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A dor crônica é uma condição altamente prevalente na população idosa e representa um dos principais desafios para a Atenção Primária à Saúde, impactando a funcionalidade, a autonomia e a qualidade de vida dos usuários do SUS. No contexto da UBS Vila Prel, observou-se que, apesar da participação regular dos usuários nos Grupos de Prática Corporal, havia baixa adesão à realização dos exercícios terapêuticos no domicílio, o que limitava a continuidade do cuidado e os benefícios do tratamento. Diante desse cenário, tornou-se necessária a construção de uma estratégia educativa que incentivasse a prática segura e contínua dos exercícios fora do ambiente clínico. A experiência foi desenvolvida no âmbito do ensino em saúde, com a elaboração e implementação de cartilhas educativas contendo protocolos de exercícios terapêuticos adaptados para pacientes com dor crônica. A iniciativa foi conduzida na AMA/UBS Integrada Vila Prel, beneficiando principalmente idosos participantes dos grupos de prática corporal. A proposta contribuiu para o fortalecimento do autocuidado, para a educação em saúde e para a ampliação da autonomia dos usuários no manejo da dor crônica.
O objetivo geral da experiência foi desenvolver e implementar protocolos de exercícios terapêuticos por meio de cartilhas educativas, visando incentivar a continuidade da prática de exercícios no domicílio por pacientes com dor crônica atendidos na Atenção Primária à Saúde. Os objetivos específicos, buscou-se aumentar a adesão dos usuários à prática domiciliar de exercícios, promover segurança e confiança na execução das atividades, facilitar o entendimento dos exercícios por meio de materiais claros e acessíveis, e contribuir para a melhora da dor, funcionalidade e qualidade de vida dos participantes dos Grupos de Prática Corporal da UBS Vila Prel.
A experiência foi desenvolvida como um relato de caso no contexto do ensino em saúde, envolvendo pacientes idosos com dor crônica que participam dos Grupos de Prática Corporal da UBS Vila Prel, que ocorrem duas vezes por semana. Inicialmente, foi identificado o desafio relacionado à baixa adesão aos exercícios fora dos encontros presenciais. Como estratégia de intervenção, foram elaboradas cartilhas educativas específicas por segmento corporal, contemplando membros superiores, membros inferiores e coluna lombar. Os pacientes foram organizados de acordo com a principal região de dor, possibilitando a entrega de materiais direcionados às suas necessidades. As cartilhas continham exercícios simples, seguros e adaptados, acompanhados de fotos ilustrativas, instruções claras e acesso a vídeos explicativos por meio de QR Code. Os exercícios foram previamente praticados em grupo, com orientação dos profissionais, reforçando o aprendizado e garantindo maior segurança para a execução no domicílio. Ao final do período de implementação, foi aplicado um formulário de avaliação online para mensurar a efetividade da estratégia.
Os resultados evidenciaram impacto positivo da utilização das cartilhas educativas como ferramenta de apoio ao cuidado contínuo da dor crônica. Em relação à clareza do material, 95% dos participantes consideraram as cartilhas de fácil compreensão. Quanto à adesão domiciliar, 60% relataram ter realizado os exercícios em casa entre os encontros presenciais, indicando aumento da continuidade do tratamento. No que se refere à segurança e efetividade, 87% dos participantes afirmaram sentir-se seguros para executar os exercícios propostos, enquanto 86% relataram melhora na dor. A satisfação geral com a estratégia foi elevada, com 95% dos usuários classificando as cartilhas como um recurso útil no tratamento da dor crônica. Os achados reforçam a relevância do uso de materiais educativos acessíveis e bem estruturados como estratégia para ampliar a autonomia dos usuários e potencializar os efeitos das práticas corporais realizadas na Atenção Primária.
A experiência demonstrou que a utilização de cartilhas educativas com protocolos de exercícios terapêuticos é uma estratégia eficaz para promover a continuidade do cuidado em pacientes com dor crônica na Atenção Primária à Saúde. A iniciativa contribuiu para aumentar a adesão aos exercícios no domicílio, fortalecer o autocuidado e ampliar a segurança dos usuários na realização das atividades propostas. Além dos benefícios assistenciais, o projeto consolidou-se como uma ação de impacto comunitário e de formação profissional em saúde, reforçando a integração entre ensino e serviço. Como perspectiva de continuidade, recomenda-se a ampliação da estratégia para outros grupos e perfis de usuários, a atualização periódica dos materiais e a incorporação das cartilhas como ferramenta permanente nos Grupos de Prática Corporal da UBS. A experiência evidencia o potencial das ações educativas simples e acessíveis como instrumentos de qualificação do cuidado e promoção da saúde no SUS.
convulsões febris, Pediatria, protocolo, redução
LAZARO SANCHES SANTANA, PATRICIA MEIRE CARAVANTE MAIA, PAULA MAGNA MARINHO, ALINE DE SOUZA ARAUJO, WAGNER CELSO GOMES BARBOSA