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Matão implementou um novo modelo de regulação em novembro de 2024, com início do processo em junho de 2024 ,garantindo mais equidade no acesso à saúde e otimizando recursos. A mudança fortalece a APS como referência principal do paciente, reorganizando fluxos e reduzindo filas. Os desafios incluem a adaptação das equipes, a digitalização dos encaminhamentos anteriores ao sistema implantado e a adequação aos protocolos do Ministério da Saúde e protocolos municipais. O processo envolve gestores, Secretaria de Saúde, médico regulador, agendadores e TI, com ampla capacitação e divulgação dos novos fluxos. Os primeiros resultados mostram melhora na resolutividade da APS, redução da fila de espera e maior eficiência na regulação. A experiência pode ser referência para outros municípios que buscam um SUS mais ágil e equitativo.
– Garantir equidade no acesso à saúde, assegurando que todos os pacientes tenham a mesma oportunidade de atendimento especializado. – Otimizar o uso dos recursos públicos, reduzindo custos desnecessários e garantindo um melhor aproveitamento dos serviços disponíveis. – Fortalecer a Atenção Primária à Saúde (APS) como principal referência dos pacientes, evitando encaminhamentos desnecessários para especialistas. – Reduzir filas e tempos de espera para consultas e exames especializados, melhorando a eficiência do sistema de regulação. – Adequar os encaminhamentos aos protocolos do Ministério da Saúde, garantindo mais qualidade e segurança no atendimento. – Capacitar as equipes de saúde para utilizar corretamente o sistema de regulação, garantindo um fluxo eficiente de solicitações e agendamentos. – Implementar um processo contínuo de matriciamento, aprimorando a resolutividade da APS e diminuindo a sobrecarga da atenção especializada.
O presente relato de experiência descreve a implementação do novo modelo de regulação em Matão/SP, iniciado em junho de 2024, com o objetivo de reorganizar o acesso aos serviços especializados e fortalecer a Atenção Primária como referência principal para os pacientes. O processo envolveu gestores municipais, a Secretaria de Saúde, o médico regulador, a equipe de tecnologia da informação (TI), agendadores e profissionais da APS. A metodologia foi estruturada em três etapas principais. A primeira consistiu no diagnóstico da situação anterior, com levantamento das dificuldades no acesso e análise dos fluxos existentes. Em seguida, foi realizada a elaboração e implementação de novas estratégias, incluindo a definição de protocolos de encaminhamento, capacitação das equipes e digitalização de encaminhamentos antigos para garantir maior controle e transparência no processo regulatório. Por fim, a terceira etapa envolveu o monitoramento e avaliação dos resultados, analisando indicadores como tempo de espera, taxa de resolutividade na APS e otimização do uso dos serviços especializados. A regulação passou a ser acompanhada continuamente, com ajustes baseados em dados extraídos do sistema e no retorno das equipes de saúde e da população. A experiência permitiu identificar gargalos, otimizar a distribuição de recursos e aprimorar a qualidade do atendimento, podendo servir como referência para a melhoria da regulação em outros municípios.
A nova regulação permitiu a redução e otimização das filas, garantindo maior equidade no acesso e um controle mais preciso da demanda. As solicitações agora seguem protocolos mais rigorosos, com CID correto e descrição clínica detalhada do paciente. A tomada de decisão sobre as vagas tornou-se mais segura, pois os médicos reguladores têm acesso ao histórico completo do paciente no prontuário eletrônico. Além disso, podem dialogar com os médicos solicitantes para avaliar melhor as reais necessidades dos pacientes. Embora ainda haja alguma resistência entre os médicos devido às novas exigências nos encaminhamentos, foi observado um maior cuidado com os pacientes na APS, evitando referenciamentos desnecessários. A tecnologia facilitou todo o processo, tornando-o mais ágil e organizado. Com isso, houve um aumento da resolutividade na APS, além da otimização do acesso a exames, priorizando aqueles essenciais ao diagnóstico e tratamento.
A implementação do novo processo de regulação em Matão trás avanços significativos, promove maior equidade no acesso à saúde, otimiza dos recursos e fortalecimento da Atenção Primária. A reorganização dos fluxos reduziu filas, garantiu encaminhamentos mais adequados e permitiu um controle mais preciso da demanda. Os médicos reguladores passaram a ter uma visão mais ampla do histórico dos pacientes, assegurando decisões mais fundamentadas. Apesar da resistência inicial, os profissionais de saúde demonstraram maior envolvimento na gestão dos cuidados, evitando encaminhamentos desnecessários. O uso da tecnologia foi essencial para a efetividade do processo, facilitando a comunicação e a regulação. Além disso, a maior resolutividade na APS contribuiu para um acesso mais rápido aos exames necessários. A experiência de Matão pode servir como modelo para outros municípios que buscam aprimorar a regulação e garantir um SUS mais eficiente.
Regulação eficiente, equidade, fluxo otimizado
EMANUEL MARQUES DE SÁ GOMES DA SILVA