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O SRT Ipiranga 2 fica localizado na região do Ipiranga e possui 10 moradores provenientes de hospitais psiquiátricos e de custódia. O SRT é caracterizado pela gravidade dos transtornos mentais e pouca autonomia dos moradores.
Os assistidos possuem históricos de violência e abandono e, portanto, um dos maiores desafios é a integração em sociedade e aproximação de alguns que possuem familiares, porém com vínculos fragilizados. A residência foi criada em outubro de 2020 e com diversas problemáticas como agravos em saúde, violência por parte de alguns moradores, aproximação de vínculos familiares possíveis, regularização dos documentos pessoais e aquisição de benefícios assistências a quem tem direito e a necessidade de aumento de RH.
Inclusão de práticas integrativas, desenvolvimento da equipe, aproximação dos familiares e pactuação de rede de apoio.
Como desafio inicial, estabeleci a meta de cessar tantos adoecimentos como um Projeto Terapêutico (PT) para a melhora da diarreia que cerca de 9 moradores tinham rotineiramente. Foi articulado a necessidade de acompanhamento com nutricionista, além da atenção básica, e aplicados técnicas de PICs como a fitoterapia para a melhora dos agravos em saúde. Também foi acionada a UVIS com o intuito de obtermos orientações técnicas ao manuseio de alimentos e higienização da residência. Outro PT concretizado foi a criação de parceria com os serviços que atendiam os moradores anteriormente, estabelecendo uma parceria de supervisão online com a equipe de autismo do Caism Vila Mariana para criar manejos com os moradores mais graves que ofereciam riscos de agressão ao próximo e a sí. Outra proposta, essa com pouca evolução, foi o estreitamento de vínculos familiares rompidos. No Caps, incentivamos a participação em eventos com os moradores e até a possibilidade de o morador passar uns dias com a família. Outra conquista é a regularização dos documentos dos assistidos, além da aquisição dos benefícios assistenciais que proporcionam maior flexibilidade financeira para realizar diversas outras demandas que a verba da residência não contempla. O aumento do RH diminui riscos de acidentes já que os moradores necessitam de auxílio para as AVDs e com isso estamos proporcionando um PTS com maior frequência como passeios a praia, além das festas comemorativas e passeios pelo território.
Nesses 3 anos tivemos uma melhora significativa nos agravos em saúde, porém ainda temos alguns desafios. Ainda é um desafio constante a criação de processos de trabalho mais definidos e a rede de apoio considerar o SRT como prioridade na RAPS.
Residência Terapêutica, agravos
PRISCILA SANCTIS SILVA