta a faixa etária dos participantes, o território/bairro da cidade e demais especificidades da equipe participante, para maior aproveitamento e envolvimento. Esta experiência também foi adaptada em algumas situações para ambientes externos abertos, sem uso de equipamento de mídia e projeção, também se constatando sucesso no resultado esperado.
Podemos concluir que a experiência foi bastante significativa no momento em que se mostra como simples e eficaz ferramenta de promoção da educação em saúde. Com baixo custo de execução e um tempo relativamente curto para apresentação, ela consegue de forma inovadora, envolver os participantes com reflexões diretas e claras a respeito das arboviroses em um ambiente lúdico e interativo. Conseguimos atingir um grande número de pessoas de diferentes locais e perfis dentro do município de Santos. Considerando-se ainda que possui comunicação visual simplificada e não verbal, o projeto apresenta assim características inclusivas para diferentes públicos. Tendo-se por fim a educomunicação como princípio norteador das atividade do setor IEC, acreditamos que somente com o envolvimento efetivo das pessoas na construção conjunta das idéias para a resolução dos problemas, conseguimos promover mudanças de posturas e hábitos que favoreçam a promoção de melhores condições de vida e consequente aumento na qualidade da saúde de todos. O presente projeto ainda permite ser ampliado com novas versões, com a mesma dinâmica, para abordagem de outras endemias relevantes para o município.
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Liseane Maria de Quadros Oliveira, Isabella de Jesus Nascimento, Sarah Ermenegildo do Nascimento, Ana Paula Nunes Viveiros Valeiras, Carolina Osawa, Amanda Viana Fonseca Patto Xavier, Vinicius Câmara Bailoni Roberto, Andrea Ferreira Pascoal