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A territorialização é pilar da Estratégia Saúde da Família (ESF). Em Lorena, identificou-se desequilíbrio populacional, exigindo reorganização territorial para garantir acesso equânime. Considerando a necessidade de adequar os territórios de abrangência das Unidades de Saúde, visando melhor distribuição populacional, otimização do processo de trabalho das equipes e garantia de acesso equânime dos usuários, foi acordada a reterritorialização entre duas unidades de saúde.
Relatar a experiência da gestão da atenção primária em saúde sobre o estudo e a efetivação da reterritorialização entre a ESF Santo Antônio e a ESF São Roque como estratégia de qualificação do acesso e organização do território, que foi realizada através da pactuação entre equipes e Coordenação da APS e incluiu análise territorial, redefinição de microáreas, atualização no e-SUS APS, comunicação aos ACS e orientação aos usuários.
Iniciamos através de reuniões articuladas com as equipes de saúde durante os meses de setembro e outubro e no mês de novembro finalizamos a reterritorialização, com as mudanças previstas para iniciar em 01/12/2025 com as equipes envolvidas, ESF Santo Antônio e ESF São Roque. Os cadastros dos usuários residentes, referente à micro área 91 da ESF Santo Antônio, passaram a compor o território da ESF São Roque, deixando de pertencer à ESF Santo Antônio. Ainda houve a necessidade de integrar à ESF São Roque, a rua que faz a interligação entre os territórios que os usuários não estavam com cobertura de ESF. O total de pessoas afetadas com a mudança foi de aproximadamente 450 (quatrocentos e cinquenta) usuários cadastrados. Pactuamos os procedimentos e as responsabilidades durantes as reuniões com as equipes, e as mesmas se comprometeram a fazer o processo de transição de forma organizada, garantindo a continuidade do cuidado; redistribuição das micro áreas das unidades envolvidas; informar os usuários adequadamente em relação às necessidades dessas alterações; evitar interrupções nos atendimentos e acompanhamento de usuários principalmente aqueles com condições crônicas; manter registro documental do processo e fazer as devidas alterações no sistemas e-sus território e PEC (Prontuário Eletrônico do Cidadão).
A reterritorialização entre as unidades está impactando em: – Melhor equilíbrio populacional entre as unidades; – Incorporação de usuários não territorializados; – Ampliação do acesso e fortalecimento do vínculo; – Melhoria do processo de trabalho das equipes. A reterritorialização entre as unidades está impactando em: – Melhor equilíbrio populacional entre as unidades; – Incorporação de usuários não territorializados; – Ampliação do acesso e fortalecimento do vínculo; – Melhoria do processo de trabalho das equipes. ***apresentação do gráfico *** Imagem Análise do gráfico: aumento do número de cidadãos ativos na ESF São Roque, pequena redução do número de cidadãos na ESF Santo Antônio, pois ainda estão atualizando os cadastros.
A reterritorialização configurou-se como estratégia exitosa de gestão da Atenção Primária à Saúde, promovendo equidade no acesso, continuidade do cuidado e fortalecimento da Estratégia Saúde da Família. Destaca-se, ainda, a importância da utilização da ferramenta de acompanhamento de Território do Prontuário Eletrônico do Cidadão (PEC), a qual possibilitou maior controle dos cadastros, monitoramento da adscrição territorial, apoio ao planejamento das ações em saúde e maior segurança na tomada de decisão pelas equipes, qualificando a gestão do cuidado e a organização do processo de trabalho. inserir imagens: *** Mapa dos territórios antes da reterritorialização *** Mapa dos territórios depois da reterritorialização
reterritorialização, esf, acesso equanime
TATIANA NUNES PAZZINI