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O Centro de Atenção Psicossocial Infantojuvenil (CAPSij) de Franco da Rocha é um serviço especializado no atendimento diário de crianças e adolescentes com transtornos psíquicos graves, como autismo, psicoses e neuroses severas, além de uso problemático de substâncias (BRASIL, 2011). Segundo Amarante (2007), o CAPS substitui instituições manicomiais, promovendo um cuidado humanizado e integrado. Atuando como ponto estratégico da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), o CAPSij articula-se com serviços de saúde, assistência social, educação e órgãos jurídicos para garantir atendimento multidimensional. Apesar de funcionar em regime de “porta aberta”, não é uma unidade de emergência psiquiátrica (PITTA, 2001). Com a pandemia de COVID-19, houve aumento de casos de desregulação emocional, ansiedade e depressão, afetando o rendimento acadêmico e as relações sociais dos jovens. Assim, o CAPSij implementou estratégias de regulação emocional para pacientes, pais e cuidadores, buscando prevenir o adoecimento cognitivo e emocional. A iniciativa justifica-se pela necessidade de criar ambientes inclusivos e saudáveis, utilizando abordagens como Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) e mindfulness para promover o bem-estar psicológico e social.
Promover a regulação emocional como estratégia essencial para prevenir o adoecimento cognitivo e emocional em crianças e adolescentes, especialmente aqueles com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Implementar intervenções terapêuticas em grupo, proporcionando um ambiente estruturado que favoreça o desenvolvimento de habilidades emocionais, sociais e comunicativas. Utilizar abordagens baseadas na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) e mindfulness para auxiliar na redução de sintomas como ansiedade, irritabilidade e dificuldades emocionais, proporcionando maior autocontrole e consciência emocional. Capacitar familiares e professores como mediadores, garantindo a continuidade do desenvolvimento emocional no ambiente escolar e familiar. Avaliar a eficácia das intervenções no desempenho acadêmico, na socialização e na qualidade das relações interpessoais, promovendo a adaptação e o bem-estar dos participantes.
A experiência foi conduzida em três etapas, com foco em oficinas terapêuticas e dinâmicas em grupo para modelagem do comportamento e regulação emocional. 1. Diagnóstico: Foram aplicados questionários e entrevistas com pais, familiares e crianças alfabetizadas, além da observação das sessões em grupo. Relatos dos pais e relatórios escolares ajudaram a mapear casos de desregulação emocional. Oficinas terapêuticas permitiram identificar dificuldades emocionais e sociais por meio de dinâmicas interativas, dramatizações e jogos cooperativos. 2. Intervenção: Implementaram-se programas de regulação emocional com TCC, mindfulness, arteterapia, jogos cognitivos e interações esportivas. No CAPSij, atividades como teatro, oficinas musicais e circuitos sensoriais promoveram um ambiente seguro para expressão emocional. Os pais foram orientados a replicar essas dinâmicas em casa, fortalecendo o aprendizado socioemocional. 3. Avaliação: A eficácia foi monitorada por indicadores quantitativos (redução de irritabilidade, ansiedade e depressão) e qualitativos (melhoria no desempenho acadêmico e relações interpessoais). O suporte social criado nos grupos favoreceu avanços emocionais. As oficinas terapêuticas, ao integrar múltiplas abordagens e estimular a interação social, consolidam-se como estratégias essenciais para o desenvolvimento da regulação emocional e inclusão de crianças com TEA.
O CAPSij se destaca pelo cuidado inovador de crianças e adolescentes com TEA, rejeitando o modelo biomédico tradicional e adotando uma abordagem interdisciplinar baseada nos princípios antimanicomiais de Basaglia (1981) e na visão de saúde mental de Amarante (2011). A modelagem comportamental é promovida por meio de oficinas terapêuticas, incentivando a regulação emocional e a inclusão social. As demandas chegam via familiares ou serviços de saúde e educação, com queixas de atrasos no desenvolvimento e dificuldades comportamentais. O sofrimento psíquico é frequentemente relatado pelos cuidadores, que apontam desafios na interação e adaptação das crianças. O CAPSij contextualiza os sintomas dentro da rotina do paciente, considerando os ambientes familiar e escolar. O serviço prioriza um ambiente acolhedor, rompendo com a lógica repressiva tradicional. O vínculo entre profissionais e usuários permite a livre expressão emocional e respeita a singularidade de cada criança (Campos & Figueiredo, 2020). A implementação de oficinas terapêuticas, como teatro, jogos estratégicos, circuitos sensoriais e atividades musicais, estimula habilidades socioemocionais, reduz comportamentos disruptivos e favorece a inclusão. Após um ano, 85% dos pacientes apresentaram avanços emocionais, 80% melhoraram na escola e a capacitação parental reduziu o esgotamento familiar em 70%. Com 90% de aprovação entre responsáveis.
A experiência confirmou que a regulação emocional é essencial para prevenir o adoecimento cognitivo e emocional, especialmente no pós-pandemia. Estudos de Linehan (1993) e Gross (2015) destacam que estratégias adequadas reduzem significativamente sintomas de ansiedade e depressão, promovendo um desenvolvimento saudável. Intervenções baseadas em Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) e mindfulness demonstraram eficácia no fortalecimento da capacidade de lidar com emoções desafiadoras. A participação ativa de professores e pais foi determinante para o sucesso da iniciativa, alinhando-se à visão de Siegel (2012) sobre a importância das interações sociais para o desenvolvimento da inteligência emocional e da plasticidade neural. O ambiente escolar e familiar teve papel essencial na promoção da segurança emocional, oferecendo acolhimento e suporte. Vygotsky (1978) enfatiza que o aprendizado e o desenvolvimento emocional ocorrem em contextos sociais, onde a mediação de adultos e pares facilita a aquisição de habilidades emocionais. A continuidade dessas práticas é fundamental para o bem-estar emocional e cognitivo, reforçando a importância da cooperação entre diferentes atores sociais na construção de indivíduos equilibrados.
Mindfulness, TEA, Arteterapia.
KATIA DO NASCIMENTO SANTANA DIAZ