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O estudo foi submetido ao Comitê de Ética da Universidade de Marília (Parecer: 6.157.820, CAAE: 70775423.9.0000.5496) e seguiu as diretrizes nacionais e internacionais. Trata-se de uma pesquisa exploratória-descritiva com abordagem qualiquantitativa, realizada na clínica de fisioterapia da instituição. Foram avaliados 18 indivíduos (21-67 anos) com EMRR, selecionados por conveniência. Os critérios de inclusão incluíram diagnóstico confirmado, capacidade de permanecer na postura bípede e cognição preservada. A qualidade do sono foi mensurada pelo questionário de Pittsburgh, a percepção corporal pelo Teste de Askevold e os sintomas por entrevista estruturada. A análise dos dados utilizou o teste Qui-quadrado com nível de significância de 5%. Os resultados indicaram que participantes com sono adequado eram hiperesquemáticos, enquanto 67% dos com sono inadequado eram hipoesquemáticos. Esses achados sugerem que a qualidade do sono influencia a percepção corporal e a manifestação sintomatológica na EMRR.
O objetivo do estudo foi analisar a relação entre a qualidade do sono e a percepção corporal, pelo aspecto do esquema corporal e os quadros sintomatológicos da esclerose múltipla.
O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética da Universidade de Marília (Parecer: 6.157.820, CAAE: 70775423.9.0000.5496) e seguiu as diretrizes nacionais e internacionais. Trata-se de uma pesquisa exploratória-descritiva, com abordagem qualiquantitativa. A coleta ocorreu na clínica de fisioterapia da universidade, em ambiente reservado. Participaram 18 indivíduos (21-67 anos) com diagnóstico de EMRR, selecionados por conveniência. Os critérios de inclusão incluíram diagnóstico confirmado, capacidade de permanecer na postura bípede e cognição preservada. A qualidade do sono foi avaliada pelo questionário de Pittsburgh (PSQI), a percepção corporal pelo Teste de Askevold e os sintomas por entrevista estruturada. A análise de dados utilizou o teste Qui-quadrado para explorar associações entre as variáveis, com nível de significância de 5%, por meio do software Bioestat 5.3.
A amostra incluiu 18 indivíduos (21-67 anos), sendo 83% (n = 15) do sexo feminino e idade média de 46,4 ± 12,0 anos. A maioria (89%) era adulta, e 11% idosos. A qualidade do sono foi inadequada em 83% (n = 15), com pontuação média de 16,0 ± 8,10 no PSQI. A percepção corporal revelou 44% (n = 8) hiperesquemáticos e 56% (n = 10) hipoesquemáticos. Houve associação significativa entre percepção corporal e qualidade do sono (p < 0,0001), onde indivíduos com sono adequado eram exclusivamente hiperesquemáticos. Na relação entre sintomas e qualidade do sono, fadiga foi o sintoma mais relatado (61%), seguido de fraqueza nos membros inferiores (22%). Participantes com mais de 10 anos de doença tiveram maior frequência de sono inadequado (53,3%). Além disso, 20% dos indivíduos com sono inadequado necessitavam de suporte para locomoção. O impacto social foi observado em 13% dos participantes, todos com sono inadequado.
O estudo encontrou uma forte associação entre a percepção corporal e a qualidade do sono em pessoas com EMRR. Os participantes com sono adequado foram classificados como hiperesquemáticos, enquanto aqueles com sono inadequado foram hipoesquemáticos. Observou-se que, em indivíduos com qualidade de sono inadequada, há uma distribuição equilibrada entre os sintomas motores e sensitivos como sintomas iniciais da doença. No entanto, aqueles com sono adequado relataram predominantemente sintomas sensitivos no início da doença. Além disso, à medida que aumenta o tempo de convivência com a EMRR, cresce a quantidade de pessoas com qualidade de sono inadequada. A fadiga, um sintoma relevante na maioria dos indivíduos com sono inadequado, mostrou-se um dos principais fatores relacionados à diminuição da qualidade do sono.
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AMANDA CARIS PICCOLO