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Paciente BMA, 28 anos, relata pensamentos persistentes de ideação suicida após término de relacionamento. Resistente ao uso de medicamentos e tratamento psicológico e medicamentoso. Soro positivo – Já havia deixado de tomar os medicamentos para que ficasse gravemente doente.
através de diálogos de sensibilização, paciente aceitou conversar com a médica da equipe para verificar a possibilidade de uso de medicamento psicotrópico, compreender melhor seus efeitos e tempo necessário de uso. Aceitou passar em consulta e iniciou uso de Sertralina, porém, acabou utilizando o medicamento em dose triplicada (relatou gatilhos) e parou por conta própria. Foi sensibilizado novamente a voltar em consulta médica para reavaliação. Não voltou em consulta com a justificativa de que iria realizar os exames solicitados e então mostrar à médica, porém, com a continuidade nas sessões de PICS, foi se sentindo mais motivado e conversou com equipe de saúde mental do SAE IST/AIDS. Iniciou uso de Risperidona e, ao final das sessões em 17/12/2024, já relatava melhora expressiva do quadro e mais bem-estar.
Após reunião de matriciamento em 27/08/2024, paciente iniciou acompanhamento psicológico na UBS; participou de 2 consultas psicológicas, porém, não quis dar continuidade. ACS, preocupada com o caso, solicitou avaliação para atendimento com PICS sem que o paciente pedisse. Foi realizada VD inicial com prof.ed.física para criação de vínculo e retorno em consulta para tratamento com Reiki – 4 sessões semanais e tratamento com Auriculoterapia – 5 sessões quinzenais. Já praticava musculação 3 a 4 vezes na semana e relatava que a modalidade ajudava em seu estado emocional.
Considerando a gravidade dos quadros de ideação suicida e sabendo serem as PICS um complemento aos tratamentos básicos/convencionais, é um grande desafio acompanhar o paciente que apresenta resistências ao acompanhamento médico e de saúde mental somente com técnicas complementares. Porém, o presente caso nos mostra que com boa vontade, diálogo e ferramentas que promovem bem estar e equilíbrio energético/emocional, bem como com a prática de exercício físico regular, podemos evitar maiores agravos e promover a qualidade de vida da pessoa. Também é importante ressaltar que, apesar das diversas demandas que tem o profissional de saúde, a tentativa de “resgatar” esse paciente e não desistir de oferecer o cuidado mesmo após muitas negativas, pode fazer toda a diferença.
Considerando a gravidade dos quadros de ideação suicida e sabendo serem as PICS um complemento aos tratamentos básicos/convencionais, é um grande desafio acompanhar o paciente que apresenta resistências ao acompanhamento médico e de saúde mental somente com técnicas complementares. Porém, o presente caso nos mostra que com boa vontade, diálogo e ferramentas que promovem bem estar e equilíbrio energético/emocional, bem como com a prática de exercício físico regular, podemos evitar maiores agravos e promover a qualidade de vida da pessoa. Também é importante ressaltar que, apesar das diversas demandas que tem o profissional de saúde, a tentativa de “resgatar” esse paciente e não desistir de oferecer o cuidado mesmo após muitas negativas, pode fazer toda a diferença.
Matriciamento - PICs
DOMITILIA CRISLAINE ANTAS