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O atendimento adequado em suporte básico e avançado de vida impacta diretamente o prognóstico do paciente e as possibilidades terapêuticas. Embora conhecimentos de reanimação cardiopulmonar aumentem as chances de sobrevida, falhas na formação e a ausência de treinamentos contínuos fragilizam a execução desses cuidados por profissionais da assistência direta e indireta. Como estratégia para enfrentar essas limitações, destacam-se atualizações, capacitações e aprimoramentos, com ênfase na simulação clínica e no uso de simuladores e protótipos como ferramentas eficazes de ensino. A adoção de ações criativas e modelos de treinamento acessíveis e de baixo custo pode potencializar o processo de ensino-aprendizagem na área da saúde. Nesse contexto, protótipos de prova de conceito (PoC) permitem correlacionar conteúdos teóricos com a anatomia humana por meio de materiais sintéticos, facilitando a compreensão prática. Um PoC voltado ao atendimento da parada cardiorrespiratória (PCR) busca validar a viabilidade técnica de soluções inovadoras, como aplicativos ou sistemas de suporte, auxiliando profissionais a seguir protocolos, além de possibilitar testes, coleta de feedback e identificação de riscos. Este estudo tem como objetivo verificar a eficácia do uso de um protótipo PoC em formato de tronco humano para validar o atendimento de suporte básico de vida realizado por agentes comunitários de saúde.
Este trabalho tem como objetivos elaborar um modelo de protótipo de prova de conceito (PoC) destinado ao treinamento em simulação realística para suporte básico de vida, utilizando recursos recicláveis e aplicáveis à prática profissional. Além disso, busca validar o uso desse protótipo no atendimento à parada cardiorrespiratória (PCR), avaliando sua eficácia como ferramenta de apoio ao aprendizado, à padronização de condutas e ao cumprimento adequado dos protocolos de atendimento.
Trata-se de um estudo descritivo e exploratório que foi realizado no Município de Santana de Parnaíba, durante o ano de 2025, para o desenvolvimento e a validação de conteúdo de um protótipo de prova de conceito (tronco humano) elaborado com o uso de materiais reciclados para o uso em educação continuada na área da saúde. A pesquisa foi desenvolvida em duas fases, sendo a primeira relacionada ao desenvolvimento do protótipo e a segunda relacionada à validação de seu uso em capacitação com simulação realística em atendimento a PCR. A amostra contou com a confecção de 24 protótipos de tronco humano, formados pela junção de materiais descartáveis, garrafas pet higienizadas e papelão. Cada protótipo recebeu um nome diferente de batismo e foi utilizado por grupos de agentes comunitários de saúde para treinamento de compressão cardíaca. Foram avaliados pontos teóricos e práticos do treinamento por meio de pré e pós testes e também pela avaliação observacional da realização da compressão cardíaca com profundidade de 5 a 6 cm na utilização do protótipo de prova de conceito.
A simulação realística consiste em método pedagógico avançado de treinamento que usa tecnologia de ponta e cenários controlados para replicar situações reais de forma segura, permitindo que os participantes vivenciem experiências práticas, desenvolvam habilidades e tomem decisões críticas sem riscos. Essa metodologia é amplamente utilizada em áreas como a saúde, engenharia e atividades de risco, empregando manequins ou protótipos de prova de conceito com alta fidelidade, realidade virtual, e até atores para simular ambientes e interações humanas complexas.
O estudo demonstra que o cientificismo é essencial para fundamentar, validar e conferir eficácia às práticas lúdicas no treinamento em saúde. Ao integrar evidências científicas a metodologias inovadoras, como o uso de protótipos animados para reanimação cardíaca, torna-se possível alinhar teoria e prática no desenvolvimento de habilidades dos agentes comunitários de saúde de Santana de Parnaíba. Com base em referenciais teóricos como Vigotsky, o lúdico favorece a aprendizagem significativa ao considerar a interação do indivíduo com o meio. Essa abordagem contribui para o desenvolvimento físico, cognitivo e psicológico, além de estimular socialização, comunicação assertiva e diferentes formas de compreensão dos conteúdos, especialmente na educação em saúde. A ludicidade também promove maior engajamento, concentração e retenção de conhecimento, além de fortalecer relações interpessoais e humanizar o cuidado. Assim, a integração entre o lúdico e o científico potencializa o aprendizado e amplia a qualidade do atendimento prestado, contribuindo para uma prática mais eficaz e humanizada.
protótipo prova de conceito, agentes comunitário
FÁBIO ELEOTÉRIO SIMÕES, ANA CAROLINA DE LIMA BARBOSA, WILLIAM SOUZA DE BRITO, JULIANA MÁSCARA GARCIA, MARIA SILVIA DE ALMEIDA MELLO FREIRE, SUELENE MACHADO SANTANA, VERONICA DONIZETE SANTOS DE OLIVEIRA