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A OMS estima que mais da metade de todos os medicamentos são prescritos e dispensados de forma inadequada, e que metade de todos os pacientes os utilizam de forma irracional. A intoxicação medicamentosa é um grave problema de saúde pública, e geralmente evitável. De acordo com informações do SINITOX, ao longo de 18 anos foram mais de 245 mil casos de intoxicação atingindo a faixa etária de zero até 19 anos de idade.. O relatório 2021 do CIA Tox / Campinas, mostra o medicamento no topo da intoxicação em todas faixas etárias. Outro fator refere-se à medicalização da vida, que pode ser entendida como os comportamentos e atitudes cotidianas sendo avaliadas como doenças e que precisam de tratamento medicamentoso. Com esse cenário a equipe da Assistência Farmacêutica da Unidade de Gestão e Promoção da Saúde, sensível a esse indicador de intoxicação por medicamentos em crianças/adolescentes, identificou a necessidade de uma intervenção inicialmente nessa faixa etária, considerando que Jundiaí é o primeiro Município do Estado a integrar a Rede Latino-Americana – Projeto Cidade das Crianças. Com o objetivo de desenvolver ações efetivas, o Grupo de Trabalho sobre o Uso Racional de Medicamentos, composto por profissionais farmacêuticas, foi desafiado a pesquisar sobre o tema e apresentar propostas, que resultaram na apresentação de um jogo de tabuleiro.
Ampliar as ferramentas de educação em saúde, com formas mais lúdicas, e promover o cuidado com medicamentos, para crianças e adolescentes.
Avaliando os diferentes jogos desenvolvidos por alunos de graduação e Conselhos Regionais de Farmácia, o jogo de tabuleiro em forma de tapete foi o escolhido e adaptado às demandas das equipes de saúde das Unidades da Atenção Básica, relacionadas a Educação em Saúde no cuidado com os medicamentos . Após o planejamento e desenho inicial, o projeto foi apresentado à coordenação do Programa Saúde na Escola (PSE), pactuando assim a implementação e a escolha do público alvo. Com o objetivo definido e regras do jogo estabelecidas, definiu-se o mês de maio para iniciar o projeto, considerando o Dia do Uso Racional do Medicamento e a Semana Mundial do Brincar. Com os primeiros resultados, avaliou-se a necessidade de qualificar algumas ações promovendo o entendimento de crianças e adolescentes, conforme objetivo inicial, e também para os profissionais das equipes da Saúde e da Educação. O GT do Uso Racional de Medicamentos criou um teatro de fantoches, ampliando conhecimentos sobre o tema e qualificando a participação no jogo. Trata-se de uma cena que envolve mãe, filha e vizinha/cuidadora que empresta um xarope natural, “que se não fizer bem, mal não faz”, com esquecimento do xarope em local acessível a criança, superdosagem e descarte incorreto. Dessa apresentação foram desenvolvidas as perguntas para o jogo.
O jogo “Remédio não é brincadeira” está sendo utilizado como ferramenta de educação em saúde, para o público proposto, desde maio de 2022. Até o momento, a equipe de farmacêuticas da UGPS de Jundiaí, está responsável pela aplicabilidade dessa ferramenta em: A.Treinamentos com a equipe multiprofissional de saúde para inclusão do tema e um momento descontraído e de integração; – Ação para a população do território de cada Unidade Básica de Saúde; – Ação de Saúde nas Escolas Municipais e Estaduais do município; Eventos intersetoriais como: Aniversário do Parque da Cidade de Jundiaí; 2ª edição do torneio do projeto Mente Inovadora desenvolvido pela Unidade de Gestão de Educação. B.Os conceitos básicos apresentados durante a brincadeira são rapidamente entendidos e as crianças repetem com muita facilidade que: – Não devem tomar medicamento em casa, sem o acompanhamento de um responsável; – Local adequado para o armazenamento, protegido da luz, umidade, calor e do alcance de todas crianças; – Não devem tomar nenhum medicamento oferecido por colegas na escola, por vizinhos ou parentes que não seja com a autorização dos pais ou responsáveis; – O local correto para descarte de qualquer medicamento deve ser nas unidades básicas de saúde, farmácias ou drogarias, nunca descartar em casa. C. O jogo “Remédio não é brincadeira” e o teatro estão disponíveis para ações junto às escolas (PSE), à comunidade e para os profissionais das equipes de saúde.
Os conceitos básicos apresentados durante a brincadeira são rapidamente entendidos e as crianças repetem com muita facilidade, como citado nos resultados, que: – Tomar medicamento só com o acompanhamento de um responsável; – O local adequado para o armazenamento, protegido da luz, umidade, calor e do alcance de outras crianças; – Não devem tomar nenhum medicamento oferecido por colegas na escola, por vizinhos ou parentes que não for com a autorização dos pais ou responsáveis; – O local correto para descarte de qualquer medicamento e que não deve ser descartado em casa. O jogo “Remédio não é brincadeira” e o teatro com bonecos, revelou-se uma ferramenta lúdica, mas potente, para apresentar o cuidado com o medicamento, alertando sobre o Uso Racional de Medicamentos.
Automedicação, Jogos Educativos
Ana Cláudia Jordão Rodrigues, Ana Paula Pizoccaro Barcaro, Flávia Ap Kameyama Segura, Karina Baiero Brito, Luana Maciel da Silva, Márcia Maria Pirolla de Souza, Susana Yuri Kamikihara, Ursula Elise Gertrud Rossberg