Siga a gente
Av. Angélica, 2466 - 17º Andar
Consolação - São Paulo / SP
CEP 01228-200
55 11 3083-7225
cosemssp@cosemssp.org.br
A população em situação de rua constituiu um “grupo populacional heterogêneo, que possui em comum a pobreza extrema, os vínculos familiares interrompidos ou fragilizados e a inexistência de moradia convencional regular e que utiliza os logradouros públicos e as áreas degradadas como espaço de moradia e de sustento, de forma temporária ou permanente, bem como as unidades de acolhimento para pernoite temporário ou como moradia provisória” (BRASIL, 2009). O campo da saúde tem como objetivo a produção do cuidado e não somente a promoção e a proteção da condição de saúde de cada indivíduo (GARIGLIO, 2012). Na UPA Vila Santa Catarina, temos um olhar para as questões sócio assistenciais e priorizamos a desospitalização segura desse paciente. Para isso o acionamento da equipe do serviço social é imprescindível imediatamente após a estabilização do quadro dentro da unidade de pronto atendimento.
Reduzir o tempo admissão – avaliação de 17 horas para 14h da equipe do serviço social até setembro de 2023 na UPA Vila Santa Catarina.
Em rondas diárias nas áreas abordamos enfermeiros e técnicos do setor indagando sobre possíveis pacientes no local que pudessem ser identificados e/ou já sabidos ser situação de rua. Elaboramos o fluxo de acionamento e treinamento. Fizemos a aproximação com o Consultório na Rua e Centros de Acolhida com a Rede Socioassistencial. Ajustamos a visita multiprofissional usando um direcionador (neurológico, hemodinâmicos, riscos assistenciais), trazendo agilidade e envolvimento de toda equipe no cuidado integrado.
Observamos que no período de jan a dez/2022, tivemos 98 pacientes internados na unidade em situação de rua e a media de tempo entre admissão – acionamento da equipe serviço social foi de 17h. Enquanto no ano de 2023 tivemos 93 pacientes em situação de rua e após a implantação de todas as ações conseguimos manter média de acionamento de 11h.
Conseguimos a aproximação com a rede de atendimento e o assistente social como agente interno de monitoramento na garantia do atendimento digno ao paciente. Identificamos que não há uma receita no trato dos casos, cada situação merece atenção aos detalhes e peculiaridades inerentes. O apoio da equipe de consultório na rua é de grande valia no esclarecimento de questões de saúde nos casos de paciente vulneráveis.
Desospitalização, serviço social
KARINA SUZANE PEREIRA SCHAPOWAL, TANIA DA SILVA MOURA, ANA CLÉCIA QUEIROGA SOARES, NÁDIA FREIRE DE PAULA, RICARDO LIMA DA SILVA