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Um grande número de pessoas hipertensas no Brasil não sabe que tem este agravo à saúde e aproximadamente 16,8% da população adulta brasileira tenha diabetes, de acordo com estudos como a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) de 2019, realizada pelo IBGE. Estima-se que aproximadamente metade dos hipertensos não esteja diagnosticados ou não esteja em tratamento adequado. O diagnóstico, muitas vezes, ocorre apenas quando já há complicações associadas, como acidente vascular cerebral (AVC) ou insuficiência renal. O rastreamento dos agravos hipertensão e diabetes permite intervenções mais eficazes e precoces. Assim as equipes de atenção primária a saúde pode controlar fatores de risco, prevenir complicações graves, ofertar tratamento mais eficaz, reduzir custos com saúde e promover estilo de vida saudável. Seguindo o planejamento estratégico da UBS Jardim Miriam II, o rastreamento dos agravos em visita domiciliar teve um diferencial que foi o levantamento das condições de risco e estilo de vida, assim observando o paciente como um todo e não apenas com a aferição de pressão arterial e glicemia.
Relatar a experiência de realizar diagnósticos precoces de hipertensão e diabetes de pessoas que há mais de um ano não comparecem em consulta ou na UBS considerando condições de risco e estilo de vida.
Na primeira semana de 2024, a equipe de estratégia da família elaborou estratégias de rastreamento em visitas domiciliares: buscar pessoas que não tinham diagnósticos de hipertensão e/ou diabetes e respectivos fatores de riscos e hábitos de vida; e que não tinham histórico de avaliação de pressão arterial e/ou mensuração da glicemia nos últimos doze meses. Considerar que as pessoas com as pressões sistólicas superiores a 130 mmHg, as pressões diastólicas a 85 mmHg e glicemia capilar pós-prandial > 200 mg/dl para monitoramento e fechar ou descartar o diagnóstico. Foram destinados tensiômetros, estetoscópios, glicômetros, insumos, contentores de resíduos para as visitas domiciliares e registros em prontuários.
Foram avaliados 1409 pessoa, destas 58% tem antecedentes ou descendentes familiares que tem hipertensão e/ou diabetes 14 % não sabem se tem. Quanto ao fumo 84 % afirmam não fumar e 14% são fumantes e quanto ao exercício físico 74% afirmam não fazer e 13% afirmam que fazem 13%. Foi encontrado 210 pessoas com a pressão sistólica ou diastólica alteradas e 56 com glicemia capilar pós-prandial > 200 mg/dl. Após monitoramento, 21 pessoas foram diagnosticadas com hipertensão e 8 com diabetes e iniciaram o tratamento de maneira precoce.
O rastreamento de hipertensos e diabéticos em visita domiciliar gerou tratamentos precoces, assim prevenindo complicações, hospitalizações e mortalidades por causas sensíveis à atenção primária. considerando as estratégias como exitosas, mantivemos as ações para 2025.
rastreamento, hipertensão, diabetes, visitas
PATRICIA MELO BEZERRA, JOYCE JUSTINO DOS SANTOS