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Trata-se de relato de experiência acerca das estratégias adotadas por uma equipe de enfermagem frente à maior epidemia de dengue da história de Campinas, ocorrida em 2024, quando foram registrados 121.163 casos confirmados e 92 óbitos, representando aumento de 953% em relação a 2023. O cenário impôs importantes desafios estruturais, limitações de recursos humanos, escassez de insumos e sobrecarga do Sistema Único de Saúde, exigindo reorganização ágil e resolutiva da atenção primária. No Centro de Saúde San Diego, sob liderança da enfermagem, houve reestruturação do fluxograma assistencial e adaptação da ambiência, com divisão da sala de espera, criação de espaço específico para observação, coleta de exames e hidratação endovenosa (“dengário”), além da manutenção de retaguarda para casos graves. Implantaram-se instrumentos próprios de monitoramento, informatização de registros, fluxos para reposição de insumos e encaminhamentos, bem como triagem qualificada com classificação de risco e definição de condutas. A equipe realizou acompanhamento sistemático de exames e busca ativa de faltosos, evidenciando protagonismo, autonomia e capacidade de gestão do cuidado. A experiência revelou a centralidade da enfermagem na coordenação do processo assistencial em contextos epidêmicos, bem como a necessidade de políticas integradas diante de vulnerabilidades estruturais que potencializam a transmissão.
Relatar a experiência, as dificuldades e desenvolturas para lidar com as limitações estruturais, de recursos humanos, insumos e do SUS. Evidenciar o protagonismo, autonomia e importância da equipe de enfermagem, frente uma epidemia; Relatar a fragilidade dos Pronto Atendimentos na condução do protocolo Municipal.
Trata-se de relato da experiencia vivenciada pela equipe de enfermagem do CS San Diego frente a epidemia de dengue no ano 2024, apresentado como trabalho de conclusão de curso Educa DTN-VE – Educação Integral em Vigilância Epidemiológica e Cuidado às Doenças Negligenciadas e Infecciosas no Brasil, 2025. Os dados foram levantados no Painel de monitoramento de Arbovirose do site de Campinas, disponível no site https://portal-homologa.campinas.sp.gov.br/sites/arboviroses/painel-de-monitoramento e relatórios de gerenciamento fornecido pelo sistema e-SUS APS PEC Campinas https://esus.campinas.sp.gov.br/relatorios/gerenciais/atendimentos.
Em 2024, a enfermagem foi o pilar central no combate às arboviroses no CS San Diego, realizando 97,7% dos atendimentos (3.343 de um total de 3.421). A grande responsabilidade atribuída à enfermagem incluiu a avaliação clínica inicial, classificação de risco, orientação aos pacientes e monitoramento dos sinais de alerta. Essa atuação contribuiu para a eficiência no manejo dos casos, resultando em indicadores positivos: – Alto índice de cura sem agravamento dos sintomas; – Baixa necessidade de internações e/ou remoções via SAMU; – Ausência de óbitos. Além do volume expressivo de atendimentos em curto período de tempo, a equipe enfrentou sobrecarga de trabalho decorrente das limitações das estruturas secundárias para realização de exames laboratoriais. Diante desse cenário, a enfermagem demonstrou criatividade, comprometimento e resiliência, reorganizando fluxos, adaptando a estrutura física e implementando estratégias para agilizar os atendimentos, garantindo segurança e qualidade assistencial. Outro desafio relevante foi a fragilidade da retaguarda para casos de emergência e acompanhamento fora da UBS, devido à insuficiência de suporte em UPAs e hospitais, o que exigiu maior autonomia e tomada de decisão por parte da equipe de enfermagem, sendo necessário o acompanhamento na UBS de casos que segundo fluxograma Municipal necessitariam de acompanhamento em esferas com melhor suporte.
Os dados analisados evidenciam a relevância da enfermagem no enfrentamento da epidemia A atuação da enfermagem, pautada na avaliação clínica inicial, classificação de risco, orientação e monitoramento dos sinais de alerta, resultou em desfechos altamente positivos. Apesar do sucesso, o contexto foi marcado por sobrecarga de trabalho, decorrente do elevado fluxo de atendimentos em curto período e das limitações das estruturas secundárias para exames laboratoriais, exigindo da equipe criatividade, comprometimento e resiliência para reorganizar fluxos e adaptar a estrutura física, garantindo agilidade e segurança assistencial. Soma-se a isso a fragilidade da retaguarda para casos de emergência e acompanhamento fora da UBS, devido à insuficiência de suporte em UPAs e hospitais, o que demandou maior autonomia e tomada de decisão por parte da enfermagem. Esses resultados reforçam a importância estratégica da enfermagem na atenção primária, especialmente em cenários epidêmicos, e apontam para a necessidade de fortalecimento da rede de retaguarda, bem como investimento contínuo na capacitação e valorização da equipe de enfermagem, garantindo respostas eficazes frente às emergências em saúde pública.
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KARINA RAMOS TOMAZ PENEDO, SILMARA MACHADO FERNANDES, KARINA RAMOS TOMAZ PENEDO