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A amamentação é considerada um direito humano, que deve ser promovido em benefício do binômio mãe-bebê. Contudo, inúmeros fatores estão associados à adesão dessa prática, como a experiência prévia da mãe, o desejo de amamentar, receber orientação qualificada durante o pré e pós-natal, apoio social e familiar. O aleitamento materno propicia inúmeros benefícios, incluindo a redução da morbimortalidade, prevenção de doenças e fortalecimento do vínculo entre mãe e filho. Nesse sentido, as iniciativas de promoção, proteção e apoio realizadas na atenção básica são consideradas prioritárias. A abordagem de grupos na comunidade mostra-se efetiva, pois propicia um maior vínculo com a população, adesão aos planos terapêuticos propostos pela equipe, escuta mais qualificada dos problemas de saúde e identificação dos indivíduos entre si, pois estão com seus pares.
Descrever relatos de experiências individuais de participantes, no que tange a vivência em grupo de aleitamento materno exclusivo, em uma unidade básica de saúde na região leste do município da cidade de São Paulo.
O Grupo de Apoio ao Aleitamento Materno Exclusivo (GAAME) ocorre na sala de grupo da unidade básica de saúde, os encontros são semanais e tem duração de 1 hora e 30 minutos. A cada abordagem, inclui-se profissionais de diferentes categorias, visando a interdisciplinaridade. Os participantes recebem, no momento inicial, orientações de caráter educativo, com envolvimento dos mesmos para contribuição, dúvidas e questionamentos. Posteriormente é realizada a avaliação antropométrica das crianças
Dentre os cinco depoimentos recebidos e analisados, observou-se pontos no discurso em comum entre as participantes, além de palavras citadas de forma recorrente: Apoio e acolhimento. As participantes discorrem sobre como se sentiram acolhidas desde o primeiro encontro do grupo e a importância do apoio neste período considerado desafiador e exaustivo para as lactantes. Foram citadas frases como “elas não cuidam só dos bebês, mas das mamães também” e “me deram muitas informações de como cuidar do bebê…, até mesmo cuidar um pouco de mim, porque naquele momento, eu precisava”. Conhecimento: Foi citado a importância do grupo para aprendizado e acesso a conteúdos atualizados sobre o AM, além de desmistificar informações em torno da amamentação. Discursos como “…tem as informações que não conhecemos ainda e as meninas estão ali para nos auxiliar mesmo”. “Eu aprendi muito com o grupo, foi muito bom porque eu não estava conseguindo amamentar”. “Me deram muitas informações no auxílio do cuidado com o bebê, amamentação, troca de fralda, cólica e desenvolvimento”. Segurança: As participantes abordam sobre como se sentiram mais seguras por meio do cuidado, monitoramento pelos profissionais e configuração do grupo: “eu só descobri que meu filho estava doente porque estava levando ele no GAAME, … e graças ao GAAME o meu filho está bem agora”. “a gente tem o acompanhamento dos nossos bebês de perto, o privilégio de pesar, medir perímetro cefálico…”
Os relatos registrados apontam a importância do GAAME no vínculo com a comunidade, considerando que as genitoras apresentam como referência os profissionais presentes nos encontros para as demandas em saúde dos recém nascidos, assim como demandas vivenciadas no puerpério. Muitas apontam sobre o conhecimento adquirido no grupo, mesmo não sendo a primeira gestação, sobre o processo de desmistificação em torno do AM e apoio recebido durante um período que pode ser marcado por fragilidade, especialmente emocional. Portanto, torna-se essencial o fortalecimento de grupos voltados ao apoio do aleitamento materno exclusivo, que de forma abrangente, oferece promoção à saúde não somente aos lactentes, mas à sua rede de apoio, por meio de informação de qualidade, acolhimento e motivação.
incentivo, aleitamento, materno
STEPHANIE HENRIQUES MORASCHI, KELLY CRISTINA BALBINO, ANNA CAROLINA PAIVA DIAS