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A gestão de saúde pública municipal de Embu das Artes, em suas diversas atribuições dentro da administração busca ações com a colaboração de setores no seguimento de vigilância em saúde. Conforme o IBGE, possui população estimada, em 2024, de 259.323 e densidade demográfica de cerca de 3.561,05 habitantes por quilômetro quadrado. No contexto ambiental, possui área de influência da mata-atlântica com área preservada. Entre setembro e dezembro de 2024, os agentes de endemias realizaram um intenso trabalho de casa a casa para combater a proliferação do mosquito Aedes aegypti, utilizando larvicidas, nebulizações com inseticida Scielo e fumacê com DDVP e óleo mineral. Esse trabalho foi realizado com os dados identificados pela Vigilância Epidemiológica em conjunto ao Centro de Controle de Zoonoses, no esforço de realizar a cobertura dos locais com alto índice de positividade, trazendo resultados significativos na redução dos casos suspeitos e positivos de dengue.
Apresentar as principais formas de controle epidemiológico utilizado no município, recomendadas pelo Ministério da Saúde (MS) e implementadas no âmbito da Vigilância em Saúde (VS) através do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ). 1.Conscientizar a importância da notificação; 2.Orientar no casa a casa a importância da vigilância; 3.Reduzir a incidência de casos positivos no município. 4.Programar medidas eficazes de controle de larvas e mosquitos adultos; 5.Monitorar e avaliar após ação os resultados alcançados.
Os agentes de endemias do CCZ realizaram um trabalho minucioso de casa a casa nos bairros com o maior índice de positividade e suspeita da doença, com o intuito de combater a proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue. Para garantir a segurança dos moradores e a eficiência das medidas adotadas, os agentes seguiram protocolos rigorosos durante as visitas e a aplicação dos produtos. As atividades são essenciais para o controle da dengue, pois permitem identificar e eliminar focos de proliferação do mosquito diretamente na origem. Os moradores foram orientados sobre a importância de eliminar os criadouros e as medidas preventivas que devem ser adotadas para evitar a proliferação do mosquito. Foram distribuídos folhetos educativos contendo, forma de prevenção e orientação no que fazer em casos de suspeita da doença, sintomas e cronograma das atividades de nebulização e fumacê, para que os moradores pudessem se organizar. Nas áreas identificadas com acúmulo de água e potenciais criadouros de mosquitos, os agentes aplicaram larvicida específico para impedir o desenvolvimento das larvas até a fase adulta. A nebulização e o Fumacê foram realizados no final da tarde, horário estratégico em que os mosquitos, estão mais ativos. Durante o intervalo de 4 horas foram percorridas as ruas dos bairros indicados pela Vigilância Epidemiológica, garantindo a cobertura ampla do inseticida, precedida pela nebulização e Fumacê.
A utilização do larvicida foi fundamental para o controle das larvas do mosquito Aedes aegypti, enquanto a nebulização com inseticida Scielo e o fumacê com DDVP e óleo mineral complementam a redução dos mosquitos adultos e dos focos de proliferação. Os dados em % para o número de casos apresentados no inicio da ação, comparados ao mês de término representam em queda significativa de 90% nas notificações e nos casos de suspeita, com queda na positividade nos bairros analisados, o que indica a eficácia das ações realizadas. A Continuidade das Ações é essencial, especialmente em períodos de maior incidência do mosquito. A participação ativa da comunidade é crucial. Campanhas de conscientização e educação sobre a importância do controle ao mosquito devem ser reforçadas, incentivando a população a eliminar possíveis criadouros em suas residências. Manter um sistema se supervisão nas áreas cobertas e ajustar estratégias conforme necessário. A notificação é imprescindível, pois direciona a ação para o foco concreto. Uso de novas tecnologias e métodos para o controle do Aedes aegypti devem ser explorados, novos larvicidas, inseticidas menos agressivos e técnicas de aplicação podem aumentar ainda mais a eficácia das ações.
As notificações apresentadas no inicio da ação, representam a conscientização dos munícipes que contribuiu para que não somente a aplicação dos venenos, mas a parceria com os responsáveis pelo cuidado de seu espaço pode fazer a diferença quando se trata de Dengue. Os três bairros onde as ações foram realizadas iniciaram com o valor de notificações expressivo e no final do quarto mês os valores já chegavam os dados com redução bem significativa. Bairro 1 – Iniciou com 6.466 casos finalizando com 218. Bairro 2 – Iniciou com 8.479 casos finalizando com 1.336. Bairro 1 – Iniciou com 4.917 casos finalizando com 813.
Nebulização e Fumacê
LEANDRO RIBEIRO SILVA, WELUMA THEREZA ALVES DE COSTA, MILENE RIBEIRO DA SILVA, JOSÉ SALES E OLIVEIRA, EDUARDO ALEXANDRE MOURA DE LIMA