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O PAVS – Programa Ambientes Verdes e Saudáveis – baseia-se no conhecimento socio ambiental e epidemiológico do território para elencar nas necessidades e prioridades existentes na área de abrangência das Unidades Básicas de Saúde para definir ações de promoção de saúde específicas. Para evidenciar esse processo utiliza-se o Diagnóstico Socioambiental PAVS, metodologia que visa compilar dados territoriais, que são baseados em fontes oficiais e na percepção dos profissionais de saúde e da comunidade, refletindo as vulnerabilidades e potencialidades socioambientais, e servindo como apoio para monitoramento e planejamento de ações de saúde (Manual para Elaboração do Diagnóstico Socioambiental PAVS, 2020). Conhecer o território é fundamental no desenvolvimento do princípio da Atenção Básica. É fundamental incentivarmos o profissional de saúde a fortalecer esse reconhecimento e agir em rede, a fim de conduzir ações mais assertivas de prevenção e promoção de saúde e saúde ambiental presente no território. Com as Mudanças Climáticas fica evidente e relação saúde e meio ambiente e intensifica a necessidade de mudanças de hábitos pessoais e coletivos, no qual o serviço de saúde também possui seu papel como Educador. Identificar e mitigar os riscos territoriais existentes contribui para uma sociedade mais saudável.
Utilizar o geoprocessamento como ferramenta para aprimorar o conhecimento espacial dos dados territoriais, visando a melhoria da análise epidemiológica e socioambiental, para promover ações de saúde mais precisas e eficazes nas áreas atendidas pelas Unidades de Estratégia Saúde da Família (ESF).
A equipe desenvolveu uma metodologia específica para as UBS/ESF da SAS Seconci da região da Penha,onde o Diagnóstico Socioambiental PAVS é desenvolvido em etapas:Visitas decampo do Agente de Promoção Ambiental e Agente Comunitário de Saúde para coletar informações territoriais junto à comunidade, observando condições de saúde e fatores socioeconômicos e ambientais; Levantamento histórico dos dados epidemiológicos, onde é realizado uma comparação quantitativa por ano de algumas doenças selecionadas e também uma análise qualitativa de sua distribuição espacial, analisando se há padrão de pontos específicos de concentração de determinada doença; Elaboração de relatórios; Apresentação dos dados consolidados para os profissionais de saúde por UBS e Conselho Gestor;Determinação de prioridades; Desenvolvimento de Projetos. O Google Maps é utilizado para geoprocessamento os dados, criando mapas online que evidenciam a distribuição de vulnerabilidades e potencialidades. Relatórios detalhados com tabelas e gráficos evidenciam riscos e oportunidades nas áreas das ESF, fator que possibilitou melhor visualização durante as apresentações dos diagnósticos e mapas, facilitando a compreensão dos profissionais de saúde das diferentes unidades. Essa abordagem visa melhorar a análise do território e tonar mais eficaz o planejamento das ações de saúde, alinhando a coleta e análise de dados à capacitação dos profissionais e à implementação de melhorias contínuas nas estratégias de intervenções.
Foram criados 8 mapas virtuais, contendo: divisão de micro-área, área de abrangência das unidades, potencialidades, riscos e dados epidemiológicos. O desenvolvimento desse mapa se tornou uma experiência exitosa no território pois permeia por diversos temas de saúde e o relaciona com o meio ambiente, quando se planeja ações extra muro de prevenção e promoção de saúde, já que o conhecimento do território é a base da atenção básica. Os Agente de Promoção Ambiental (APA) e a Gestora PAVS desenvolveram oficinas com informações socioambientais, potencialidades e riscos, com o objetivo de intensificar o olhar ampliado dos profissionais sobre as necessidades socioambientais existentes e, principalmente, sua relação com a saúde. Foram realizadas 14 oficinas nas unidades com o total de 254 profissionais, incluindo as categorias de ACS, equipe de enfermagem, médicos, administrativos, gerentes, equipe farmacêutica e a equipe E-multi. Como resultado das oficinas, observou-se que os principais riscos socioambientais do território Penha estão dentro das Categorias: Social e Gestão de Resíduos Sólidos, e com isso, enfatiza-se a importância dessa boa prática pois após conhecer a necessidade territorial e serem estimulados a produção de melhorias ambientais visando a saúde, foram elaborados 9 novos projetos socioambientais nas categorias citadas, relacionados a Mudanças climáticas, Incentivo ao descarte correto de resíduos, Saúde do Catador de resíduos e Implantação de Hortas.
O Meio Ambiente possui relação direta com a qualidade de vida das pessoas e disseminação de doenças e ter instrumentos que enfatizam essa relação e apontam as necessidades é muito importante para que o profissional de saúde entenda seu papel dentro dos princípios da atenção básica e da sustentabilidade. Os projetos em monitoramento contínuo, demonstram o compromisso das equipes em mitigar os agravos, promover a saúde pública e saúde ambiental. Esses esforços mostram um caminho promissor para melhorar as condições de saúde e qualidade de vida, destacando a relevância da participação ativa da comunidade e dos profissionais de saúde em uma luta comunitária.
Promoção de Saúde, território, ambiental.
LETICIA SILVA DE OLIVEIRA, JULIANO ENRIQUE OLIVEIRA, AÍLE RANIELLE DE JESUS ALVES, GABRIELLA LOPES DE MELO CARVALHO, GABRIELLE DO NASCIMENTO NUNES, HARIADNE CARDOSO DE ASSIS, JANDERSON LEANDRO ALENCAR SANTOS, MIRIAM REGINA BARCELOS FERNANDES, VICTOR LEOPOLDINO DE AGUIAR, TAMMY CREDENDIO SIMONASSI, KAMILA OLIVEIRA SANTOS