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Ao longo dos anos, a prevalência de hipertensão arterial (HAS) e diabetes, tanto tipo 1 quanto tipo 2, tem aumentado em São Paulo, devido ao envelhecimento da população, ao crescimento da obesidade e a outros fatores de risco, como o sedentarismo e as dietas pouco saudáveis. Estima-se que mais de 3,5 milhões de pessoas em São Paulo tenham diabetes, e 30% da população apresente hipertensão arterial (HAS). Com isso, o grupo de pacientes diabéticos e hipertensos tem se expandido em todo o território. Nesse contexto, a UBS Jardim das Palmas realizava, de forma predominante, o acompanhamento desse grupo dentro da unidade. No entanto, a equipe identificou algumas dificuldades em atingir todos os indicadores, como: a falta de espaço adequado para realizar grupos com mais de 15 pacientes, o longo tempo de espera para que o paciente fosse atendido na recepção, a falta de estrutura física confortável para usuários debilitados e a grande distância entre a residência dos pacientes e a UBS (cerca de 26 minutos a pé do extremo do território da equipe até a unidade). Após identificar esses problemas, elaboramos um plano de ação para aprimorar a qualidade do atendimento à população.
Realizar os grupos no território da equipe, em locais adequados e confortáveis. Promover a análise periódica do painel de indicadores, utilizando a planilha de pacientes crônicos e ferramentas como o Power BI. Descentralizar a administração da planilha, incluindo um ACS para apoiar o monitoramento e inserção dos dados.
Utilizamos uma metodologia focada na análise dos dados coletados para definir ações estratégicas e melhorar a experiência do paciente. O grupo no território passou a ser realizado em uma igreja, gentilmente disponibilizada por um paciente. O local é amplo, confortável, com muitas cadeiras, banheiro, ventilador e acessível a pacientes debilitados, além de estar localizado no centro do território da equipe, facilitando o acesso para todos os pacientes. Também otimizamos o fluxo de atendimento por meio de acolhimento direto, eliminando a necessidade de fila na recepção.
Foi observado um aumento da adesão dos pacientes ao grupo no território e recebemos muitos relatos positivos, especialmente devido ao menor tempo de trajeto até o novo local (cerca de 13 minutos do extremo do território até o local). Atingimos indicadores importantes, como: 70% dos pacientes diabéticos com exames coletados e acompanhamento em consultas no primeiro e no segundo semestre, e 69,0% dos pacientes hipertensos com exames coletados ao longo do ano e acompanhamento em consulta semestral.
A reestruturação do grupo HAS/DM no território da UBS Jardim das Palmas se revelou uma estratégia eficaz para melhorar o atendimento aos pacientes diabéticos e hipertensos. O novo local proporcionou mais conforto, acolhimento e agilidade no atendimento. A inclusão de um Agente Comunitário de Saúde na administração da planilha de pacientes crônicos contribuiu para a descentralização das responsabilidades, promovendo uma gestão mais eficiente dos dados. A proposta demonstra que intervenções direcionadas podem impactar positivamente a saúde da população, reforçando a importância da escuta ativa e da adaptação dos serviços às necessidades da comunidade.
Doença Crônica,APS,Descentralização do Atendimento
ALINE DE SOUSA MARQUES, HENRIQUE OLIVEIRA DE SOUSA, VILMA PIRES, ELIANA APARECIDA DO NASCIMENTO, NAJILA DA ROCHA SANTOS, JOSÉ ROBSON NEVES CAVALCANTI FILHO, GABRIEL DE OLIVEIRA BARROS, PRISCILA SENNA MAYRBAURL, RODRIGO RIBEIRO