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O envelhecimento da população mundial traz desafios para garantir qualidade de vida aos idosos, especialmente no que se refere à perda de mobilidade física. Essa limitação afeta a autonomia e a capacidade de realizar atividades diárias. Manter-se fisicamente ativo é essencial não apenas para a saúde física, mas também para a preservação da independência e do bem-estar emocional. A associação da mobilidade física com a prática de atividades físicas, como dança, surge como uma estratégia eficaz contra o sedentarismo e a promoção da saúde integral do idoso. Exercícios aeróbicos, de resistência e alongamento melhoram a força muscular, a flexibilidade e o equilíbrio, fatores essenciais para manter a mobilidade. A dança, além de ser uma atividade lúdica e prazerosa, promove a socialização, a expressão corporal e o bem-estar mental. Este trabalho visa explorar a importância da mobilidade física e da atividade física para os idosos, destacando o papel da dança como atividade complementar. A mobilidade física é fundamental para a qualidade de vida, autonomia e saúde física e mental dos idosos, permitindo que realizem atividades cotidianas com independência. O processo de envelhecimento provoca mudanças fisiológicas que afetam o sistema locomotor, comprometendo a mobilidade.
Melhorar o equilíbrio e a coordenação motora: reduzir o risco de quedas, melhorar a postura e a coordenação dos movimentos. Aumentar a flexibilidade e a força muscular: A prática regular contribui especialmente em membros inferiores e coluna dorsal, como também, articulações. Estimular a memória e a cognição: A dança, combina movimento com estímulos cognitivos, promovendo memória, a atenção e a capacidade de concentração dos idosos. Reduzir o estresse e a ansiedade: A atividade física e a dança têm benefícios psicológicos significativos, ajudando a diminuir os níveis de estresse, ansiedade e depressão. Aumentar a resistência cardiovascular: Práticas como caminhadas e dança ajudam a melhorar o condicionamento cardiovascular, reduzindo a fadiga e melhorando a capacidade respiratória. Promover a autoestima e o autoconhecimento: Ao perceberem as melhorias em sua mobilidade e saúde, os idosos tendem a se sentir mais confiantes e capazes, o que contribui para uma melhor imagem de si mesmos.
Foi realizado um estudo com um idoso da Academia da Saúde Gavioli em Catanduva/SP, que participou de atividades físicas como exercícios, dança e musicoterapia durante seis meses. A avaliação inicial incluiu uma anamnese abordando o histórico da doença, história pessoal e familiar, hábitos de vida e história psicossocial. Os participantes deveriam ser frequentadores da Academia da Saúde Gavioli, ter mais de 60 anos, estar em boas condições físicas e ter independência nas atividades diárias. Os testes incluíram Levantar e Sentar na Cadeira, Flexão de Antebraço, Sentar e Alcançar, Sentar e Caminhar e Andar 6 Minutos. Os testes foram conduzidos em ambientes internos e externos, durante as horas da manhã. O participante foi solicitado a levantar e sentar no chão por 30 segundos, flexionar o antebraço com um halter na mão dominante e caminhar 2,44 metros em menor tempo possível. A duração do exercício foi registrada. Os testes foram conduzidos em ambientes confortáveis, com o participante vestindo um traje confortável. O participante deveria realizar o máximo de repetições possível em 30 segundos. O participante também deveria retornar à posição inicial e repetir os exercícios. O estudo teve como objetivo avaliar a mobilidade antes e depois da realização dos testes.
Os testes foram realizados em um idoso de 71 anos do sexo masculino, praticante ativo da Academia da Saúde Gavioli onde participa das atividades de dança e atividade física de segunda a sexta no período da manhã. Os testes foram divididos em duas partes, onde avaliamos o paciente no começo de suas atividades e após 6 meses praticando as atividades continuas na academia da saúde, assim podendo ver uma melhora considerável em seu desempenho funcional.Resultados comparativos: Levantar e sentar na cadeira: durante 30 segundos, passou de 8 repetições para 14 repetições – anterior: MUITO FRACO / atual: REGULAR | Caminhada de 6 minutos: 0.30km / 0,39km – anterior: MUITO FRACO / atual: MUITO FRACO (COM EVOLUÇÃO) | Flexão de Antebraço: durante 30 segundos foi de 15 repetições para 20 repetições – anterior: FRACO / atual: BOM | Sentar e Alcançar: o paciente mostrou um bom alongamento desde a primeira avaliação, conseguindo o alongamento total e repetindo o teste após 3 meses – anterior: BOM / atual: MUITO BOM | Sentar, Caminhar 2,44 Metros e voltar a sentar: 18 segundos/ 11 segundos – anterior: MUITO FRACO / atual: MUITO FRACO (COM EVOLUÇÃO)
As avaliações demonstraram que os exercícios físicos e a dança foram eficazes na melhoria da mobilidade e no fortalecimento muscular, impactando positivamente a qualidade de vida do paciente. Inicialmente, um homem de 73 anos, sedentário e sem experiência prévia em exercícios, queixava-se de dificuldades em tarefas diárias, como subir escadas e caminhar longas distâncias. No entanto, após um programa de exercícios regular, observou-se uma evolução significativa na sua mobilidade, com melhorias na força muscular, flexibilidade e resistência cardiovascular. Além disso, houve redução de dores e aumento da confiança nas atividades cotidianas, reforçando a importância de exercícios regulares para um envelhecimento saudável. Os resultados indicam que a prática de atividades físicas adaptadas às necessidades do idoso contribui para a independência funcional. Este estudo reforça a necessidade de programas personalizados de atividade física para idosos, sugerindo a continuidade de pesquisas com mais participantes para avaliar a eficácia dessa abordagem na saúde pública.
Idosos, mobilidade física, academia da saúde
GUILHERME PEDROSA RAIMUNDO, RALFMAN AGUIAR VERLANGIERI, MARCELA PARENTE BERTIN MONTEIRO