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A gestão estratégica na Atenção Primária à Saúde (APS) é fundamental para enfrentar os desafios cotidianos, identificar as vulnerabilidades do território e propor soluções eficazes. Compreender o território por meio de um diagnóstico situacional permite ações mais assertivas e impactantes, reforçando a qualidade dos serviços oferecidos. Essa experiência buscou integrar dados epidemiológicos e ferramentas de gestão para estimular a reflexão e o engajamento das equipes. Isso frequentemente é percebido como um exercício técnico, focado em metas e dados epidemiológicos. No entanto, além de ser uma ciência, ela também é uma arte que exige sensibilidade e um olhar humano para as necessidades dos territórios. Essa experiência teve como propósito integrar elementos técnicos e emocionais no processo de gestão, destacando a relevância das decisões estratégicas na melhoria dos indicadores de saúde e no fortalecimento das equipes. A escolha por incluir a poesia no fechamento do trabalho teve como objetivo ressaltar a importância do reconhecimento e da valorização dos profissionais envolvidos, mostrando que a gestão em saúde é também uma forma de cuidado.
• Identificar e analisar os principais dados epidemiológicos dos territórios das UBSs. • Elaborar propostas estratégicas com base no Planejamento Estratégico de Matus e na Matriz GUT (Gravidade, Urgência e Tendência) para ordenar prioridades. • Promover ações que impactem positivamente os indicadores e as condições de saúde do território. • Valorizar os profissionais da gestão, promovendo momentos de reflexão e gratidão. • Demonstrar que o trabalho técnico pode ser humanizado por meio de iniciativas simbólicas, como a inclusão de poesia.
1. Diagnóstico Situacional: Foram realizadas reuniões com coordenadores das UBSs, onde os principais dados epidemiológicos de cada unidade foram apresentados. Os cenários abordados incluíram indicadores de doenças crônicas, saúde materno-infantil e acesso aos serviços. 2. Território Protagonista: Uma UBS foi escolhida para aprofundar o diagnóstico situacional, através do planejamento estratégico de Carlos Matus identificando particularidades do território e os desafios locais. 3. Matriz GUT: Aplicou-se a Matriz GUT para priorizar ações com base em gravidade, urgência e tendência. Isso permitiu a elaboração de estratégias claras e organizadas para enfrentar os problemas encontrados. 4. Propostas de Ação: Após o levantamento de prioridades, foram propostas iniciativas voltadas ao fortalecimento das atividades de busca ativa, intervenções direcionadas a populações vulneráveis e melhorias no acesso aos serviços. 5. Valorização dos Gestores: Durante uma reunião final, todos os coordenadores apresentaram os resultados obtidos. O encontro foi encerrado com a leitura de uma poesia dedicada aos gestores, reconhecendo sua importância e o impacto de seu trabalho no dia a dia da saúde pública.
• Apresentação dos principais dados epidemiológicos de cada UBS, promovendo maior compreensão dos desafios de cada território. • Definição de prioridades estratégicas utilizando a Matriz GUT, o que facilitou a organização e execução de ações nos territórios. • Propostas de intervenção voltadas à melhoria dos indicadores de saúde e à redução das vulnerabilidades identificadas. • Fortalecimento do vínculo entre os gestores e suas equipes, por meio da valorização profissional e da integração de elementos simbólicos no processo de gestão. • Inclusão de práticas humanizadas na gestão, demonstrando que o cuidado com as equipes reflete diretamente no cuidado com os usuários.
Essa experiência evidenciou que a gestão em saúde vai além de números e protocolos. Ao integrar elementos técnicos e humanos, como a valorização dos gestores por meio da poesia, criamos um ambiente que inspira e fortalece os profissionais envolvidos. A análise detalhada dos territórios e a aplicação de ferramentas como a Matriz GUT contribuíram significativamente para a organização das ações e para o planejamento estratégico nas UBSs. Ao final, reforçou-se a mensagem de que, na Atenção Primária à Saúde, cuidar de pessoas é o maior objetivo. E, para isso, é essencial que a gestão reconheça e valorize cada profissional, pois são eles que tornam possível a transformação dos territórios.
gestão estratégica, atenção básica em saúde
ANA FLÁVIA GUIMARÃES MOURA, CAMILA CRISTINA COSTA GALVAN, VANDERSON FARLEY BRITO DOS SANTOS