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O Acidente Vascular Cerebral (AVC) é uma das principais causas de incapacidade funcional no Brasil, gerando sequelas que comprometem a autonomia dos pacientes, especialmente a função manual. A tecnologia tem se mostrado uma aliada fundamental na fisioterapia, sendo a luva robótica uma ferramenta inovadora que possibilita o treinamento ativoassistido, favorecendo a neuroplasticidade e a recuperação da motricidade fina.
• Promover a reabilitação funcional das mãos em pacientes com sequelas de AVC. • Estimular movimentos ativos e funcionais, potencializando a neuroplasticidade. • Favorecer a independência nas atividades de vida diária.
Foram atendidos pacientes em sessões semanais no consultório, com duração de 20 minutos cada. O protocolo envolveu o uso da luva robótica, que auxiliava na realização de movimentos de flexão e extensão dos dedos e da preensão palmar, associada a atividades funcionais simples, como segurar objetos leves e manipular utensílios. O processo foi individualizado, respeitando os limites e necessidades de cada paciente.
Observou-se melhora significativa na amplitude de movimento, no tônus muscular e na coordenação motora fina dos pacientes acompanhados. Muitos relataram maior facilidade em realizar tarefas cotidianas, como alimentar-se, segurar copos e escovar os dentes. Além disso, houve impacto positivo na autoestima e na motivação para o processo de reabilitação.
O uso da luva robótica na fisioterapia de pacientes com sequelas de AVC demonstrou-se uma prática exitosa, potencializando a recuperação funcional das mãos e promovendo maior independência. Trata-se de um recurso inovador e promissor, que pode complementar os métodos tradicionais de cinesioterapia, ampliando as perspectivas de reabilitação e qualidade de vida dos pacientes.
AVC, MÃO ROBÓTICA, ESTÍMULAR, MOVIMENTOS
SILVIA DE CASSIA ARAUJO ALVES