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O Serviço de atenção domiciliar é uma modalidade de cuidado à saúde que visa o restabelecimento e a manutenção da saúde, bem como uma melhora na autonomia e independência dos seus pacientes. Contudo, atualmente observamos um aumento progressivo no número de pacientes admitidos em fase terminal da doença onde faz-se necessário um suporte mais individualizado e humanizado. O cuidado paliativo é uma abordagem que promove uma melhor qualidade de vida e alívio do sofrimento aos pacientes e seus familiares. Frente as necessidades atuais, novas readequações foram necessárias para uma melhor assistência a população.
O objetivo da restruturação do serviço de atenção domiciliar é o de priorizar e aprimorar a assistência aos pacientes em cuidados paliativos e promover um maior apoio aos familiares em relação aos cuidados e eventuais necessidades.
Realizamos a quantificação no número de atendimentos gerais no período de 45 dias, de atendimentos médicos e dos atendimentos realizados pela equipe multidisciplinar. Após a análise efetuada, foi realizada uma comparação entre o período pré restruturação com os dados atuais.
A restruturação foi baseada conforme a gravidade dos pacientes e necessidade de retorno médico. O primeiro grupo são os pacientes em cuidados paliativos em fase de terminalidade; o segundo são os portadores de dispositivos, acamados e pacientes com lesões; o grupo 3 são os pacientes acamados ou dependentes de oxigênio com limitações para o atendimento ambulatorial e o grupo 4 são os pacientes em uso de oxigênio domiciliar, mas que seguem com atendimento ambulatorial. Possuímos 279 pacientes, sendo que 4% são pertencentes ao grupo 1. Atualmente, os pacientes recebem em média 1,2 visitas médicas e 4 visitas da equipe multidisciplinar a cada 45 dias enquanto no modelo anterior recebiam visitas médicas a cada 70 dias.
Os cuidados paliativos é uma abordagem que visa melhorar a qualidade de vida de pacientes e seus familiares. A divisão dos pacientes conforme sua gravidade proporcionou um atendimento mais frequente e uma melhor assistência a população estudada. Essa maior proximidade promoveu um melhor acolhimento das demandas, maior confiança nas condutas estabelecidas e aparentemente proporcionou um período de maior conforto aos pacientes e seus familiares.
atenção domiciliar, cuidados paliativos
Rafael Rafaini Lloret, Roberta Alexandre Santos Ferrari, Zélia Aparecida de Jesus Rodrigues, Maria Silvia de Almeida Mello Freire, José Carlos Misorelli